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Mês: abril 2012

População: uma comparação África e Américas

As evidências arqueológicas mostram que o ser humano – homo sapiens – surgiu na África há cerca de 200 mil anos. De lá se espalhou pelo mundo. A África foi o primeiro continente ocupado pela humanidade e as Américas o último. Mas em 1950, as Américas com 340 milhões de habitantes (sendo 168 milhões na América Latina e 172 milhões na América do Norte) tinham uma população superior à da África que era de 230 milhões de habitantes. A área total das Américas é de 42,2 milhões de km² e da África de 30,2 milhões de km². Assim, a África tinha uma densidade demográfica de 7,6 habitantes por km² e as Américas tinham 8 habitantes por km². Ao longo da segunda metade do século XX houve um grande crescimento populacional em ambos os continentes. A população da África chegou a 811 milhões de pessoas, com densidade demográfica de 27 habitantes por km², no ano 2000. A população das Américas, ainda maior, chegou a 835 milhões, com densidade de 20 habitantes por km² (sendo 522 milhões de habitantes na América Latina e 313 milhões na América do Norte). Em 50 anos, a população da África multiplicou-se por 3,5 vezes, da América Latina por 3,1 vezes e da América do Norte por 1,8 vezes (no continente americano o crescimento foi de 2,5 vezes). No ano de 2003, a população da África,...

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Não é algo para amar…

 Ah, a ciência!  Uma das mais antigas ferramentas criadas pelo homem, permite-nos entendermos a nós que somos natureza e, enfim, transformarmo-nos no que somos hoje. Se devemos à alguém o que somos hoje, é a nós mesmos e à nossa capacidade de inventá-la (a ciência).  Mas nem todos pensam assim…    A ciência é, para muitos, vista como uma destruidora da humanidade (humanidade que só existe por causa da ciência), cimentando florestas, transformando o colorido em cidades cinzentas e mortas. Essas pessoas se esquecem das cores que sabemos existir através do uso da ciência e que sem ela nunca reconheceríamos, esquecem dos mundos que podemos vislumbrar, ainda que com os olhos de máquinas e que nunca poderíamos fazer, se um dia tivéssemos desistido da ideia de questionar…    Ciência é questionar para entender e é entendendo como funciona a natureza que podemos alcançar nossos objetivos com maior facilidade.    Mas para outros não é o concreto o problema, mas sim o chamado positivismo, o agir como se só o observável valesse, apenas as leis quadradas como no papel significam e importam para alguma coisa. Para essas pessoas eu digo: se as leis do positivismo estiverem erradas, então a ciência às deixará de lado, como vem deixando.    Não há o que fique , na verdadeira ciência, que não esteja se comprovando funcional até o momento. Se a ciência fosse...

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Sociedade Ego-hierárquica versus Globo Eco-cêntrico

Antes de escrever sua obra seminal – que o tornou super-famoso e o transformou em “pai da economia moderna” –  Adam Smith (1723-1790), que era professor de ética, escreveu o livro “Teoria dos Sentimentos Morais” (1759). Neste livro ele estava preocupado com a ética e o processo de surgimento dos juizos morais, em contraposição ao auto-interesse e ao egoísmo. Não se sabe se Adam Smith ficou desiludido com a capacidade ética do ser humano, mas o fato é que, no livro “A Riqueza das Nações” (1776), ele se rendeu a realidade e mostrou que a economia (o mais correto seria chamar de egonomia) funciona a base de princípios egoísticos. Ele deu o seguinte exemplo de como funciona as forças de oferta e procura do mercado: “Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu auto-interesse”. Ou seja, o padeiro, o açougueiro e o cervejeiro vendem pão, carne e cerveja não só para satisfazer a fome e a sede dos seus clientes, mas para gerar o lucro necessário para as suas próprias sobrevivências. Num ambiente de livre competição, os clientes vão procurar os melhores produtos com os menores preços e os produtores e comerciantes vão buscar conquistar o maior número de clientes – atendendo suas necessidades, preferências e menor preço – pois...

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Cooperação ou Competição

 Tenho a intenção de escrever alguns textos sobre o diálogo dos dois paradigmas acima. A discussão me atrai, da mesma forma que a entre o global e o local, entre o individual e o social. Mas em especial estes dois me atraem. Entendo que o diálogo neste caso é essencial, uma vez que o choque sempre favorecerá o paradigma da competição. Raciocionado de forma simples creio que poder afirmar que quando as pessoas que entendem que necessitamos de um mundo mais cooperativo tentam competir com as adeptas da competição livre, escancarada e por vezes selvagem, esta última está em seu terreno de atuação e ganhará sempre, Pois se o caso é ganhar ou perder, nada como uma boa competição.   Os defensores e incentivadores da competição como a grande mola propulsora da humaninada sabem usar bem a cooperação como ferramente de batalha. Unem-se temporariamente, fazem conchavos e os desfazem, dão a alguns até o nome de alianças estratégicas. Tudo para poder melhor competir. Já os partidários da cooperação nem sempre sabem usar a competição a seu favor. Isto porque talvez a rejeitem. Acham talvez que competição é sempe ruim, descabida. Vou então aqui me dedicar a algumas reflexões sobre o tema. Competição é absolutamente normal. Você nasceu de uma competição. Um só óvulo e milhões de espermatozóides. Cresceu competindo com outras crianças, a não ser que você não tenha instintos...

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O tsunami grisalho

A população mundial atingiu a maior taxa de crescimento da história da humanidade na década de 1960, cerca de 2,1% ao ano. Foi nesta época que se começou a se difundir a visão catastrófica da “bomba populacional”. De lá para cá, o ritmo de crescimento demográfico tem diminuído, estando em torno de 1,1% ao ano, no quinquênio 2010-15. Ou seja, a chamada “bomba populacional” está sendo desarmada. A população mundial está crescendo menos e vivendo mais. A esperança de vida ao nascer era de 48 anos em 1950-55 e subiu para 68 anos no quinquênio 2005-10. Mas enquanto a população como um todo cresce em ritmo mais lento, a população idosa cresce num ritmo mais veloz, pois a grande onda de nascimentos e de filhos sobreviventes depois da Segunda Guerra Mundial, especialmente das décadas de 1950 e 1960, está se transfomando em uma grande onda de idosos que chegam à “terceira idade” agora no século XXI. Alguns autores estão chamando este fenômeno de tsunami grisalho (grey tsunami). De fato, existiam no mundo 204 milhões de pessoas com 60 anos e mais de idade, em 1950. Este número passou para 610 milhões em 2000, para 760 milhões em 2010 e deve atingir 1.378.945.000 (um bilhão e trezentos e setenta e oito milhões e 945 mil) idosos em 2030. Enquanto a população total deverá apresentar um crescimento de pouco mais de...

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