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Mês: novembro 2009

População e Clima

No dia 18 de novembro, o Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA – divulgou o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009, intitulado “Enfrentando um mundo em transição: mulheres, população e clima”. O relatório afirma que: “As dinâmicas populacionais, e em especial o papel das mulheres, são elementos fundamentais para o estabelecimento de um acordo efetivo e de longo prazo para enfrentar as mudanças climáticas”. O representante do UNFPA no Brasil, Harold Robinson, afirma que: “As mudanças climáticas são um problema humano provocado pela atividade humana. Embora sejamos afetados por elas e tenhamos que nos adaptar, podemos reverter esse processo”. O Relatório reconhece que  o crescimento populacional é um dos fatores que contribuem para o volume de emissões totais. Mas as maiores emissões não ocorrem onde há taxas mais elevadas de crescimento demográfico. Maiores emissões ocorrem onde o consumo médio per capita de energia e de materiais é mais elevado, como é o caso dos países mais desenvolvidos. Porém, a China – que é o país mais populoso do mundo – passou a liderar a emissão de gazes poluentes à medida em que acelerou suas taxas de crescimento econômico e mantém uma matriz energética poluidora e que tem como base o petróleo e o carvão mineral e vegetal. O Relatório demonstra que, em escala mundial, os pobres estão em situação mais vulnerável aos efeitos das alterações...

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Energia solar: nova etapa na evolução?

Na evolução do ser humano houve avanços que foram realizados por pressão das condições ambientais e outros em razão de avanços nos conhecimentos científicos e tecnológicos. Nesta segunda perspectiva, alguém já afirmou com toda a propriedade: “A idade da pedra não acabou por falta de pedras”. De fato, o ser humano no paleolítico (idade da pedra lascada) ou no neolítico (idade da pedra polida) usava ferramentas e armas feitas de pedra e dependia da própria força física para sobreviver. Não foi por falta de pedras que se chegou à metalurgia, à construção de ferramentas mais elaboradas e o uso da energia animal (para mover um moinho, para arar ou para transporte). Estes avanços tecnológicos possibilitaram a expansão da espécie e o controle humano sobre a natureza. A Revolução Industrial do século XVIII significou um grande salto no uso de ferramentas e energia, pois instituiu a industrialização em larga escala e o uso de energia a vapor (substituindo a manufatura e a energia animal). Em 1768, James Watt inventou a máquina a vapor, possibilitando o início do predomínio da produção industrial. No final do século XIX teve inicio a Segunda Revolução Industrial com a utilização do aço, do motor à combustão e do uso da energia elétrica, com base principalmente no petróleo. A produção industrial em massa e a queima de combustíveis fósseis moveram o século XX, propiciando o maior...

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Iniciando uma jornada pela auto-suficiência energética – Manifesto pela livre energia

Enquanto ainda dependemos fortemente de plantas centrais que nos fornecem energia (gás, carvão, energia hidroelétrica ou nuclear) a um custo ou oferta sobre os quais não temos nenhum controle, o mundo já está cheio de soluções que podem ser usadas localmente, em escalas menores, como por exemplo a biomassa (utilizando soja, mamona, algas, restolhos de madeira), energia eólica, solar. Muitas dessas energias podem ser organizadas e distribuídas por cooperativas ou associações relativamente pequenas, enquanto outras podem ser utilizadas até de forma individual. Em Ontario, no Canada, uma iniciativa da província permite a proprietários de casas, fazendeiros, cooperativas e escolas que instalem sistemas de energia renovável e então vendam o excedente à rede elétrica local a um preço fixo por 20 anos. Este mesmo esquema fez com que a Dinamarca e a Alemanha multiplicassem sua rede de pequenas turbinas eólicas e painéis fotovoltaicos. “As turbinas devem ser de propriedade das comunidades, indivíduos, empresários e cooperativas, ao invés de gigantescas companhias elétricas”, diz Bill Becker. “A energia distribuída” – ele diz – “constrói o modelo da auto-suficiência local, controle, poder. As pessoas sentem-se mais donas de suas vidas”. Há muito é sabido – mas nem sempre praticado – que o uso de lâmpadas fluorescentes compactas consegue produzir a mesma quantidade de luz utilizando somente 25% da energia elétrica, além de durar 10 vezes mais. Além disso, a utilização de refrigeradores, secadoras,...

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Os Conceitos Matemáticos

A Matemática é uma ciência exata  mas não como a Física e a Química. Estas estudam as “verdades” dos fenômenos naturais, ao passo que a Matemática basta-se a si mesmo, sem recorrer a nada que lhe seja estranho. A escala das temperaturas e o balanço das empresas apresentam números positivos e negativos, mas são apenas exemplos de aplicação, nada mais. Por isso, os conceitos matemáticos devem ser isentos de indefinições e contradições, para que possam ser utilizados como premissas no desenvolvimento das teorias. Vejamos um exemplo simples de como atua o pensamento matemático. Suponhamos a expressão aritmética: 3 vezes um terço, 3×1/3. Realizando a multiplicação temos 3 sobre 3, 3/3. Portanto, o resultado da expressão é 1. Mas agora vamos proceder de outra forma, também correta: 1 a dividir por 3, 1/3, dá 0,3333… . Multiplicando por 3, temos como resultado final 0,9999… . Dois resultados diferentes. É uma contradição! Não é, pois 0,9999… é uma dízima periódica, ou seja, uma outra representação do número 1. Apesar de 0,9999… ser intuitivamente equivalente a 1 é necessário provar que isso é verdade. Há na lógica matemática, um princípio universal, chamado princípio da indução completa, que nos diz que se uma operação se repete sempre rigorosamente nas mesmas condições, ela irá se repetir indefinidamente. Assim acontece com a divisão de 1 por 3. O 3 de 0,3 repetir-se-á sempre nas mesmas...

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Os Conceitos Matemáticos

A Matemática é uma ciência exata  mas não como a Física e a Química. Estas estudam as “verdades” dos fenômenos naturais, ao passo que a Matemática basta-se a si mesmo, sem recorrer a nada que lhe seja estranho. A escala das temperaturas e o balanço das empresas apresentam números positivos e negativos, mas são apenas exemplos de aplicação, nada mais. Por isso, os conceitos matemáticos devem ser isentos de indefinições e contradições, para que possam ser utilizados como premissas no desenvolvimento das teorias. Vejamos um exemplo simples de como atua o pensamento matemático. Suponhamos a expressão aritmética: 3 vezes um terço, 3×1/3. Realizando a multiplicação temos 3 sobre 3, 3/3. Portanto, o resultado da expressão é 1. Mas agora vamos proceder de outra forma, também correta: 1 a dividir por 3, 1/3, dá 0,3333… . Multiplicando por 3, temos como resultado final 0,9999… . Dois resultados diferentes. É uma contradição! Não é, pois 0,9999… é uma dízima periódica, ou seja, uma outra representação do número 1. Apesar de 0,9999… ser intuitivamente equivalente a 1 é necessário provar que isso é verdade. Há na lógica matemática, um princípio universal, chamado princípio da indução completa, que nos diz que se uma operação se repete sempre rigorosamente nas mesmas condições, ela irá se repetir indefinidamente. Assim acontece com a divisão de 1 por 3. O 3 de 0,3 repetir-se-á sempre nas mesmas...

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