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Mês: junho 2009

Caminhar, branco e criança, na lua

Agora Michael pode realmente caminhar na lua, pode ser branco, poder ser Peter. "A águia voa sozinha, os corvos voam em bando.” Friedrich Rückert O Pelé (sinônimo de raro rei indiscutível) do pop morreu. Sob um viés costurado pelo pop, música, comportamento etc, Michael Jackson era um dos poucos até então que podia olhar Elvis nos olhos, olhar os Beatles nos olhos, Bob Dylan olho no olho (talvez o Kurt possa também, mas eu gosto demais de Pixies e Smashing Pumpkins, então fico meio de cara com o obscurecimento destes pelo Nirvana, mas sob o mesmo viés especificado antes talvez ele também possa – e em verdade eu não sou uma pessoa muito indicada para falar nisso, só sou na medida em que nunca pensei nisso ou estudei isso, então lanço a minha análise como um representante daquele a quem só chega aquilo que é impossível não saber, das notícias e situações que não dá para fugir). E claro, há a Madonna, que sempre soou para mim e para a torcida do Flamengo como uma esposa do Michael, ou uma amante, irmã, melhor amiga (dado que esposa talvez conote pejorativamente, por não estabelecer o mesmo nível, embora haja igualmente a palavra esposo), que exerce um contraponto a ele, como a relação entre o esforço disciplinado (ela) e a criatividade perturbadora e meio rebelde (ele), o que se percebe bem...

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Caminhar, branco e criança, na lua

Michael agora pode ser branco, pode ser Peter e quem sabe pode realmente caminhar na lua. “A águia voa sozinha, os corvos voam em bando.” Friedrich Rückert O Pelé (sinônimo de raro rei indiscutível) do pop morreu. Sob um viés costurado pelo pop, música, comportamento etc, Michael Jackson era um dos poucos até então que podia olhar Elvis nos olhos, olhar os Beatles nos olhos, Bob Dylan olho no olho (talvez o Kurt possa também, mas eu gosto demais de Pixies e Smashing Pumpkins, então fico meio de cara com o obscurecimento destes pelo Nirvana, mas sob o mesmo viés especificado antes talvez ele também possa – e em verdade eu não sou uma pessoa muito indicada para falar nisso, só sou na medida em que nunca pensei nisso ou estudei isso, então lanço a minha análise como um representante daquele a quem só chega aquilo que é impossível não saber, das notícias e situações que não dá para fugir). E claro, há a Madonna, que sempre soou para mim e para a torcida do Flamengo como uma esposa do Michael, ou uma amante, irmã, melhor amiga (dado que esposa talvez conote pejorativamente, por não estabelecer o mesmo nível, embora haja igualmente a palavra esposo), que exerce um contraponto a ele, como a relação entre o esforço disciplinado (ela) e a criatividade perturbadora e meio rebelde (ele), o que...

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Acordar e fazer diferente

Sabe quanto você acorda com vontade de fazer a diferença no mundo? Muitas vezes sabemos o que queremos fazer, ou onde pretendemos chegar, mas não sabemos como fazê-lo e tampouco temos as ferramentas ou o auxílio necessário para promover a mudança. Vou dar um exemplo de uma forma simples e direta para promovermos a mudança e fazermos a diferença todos os dias da nossa vida (sem precisar esperar por chefes, prefeitos, governadores, deputados ou outros canalhas quaisquer). Quantas escolhas um ser humano faz por dia? A resposta: incontáveis. Todos os dias, desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir, somos inundados com uma enxurrada de escolhas que precisamos fazer, desde levantar e ir trabalhar e estudar ou ficar deitado, se vamos ou não escovar os dentes, se colocamos o sapato marrom ou o preto, se pegamos ou deixamos o casaco, se colocamos uma ou duas colheres de açúcar (ou se usamos adoçante) no café e assim por diante. Interessante pensar na vida assim, como uma sucessão de escolhas, não é? Pois então, como eu posso fazer uma escolha e fazer a diferença já no café da manhã? Bem, digamos que eu compre sempre a mesma marca de leite UHT (de caixinha) e a faça pelo mesmo motivo (pode ser o hábito, o paladar ou então eu compre apenas a marca que estiver mais barata na...

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O remédio inócuo

A obra de alguns artistas propaga-se pelo mesmo motivo que o cogumelo do sol faz sucesso: ambos são inócuos. Dia desses li a respeito de um estudo feito sobre aqueles remédios inócuos (cogumelo do sol, cápsulas de barbatana de tubarão, etc) que são vendidos por telefone, e que tem uma enorme veiculação em programas populares. A conclusão era curiosa: justamente por serem inócuos, estes medicamentos se propagam e são consumidos por mais tempo. Um remédio efetivo tem essa propagação reduzida pela própria eficiência. Como resolve efetivamente o problema, rapidamente é esquecido. Já um medicamento que faça mal também tem seu uso suspenso rapidamente, e obviamente não sobrevive através do boca-a-boca. Bom mesmo é o medicamento inútil, o que não faz nada. A pessoa toma, seu problema não melhora nem piora, e enquanto vai tomando, continua fazendo propaganda do remédio inofensivo. Fiquei pensando se o mesmo fenômeno não ocorre nas artes: se artistas inócuos não teriam uma sobrevida maior do que o esperado justamente por serem inofensivos. Naturalmente que a resposta é positiva. Dezenas de artistas confirmam essa teoria. Ezra Pound classifica os escritores em 6 níveis distintos de qualidade, que também acabam servindo para a classificação de artistas plásticos: inventores, mestres, diluidores, bons escritores sem qualidades salientes, beletristas e lançadores de moda. O equivalente do cogumelo do sol na arte é o diluidor. A dose do inventor, e até...

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