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Mês: abril 2010

A falência do Estado ao prover a Educação

Nesta semana o OPS!  entrevista Cleber de Andrade Nunes, designer e auto-didata de Timóteo – MG que, juntamente com sua esposa Bernadeth decidiram educar seus filhos David e Jonatas em casa e também o sociólogo, mestre em Ciências Políticas e Doutor em Ciências Sociais Rudá Ricci, que defende a importância de uma educação coletiva, em ambiente escolar. Dois pontos-de-vista diferentes, mas que parte de um ponto de partida comum: um Estado que não consegue suprir adequadamente as demandas educacionais da população. E se o Estado não cumpre seu papel, a quem cabe prover a educação de nosso povo? À família? À Sociedade Civil Organizada, à parte da estrutura estatal? Pagamos a conta duas vezes? Desinstalamos o Estado? Qual o caminho a seguir? Leia ambas entrevistas e venha refletir conosco um pouco mais sobre este assunto tão palpitante: Educação. Clique nos links abaixo para ler. Entrevista com Cleber Nunes. Entrevista com Rudá Ricci.      ...

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Entrevista especial com Cleber Nunes – A educação em casa como um direito básico

O OPS! entrevista nesta semana Cleber de Andrade Nunes, designer e auto-didata de Timóteo – MG que, juntamente com sua esposa Bernadeth decidiram educar seus filhos David e Jonatas em casa. Vamos entender um pouco mais do seu ponto de vista e suas motivações. Como complemento a esta entrevista, entrevistamos também Rudá Ricci, sociólogo, mestre em Ciências Políticas e Doutor em Ciências Sociais, que defende a importância de uma educação coletiva, em ambiente escolar. OPS! –  "O Art. 205. da Constituição brasileira diz: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Qual seu comentário acerca deste artigo?Cleber – Cada qual tem o seu dever específico em relação à educação. O Estado deve apenas apoiar a família, oferecendo, repito oferecendo, instituições de ensino. Não se parece nada com tirar as crianças de casa à força e confiná-las em uma sala de aula que nada mais é do que um eufemismo para cela de aula. Ser forçado a permanecer em um local contra a vontade é a definição exata de prisão. Com a diferença de que o presidiário não é obrigado a ficar sentado cinco horas fingindo que está aprendendo. OPS! –  Como uma campanha pelo direito de não educar os filhos...

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Entrevista especial com Rudá Ricci – O homeschooling é uma afronta ao projeto coletivo de sociedade

O OPS! entrevista nesta semana Rudá Ricci, sociólogo, mestre em Ciências Políticas e Doutor em Ciências Sociais, que defende a importância de uma educação coletiva, em ambiente escolar. Vamos entender um pouco mais do seu ponto de vista e suas motivações. Como complemento a esta entrevista, entrevistamos também Cleber de Andrade Nunes, designer e auto-didata de Timóteo – MG que, juntamente com sua esposa Bernadeth decidiram educar seus filhos David e Jonatas em casa. OPS! –  "O Art. 205. da Constituição brasileira diz: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Qual seu comentário acerca deste artigo? Rudá – Eu assessorei a Constituinte de 87, quando fazia parte da equipe técnica do CEDEC, centro de pesquisas sociológicas de São Paulo. A discussão que envolveu este tema foi a de garantir a educação como política pública voltada para o desenvolvimento social, superando o mero individualismo. Lembremos que este a constituinte envolveu um período de muitas reformas curriculares e encontros educacionais. Lembro-me da reforma em curso em São Paulo, Paraná, Bahia e Minas Gerais. Todos com ênfase muito nítida no controle social sobre as políticas públicas e formação social dos educandos. OPS! –  O currículo tradicional das escolas passa por uma...

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Mais Teatro Brasil

Se você mora em uma cidade grande deve achar as coisas que eu vou falar aqui uma bobagem. Afinal, nunca foi uma coisa que você teve que parar para pensar. Mesmo que você nunca tenha ido ao teatro (o que é uma pena!), você sempre soube onde ele se localiza. Você já passou pela frente de um. Você sabe que estão ali espetáculos em cartaz. Agora, se você mora em 80% das cidades do Brasil, você sabe bem do que eu estou falando. Você já pode até tido vontade/desejo/curiosidade de ir à um teatro ou centro cultural, mas na sua cidade isso não existe. Foi pensando nisso que foi criada pela Cennarium a campanha "Mais Teatro, Brasil". A campanha "Mais Teatro, Brasil" quer juntar o maior número de assinaturas possível para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num Projeto de Lei de Iniciativa Popular, para que seja obrigatória a construção de um "Centro Integrado de Cultura" em cada município, cuja população seja superior a 25 mil habitantes. A ideia central é permitir que populações inteiras, que nunca tiveram contato com espetáculos de qualidade, ou mesmo espaços destinados à arte e à cultura – em sua imensa maioria restritas ao eixo Rio – São Paulo –, passem a ter acesso as mais diversas formas de expressão artístico-culturais, fomentando e desenvolvendo entre estas populações, um hábito tão fundamental para a formação...

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O prazer e o conhecimento

  Adentrar em um universo alheio ao que se está, acompanhar pessoas, ideias e histórias, muitas vezes, avessas ao que se acredita, observar vivências pessoais de alguém que não se conhece, ver e ouvir pontos ligados à intimidade de um ser e se deliciar com cada momento. Observar em busca do prazer. Sim, falo, aqui, do observador/espectador cinematográfico em seu ponto inicial, que é sua curiosidade de voyeur, que alcança um gozo ao observar o outro. Um acompanhar que envolve os sentidos da visão e da audição, que proporciona um prazer que vai além do que o próprio espectador possa catalogar. Diferente do gozo sexual, segue caminhos que não conseguem se repetir, mas também preenche razões momentâneas que podem se estender a longo prazo, cria vínculos passionais e engaja razões que ultrapassam barreiras físicas e sociais. Ao apreender determinado momento alheio, aquele que observa o externo, pode se engajar no que é inerente ao seu próprio ser e estar. E como a dor também pode se transformar em uma forma de deleite, há aqueles que buscam observar a notoriedade do passivo, do gestual agressivo, da extrema catarse violenta e da explicitação de um ato de tortura. A aversão ao ativo também existe na concepção ideológica, na construção de pudores e na reafirmação de pré conceitos pré estabelecidos socialmente. Há um vínculo entre o agir e o ser o objeto...

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