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Mês: março 2009

Jogos e Seleções

– Eu acompanho futebol seriamente desde, sei lá, 86. E, desde 86, eu nunca vi um time tomar 90 minutos de pressão. Foi incrível. – Em determinados momentos, eu torci para os equatorianos marcarem...

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Pai soturno, mulher submissa e filhos aterrados

A família brasileira, felizmente, tem passado por uma grande transformação no último século. Houve uma grande redução das desigualdades de gênero e geração e uma diminuição do poder patriarcal sobre mulheres e filhos. Segundo o escritor Paulo Prado, no livro "Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira", a família patriarcal do Brasil colonial, de perfil melancólico, pode ser caracterizada na seguinte frase, que dá titulo a este artigo: "Pai soturno, mulher submissa, filhos aterrados". Em Casa Grande & Senzala, Gilberto Freyre apresenta uma descrição da família patriarcal colonial brasileira, sendo uma instituição chefiada por um patriarca que detém poder sobre seus filhos e esposa e também sobre parentes, agregados e escravos, constituindo uma família extensa e hierarquicamente dominada pelo homem – pai/marido. Evidentemente, um retrato panorâmico da família não dá conta da diversidade existente em todos os setores da sociedade e nem é capaz de indicar arranjos familiares alternativos que ainda não tinham a visibilidade e a representatividade das formas hegemônicas. Contudo, é inegável que os homens brasileiros – chefes de família – exerciam, em diversos graus, um poder indiscriminado sobre suas esposas e filhos, configurando relações assimétricas de gênero e geração. Ao longo da história, não só no Brasil, sempre predominou uma estrutura familiar dominada pelo poder patriarcal – do marido e/ou do pai – isto é, do cônjuge homem. Como mostrou Goran Therborn, durante o século...

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Praga: uma cidade multifacetada

Se perguntarmos para diversas pessoas quais foram as suas impressões de Praga, provavelmente iremos nos deparar com várias respostas distintas. Esta cidade oferece um leque de possibilidades muito amplo e, dependendo dos interesses do turista, suas opniões poderão ser bem diferentes. Existe a Praga cultural, que é a minha favorita, com suas salas de concerto, teatros, museus e sua história. A minha sala de concerto favorita se chama Rudolfinum, que fica à beira do rio Vlatava (conhecido como Moldava em português, palavra vinda do alemão Moldau. Mas saibam que os tchecos não irão saber do que você está falando se você usar este nome). O Rudolfinum é uma sala de concerto belíssima e que impressiona não pelo seu tamanho mas sim pela sua arquitetura e seus detalhes. Esta é a sede da Orquestra Filarmônica Tcheca, a melhor orquestra tcheca, na minha opnião. Certamente esta não é a melhor orquestra do mundo, mas o nível musical na Europa é realmente muito acima do que eu imaginava. Foi nesta sala, e com esta orquestra, que eu assisti ao melhor concerto da minha vida, uma inesquecível apresentação da 1a Sinfonia de Gustav Mahler. Além desta sala, temos a Ópera Nacional, a Casa Municipal, o Teatro Nacional e o Teatro Alemão, aonde Mozart regeu a estréia do seu Don Giovanni. Pode-se ir à ópera diariamente, apesar de o programa se tornar um tanto...

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Incêndios e Implosões

– Você viu o incêndio que rolou em Diadema ontem? – Vi sim. Aliás, era isso que eu ia comentar com você. Plasticamente falando, muito bonito. – Não sou muito fã de incêndios, mas esse também me sensibilizou. – Pois é. Um amarelo vivo, vivo, vivo. Uma fumaça negra que só a porra e, de… – Você viu o incêndio que rolou em Diadema ontem? – Vi sim. Aliás, era isso que eu ia comentar com você. Plasticamente falando, muito bonito. – Não sou muito fã de incêndios, mas esse também me sensibilizou. – Pois é. Um amarelo vivo, vivo, vivo. Uma fumaça negra que só a porra e, de quebra, uns tonéis explodindo e voando por cima das fábricas. Muito bonito.  – E houve uma seqüência incrível de explosões. Impressionante. Daria para usar as imagens em alguma superprodução do cinema nacional, com perseguições de carro, grandes explosões e a Mallu Mader no papel principal. – Pena que o filme se passaria em São Paulo. Porque se fosse no Rio, dava fácil para colocar o Kadu Moliterno como protagonista. – É fato. Mas, sendo em São Paulo, daria para escalar o Fúlvio Stefanini, sem perdas. Ele está para São Paulo, assim como o Kadu Moliterno e o André de Biasi estão para o Rio. Mas a vantagem do Fúlvio é que ele tem a voz mais bonita. – Fato....

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