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Mês: março 2011

Governo Dilma – já dá para avaliar?

Estão se completando 3 meses de governo Dilma. Já dá para avaliar o governo? Já dá pra saber para onde apontam os rumos? Não sei. Mas o Amálgama, portal irmão do OPS, iniciou uma empreitada nesta direção. Começou ontem, e seguirá pelos próximos dias, uma série de textos sobre o governo Dilma, escritos pelos colaboradores lá do portal – vários deles com blogs aqui no OPS. O primeiro texto da série já saiu: Sob Dilma, pragmatismo econômico dá lugar à ideologia (Felipe Salto) Neste primeiro texto da série, uma avaliação sobre as decisões econômicas do novo governo, e a preocupação do autor com a ameaça inflacionária e teimosia do governo em manter uma política expansionista. Vale a pena ficar de olho. Semana passada o Ulisses Adirt comentou aqui sobre o fim do blog O biscoito fino e a massa. Bem, a última coisa que o Idelber tinha feito antes de fechar o blog, era um guia da Reforma Política, segundo ele o grande nó do novo governo no Congresso. As comissões já estão montadas, e o assunto merece ser acompanhado de perto. P.S.: Como o Ulisses já tinha comentado semana passada aqui no Editorial, Idelber Avelar mencionou especificamente vários blogueiros aqui do OPS como parceiros na jornada do seu blog: André Egg, Lelec, Serbão, Diego Viana, Ulisses Adirt, Gugala , Felipe de Amorim, Fabiano Camilo e Rodrigo Cássio. Eu...

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Zequinha de Abreu, Mário Mascarenhas e o Acordeom

   Costumo declarar que hoje em dia, só nas horas da angustia e da saudade ouso escrever minhas bobagens e soltá-las aos quatro ventos, em busca de vossos ouvidos amistosos e complacentes. Poupando-vos, no mais das vezes, dessas coisinhas tão insignificantes. Insignificantes como gotinhas de lágrimas que, no entanto, se agigantam quando de nossas faces rolam, transmutando-se em oceanos imensuráveis…    Quando menino, lá em casa, ou melhor, no Conservatório Leonie Ehret, éramos levados a tudo estudar: Piano, Violino, Flauta… até Acordeom, isso na música, pois também aprendíamos Desenho, Pintura, e até Artesanato. Praticava-se um bocado, de tudo um pouco. Mas, tudo isso, só o fazíamos se nos desse prazer. Era essa a lei, essa a ordem única, tudo por amor ao Belo, ao Transcendental, à Arte, ao Pensamento. Cultuávamos o pensar, e, por excelência, o livre-pensar desde pequenos.    Agora, cada um que escolhesse o que quisesse para se especializar e rumasse seu caminho. Escolhi o meu, todos sabem, mas, não sem passar por essas generalidades que citei acima, inclusive o Acordeom. Sim, o velho Acordeom pra mim sempre fora uma brincadeira de muito mau gosto, naquele tempo estava na moda, levado aos píncaros da fama graças ao grande acordeonista Mário Mascarenhas, mas para mim, sempre foi uma brincadeira. Achava-o um troço meio desajeitado, grande demais para uma criança, (um Scandalli de 120 baixos, se não me engano, da...

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Sete bilhões de habitantes em 2011

O mundo deve alcançar 7.000.000.000 (7 bilhões) de habitantes em 2011. Esta é a projeção da divisão de população da ONU. O mundo alcançou o seu primeiro bilhão de habitantes por volta de 1804. A humanidade levou milhões de anos de evolução para chegar a este número.  O segundo bilhão de habitantes aconteceu em 1924. Portanto, gastou-se 118 anos para se acrescentar mais um bilhão de pessoas. O terceiro bilhão de habitantes do mundo aconteceu em 1959, 37 anos depois do segundo bilhão. O quarto bilhão de habitantes aconteceu em 1974, 15 anos depois do terceiro bilhão. O quinto bilhão de habitantes do mundo aconteceu em 1987, 13 anos depois do  quarto bilhão. O sexto bilhão aconteceu em 1999, 12 anos depois do quinto bilhão. O sétimo bilhão de habitantes do mundo deve ser atingido no quarto trimestre de 2011, também 12 anos depois do bilhão anterior (Global Population Profile, US Census Bureau). Em 2010, nasceram, no ano,  132 milhões de crianças e morreram 56 milhões de pessoas no mundo. Isto significa um incremento natural de 76 milhões de pessoas (quase uma Alemanha) durante o ano de 2010. Ou 6,3 milhões por mês (um Paraguai). Ou 209 mil por dia (quase uma Islândia). Ou 8,7 mil novos habitantes por hora (quase o tamanho de Tuvalu), ou 145 pessoas por minuto, ou 2,4 pessoas por segundo (World Vital Eventes –...

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Mário Bortolotto e suas canções para tocar no inferno.

Há tempos eu acompanho a obra do Mário Bortolotto. É uma obra que transita tresloucadamente entre a dramaturgia, literatura e a música. Com um pendor um pouco maior, no que diz respeito à quantidade, aos textos para o teatro. Mas Bortolotto é sobretudo um escritor rockeiro, se podemos dizer assim. Ao mesmo tempo que escreve, dirige e atua em suas peças, é vocalista e principal letrista da banda de rock Saco de Ratos. Tá no myspace pra quem quiser conferir.   Mas vamos nos ater a algo específico. No mês passado o cara lançou seu primeiro livro de contos intitulado “DJ – Canções para tocar no inferno”. A temática do Mário transita entre o submundo paulistano, as prostitutas, bares, bebedeiras, música. Quem se lembrou do nosso velho safado Bukowski está no caminho certo.     A primeira parte do livro é composta por contos com títulos de canções que vão de Jealous Guy do Lennon até Given the dog a bone do AC/DC, o que explica o nome da coletânea. Mas ao longo dos 22 contos do livro, divido em 3 partes, o que vemos é a habilidade em repetir uma temática, da qual o autor é exímio conhecedor, e por isso se torna inesgotável não caindo na mesmice. Bortolotto domina a arte de narrar a madrugada suja do centro da babilônia.   Temos sujeitos solitários que apenas querem...

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Os colaboradores no novo capitalismo

Outro dia entrei no elevador da empresa e ouvi uma funcionária, que não conheço, comentando com a outra: “Você viu que agora a empresa não nos chama mais de funcionários, só de colaboradores?” “É, virou moda.” A conversa parou por aí, e se eu não estivesse relendo o livro (já esgotado) A Cultura do novo Capitalismo, de Richard Sennett, talvez também não atentasse para resposta que ele, pelo menos, daria à pergunta. Algo como: “Não é moda, mas o capitalismo flexível dominando o discurso empresarial.” Richard Sennett faz no livro um belo retrato de como as mudanças no capitalismo influencia a cultura contemporânea global, analisando em especial o ambiente empresarial e a vida dos trabalhadores de hoje. Embora ele não chegue ao detalhe da diferença entre os termos “funcionário” e “colaborador”, é possível perceber como a troca de uma palavra pela outra é condiznte com as transformações do capitalismo. O “funcionário”, ele é subordinado à instituição, age sobre seu comando e é, na verdade, um membro da organização e muito de sua autonomia de ação é suprimida na relação com o empregador. Em certa medida, esse tipo de relação cria a dependência do funcionário, que trabalha para a empresa e evoluiu ou não com ela, desenvolvendo suas capacidades na instituição e como integrante dela. Ao dizer “funcionário”, a empresa estabelece pelo discurso uma relação em que é diretamente responsável...

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