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Mês: março 2008

Superterça e quarta-feira!!! É às 16h45!!!

Esta quadra do ano é complicada para quem gosta de futebol. Os finais de semana são feitos pelos jogos fraquíssimos de nossos anacrônicos regionais e apenas as noites de Libertadores e as tardes impossíveis de terça e quarta-feira da Copa dos Campeões nos salvam. Dias 1º e 2 haverá uma terça e quarta-feiras malucas em que os oito classificados da Champions League fazem a primeira perna das quartas-de-final. Não adianta, o jeito é matar o trabalho ou a aula e voltar para casa às 16h45. A partir de agora, o colunista irá arriscar-se a adivinhar os vencedores: 1. Schalke 04 x Barcelona: é grande chance do Schalke 04. O Barcelona está em entressafra. Suas estrelas estão decadentes – Ronaldinho permanece subtreinado, Henry morre de saudades da filha, Messi está machucado e o time toma virada até do Bétis, após estar vencendo por 2 x 0. O problema é a falta de tradição do Schalke e, por mais frios que possam ser seus jogadores e de minha previsão de um confronto equilibrado, dá Barça. Vou torcer pelo Schalke. É terça. 2. Roma x Manchester United: sou torcedor da Roma, mas sei somos fregueses dos diabos vermelhos. Não vai dar para nós. Há um ano, levamos um humilhante 7 x 1 na cidade do Oasis e, no segundo semestre, jogamos mais duas vezes: perdemos de pouco na Inglaterra e apenas empatamos...

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A Tuberculose e seu romantismo

A tuberculose (TB) pulmonar é uma doença infecciosa tão antiga quanto à própria história da civilização. É uma doença milenar e um grave problema de saúde pública com repercussão mundial, principalmente nos países em desenvolvimento, como é o caso do nosso Brasil. A TB encontra-se dissertada em referências sagradas, em obras da filosofia, história, ciência, direito romano e das poesias. A tuberculose (TB) pulmonar é uma doença infecciosa tão antiga quanto à própria história da civilização. É uma doença milenar e um grave problema de saúde pública com repercussão mundial, principalmente nos países em desenvolvimento, como é o caso do nosso Brasil. A TB encontra-se dissertada em referências sagradas, em obras da filosofia, história, ciência, direito romano e das poesias. Nem mesmo Florence Nightingale, um dos ícones da Enfermagem, escapou da TB. Ela contraiu a doença aos 30 anos de idade e não obstante chegou aos 90, trabalhando e lutando arduamente. Destaca-se pelo status profissional que concedeu a Enfermagem, tornando-a uma ciência. Um de seus maiores feitos foi à humanização dos hospitais onde os doentes viviam em condições totalmente precárias e desumanas. Florence desenvolveu uma enorme participação na luta contra a TB na Europa e na construção de hospitais específicos para os tuberculosos; divulgou em diversos países a concepção da cura sanatorial e melhorou as condições de internação dos doentes. No início do século XIX, o senso comum elaborou...

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Pato é gênio

No jogo em que a Seleção Brasileira comemorava 50 anos do seu primeiro título mundial, uma estrela brilhou mais alto, a de Alexandre Pato. No jogo da estréia do avante, um golaço deu a vitória ao Brasil e o deixou na companhia de Pelé, Zico e Rivaldo, os únicos que também marcaram na primeira partida vestindo a amarelinha. Dunga pede calma, mas é impossível qualquer medida cautelosa nesse momento. Pato é fora de série. Muito fora de série. Tive a felicidade de ver os primeiros jogos de Pato como profissional. Colorado e, por conseqüência, freqüentador assíduo do Beira-Rio, acompanhei os primeiros passos desse que será, sem sombra de dúvida, um dos maiores da história do futebol. Desde sempre demonstrou isso. É craque. Tem personalidade de craque, jeito de craque, habilidade de craque, potência de craque, e, principalmente, estrela de craque. Não fosse essa estrela, Pato não teria estreado marcando gols em momentos tão importantes e marcantes na sua recente e breve carreira. No Internacional, estreou como profissional em novembro de 2006, contra o Palmeiras no Parque Antártica. Lá, acabou com o jogo. Participou de todos os quatro golos colorados, deixando o dele, obviamente. Não satisfeito, na primeira partida do Internacional no Mundial de Clubes, fez o primeiro golo alvirrubro no Japão, contra o Al-Ahly. Já na Itália, debutou pelo Milan no San Siro lotado, que ovacionava o novo fenômeno...

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Os sistemas numéricos

"Tudo são números" foi o lema, há 2600 anos, dos Pitagóricos. Hoje diríamos "tudo começa com os números". Os Pitagóricos tinham absoluta convicção que as priopriedades geométricas podiam ser todas explicadas comos números inteiros positivos. Era tudo o que precisavam. Grande foi o impacto quando descobriram que a relação entre os comprimentos da diagonal e do lado de um quadrado dava um resultado com um número infinito de algarismos. Aberta a caixa de Pandora, os números tomaram conta do "mundo" deixando no fundo da caixa a esperança de decifrá-los. Para aprender matemática é preciso conhecer o números, não apenas alguns, mas todos. Não podemnos esquecer que a álgebra é a aritmética generalizada e para conhecê-la, ela não pode ter "vazios". Números. Lidamos com eles a vida toda sem conseguir decifrá-los completamente. Só os números naturais, aqueles que aprendemos na infância a contar “pelos dedos”, é que guardam o “direito” à existência. E os outros números? São invenções ou apenas descobertas? Eterna questão que os matemáticos nunca saberão resolver! Talvez para quem for religioso a resposta esteja em Spinoza, ao afirmar na Ética: "A mente humana é parte do intelecto infinito de Deus ". Este axioma atende às duas hipóteses: é invenção da mente humana, mas sendo esta parte de Deus, é também uma descoberta! Mas deixemo-nos de divagações. Voltemos aos números. Os números naturais são os números inteiros positivos,...

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Nonne e Gnocchi

Sempre lembro de minha avó Emilia e minha nonna Teresa em suas cozinhas. Em comum ambas tinham as cozinhas no fundo do pátio, fora da casa, onde toda a família comia nos fins de semana. Não saberia dizer quantas manhãs de sábado passei na cozinha de minha avó Emilia, cortando e marcando diligentemente centenas de gnocchi que desapareceriam rapidamente no almoço… Os gnocchi eram invariavelmente acompanhados de uma excelente carne de panela recheada com toucinho, cenouras e ovos inteiros e, depois de dourada de todos os lados, cozinhava por horas num molho de tomates que ficava bem espesso e escuro. Sempre lembro de minha avó Emilia e minha nonna Teresa em suas cozinhas. Em comum ambas tinham as cozinhas no fundo do pátio, fora da casa, onde toda a família comia nos fins de semana. Não saberia dizer quantas manhãs de sábado passei na cozinha de minha avó Emilia, cortando e marcando diligentemente centenas de gnocchi que desapareceriam rapidamente no almoço… Os gnocchi eram invariavelmente acompanhados de uma excelente carne de panela recheada com toucinho, cenouras e ovos inteiros e, depois de dourada de todos os lados, cozinhava por horas num molho de tomates que ficava bem espesso e escuro. Já na cozinha da nonna Teresa tinha um fogão à lenha sempre aceso. Lembro de ver todos os dias sua massa aberta com o rolo de madeira e separada...

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