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Mês: outubro 2008

Prenúncio da guerra – O Futurismo

Ou, de como o Futurismo já trazia em si, mesmo que de forma inconsciente, indícios dos tempos de horror que estavam por vir. Queremos cantar o amor do perigo, o hábito da energia e da temeridade/ Afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um carro de corrida adornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais belo que a Vitória da Samotrácia/(…)/ Queremos glorificar a guerra – a única higiene do mundo –, o militarismo , o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas idéias pelas quais se morre e o desprezo da mulher/ Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de todo tipo, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária. (…) É da Itália que lançamos ao mundo esse manifesto de violência arrebatadora e incendiária com o qual fundamos nosso Futurismo, porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, arqueólogos, cicerones e antiquários. O texto acima faz parte do manifesto dos Futuristas publicado originalmente em 20 de fevereiro de 1909 no jornal Le Figaro, de Paris. O Futurismo talvez não tenha sido o primeiro movimento de vanguarda, mas com certeza foi primeiro a utilizar-se dos métodos propagandísticos que se tornaram típicos dos grupos vanguardistas: um movimento ideológico,...

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Dança NA rua (ou DE rua?)

Se um dos grandes objetivos é levar a dança ao grande público, que tal a rua? Muitas pessoas passando, gente que nunca teve grande contato com a dança zigue-zagueando para lá e para cá, crianças, idosos, mendigos, cachorros, enfim, a rua é um poço de variedades. Então, por que não levar a dança para lá? Aí o meu querido leitor vai falar: "mas isso já foi feito, o street dance". Exato! Já existe dança de rua: hip-hop, street dance, etc. Mas não é esse o título do artigo, eu disse dança NA rua. Confundiu? Vamos lá, então. Nem sempre dança na rua é a mesma coisa que dança de rua. Dança de rua é um estilo. Dança na rua é uma forma de apresentação. É levar a dança até o meio da rua, onde todo mundo que passa por lá possa vê-la. Claro que é ótimo estar no palco de um teatro, de um grande teatro. É uma sensação única e muito especial. Mas, já experimentou dançar na rua? Já imaginou a dança clássica, por exemplo, no meio da rua? No meio das pessoas. No centro da cidade na hora do rush. É tão emocionante quanto um palco de um teatro – mas com suas peculiaridades, é claro. O público da rua dificilmente é o mesmo que aparece nos teatros. É um público mais solto, que é pego de...

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Pequenas ações, grandes impactos

Algumas pequenas mudanças em nosso costume cotidiano podem ajudar (e muito!) a sustentabilidade do planeta. No artigo passado falei sobre algumas mudanças que podem ser promovidas em casa. Vamos seguir repensando nossos hábitos e como podemos contribuir para mudanças significativas em nosso ambiente. Lixo e dejetos no local correto Diariamente produzimos grandes quantidades de lixos e dejetos que são descartados no meio ambiente. O lixo que produzimos não é apenas aquele que vai para a “lata do lixo”, existem outros tipos que passam muitas vezes despercebidos como bitucas de cigarro, chicletes e dejetos que descartamos através da rede de esgoto. Precisamos ter cuidado quanto ao lixo que produzimos. Descartá-lo no local correto é uma atitude eco-responsável que todos nós devemos buscar. Para os que fumam, ao invés de jogar o que sobrou do cigarro no chão, procurem por lixeiras ou coletores. Já o chiclete é algo que povoa as calçadas e ruas de nossas cidades. Procure descartá-lo embrulhando-o em um papel. Papel higiênico é no lixo Agora um dos dejetos que pouco pensamos ao descartar é o papel higiênico usado. Esse tipo de papel não será reciclado quando descartado no lixo. Porém, isso não significa que podemos descartá-lo pelas linhas de coleta de esgoto. Portanto jogue o papel no lixo e descarte-o para a coleta juntamente com o lixo orgânico ou não reciclável quando houver. Esse simples ato tem...

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Nem tudo se perde nem tudo se transforma

    Lixo se tornou a alegoria da sociedade moderna, símbolo da desintegração, uma lembrança traumática, um novo motivo para discussões, a herança moderna para as novas gerações. O lixo está para a construção como desconstrução, matéria e decomposição, transformação.   O lixo se tornou a alegoria da sociedade moderna, símbolo da desintegração, uma lembrança traumática, um novo motivo para discussões, a herança moderna para as novas gerações. Classificado em diferentes categorias, orgânico, inorgânico, atômico, indutrial, espacial, doméstico o lixo está para a construção como desconstrução, matéria e decomposição, transformação. O consumo como doença ou, a doença do consumo Não muito longe no tempo, nos anos 70, a tese postulada por Pier Paolo Pasolini, escritor, poeta e político, definia o consumismo como uma nova forma de totalitarismo. A ideologia do consumo como conseqüência a destruição das diferentes formas de convívio social e cultural está transformando a sociedade numa cultura uniforme de massa. A “obrigação” de consumir se traduz como uma forma de “sensação de liberdade”, uma forma de compensar o sentimento de vazio causado por uma depressão crônica. A tese de Pasoline nos faz refletir sobre os nossos hábitos e na utilização dos nossos, já limitados, recursos. Novas formas de consumo e entretenimento, com as estações de esqui artificiais em Dubai, num deserto de 45 graus, que esbanjam enorme quantidade de energia, para que poucos escorreguem na neve artificial branca...

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Homens… Objeto? Hhhhuuummmm…

De jeans, terno, sunga… Homem é tudo de bom! E, se pensa que não são gostosos, leia minha declaração de amor ao melhor que já inventaram! Nada mais… Mais gostoso que um homem gostoso, daqueles que você crava os olhos em sua boca enquanto ele fala sabe-se lá o quê e imagina como é que ele beija; daqueles que passam por você na rua, no shopping e tiram sua atenção da vitrine de sapatos, fazendo-a virar o pescoço para olhar a bundinha, redondinha, que deve ser divina de apertar enquanto rola aquele beijo escandalosamente sexy; daqueles que, no final do expediente, tiram a gravata, afrouxam o colarinho e seus olhos focam o peito, tentando imaginar o que veria caso terminasse de desabotoar a camisa… Homens. São deliciosos de serem olhados quando não sabem que estão sendo olhados. Quando estão com a cabeça meio baixa, deixando a nuca à mostra, pronta para uma mordidinha leve, enquanto lêem um intrincado relatório ou uma chatíssima ata de reunião. Já observou um homem ao telefone? Os gestos estudados, firmes, o sorriso no canto da boca, a esticada nas costas, no final do dia, ao conversar pela enésima vez com um cliente ou superior. E o que dizer do sorriso de bom-dia, misturado com cheirinho de barba recém escanhoada, xampu e perfume? É de iluminar qualquer segunda-feira cinzenta, fria e coalhada de serviço, temperada...

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