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Mês: agosto 2012

A população dos Estados Unidos em 2100

A população dos Estados Unidos da América (EUA) era de 157,8 milhões de habitantes em 1950 e chegou a 310 milhões em 2010. Dobrou de tamanho em 60 anos. A divisão de população da ONU estima, para o ano de 2050, uma população de 452,4 milhões na hipótese alta, de 403 milhões na hipótese média e de 357 milhões na hipótese baixa. Para o final do século as hipóteses são: 706 milhões de habitantes, na alta, de 478 milhões, na média, e 310 milhões na hipótese baixa. Ou seja, a população dos EUA pode variar entre 310 milhões e 706 milhões de habitantes em 2100, dependendo fundamentalmente do comportamento das taxas de fecundidade e da migração. A esperança de vida ao nascer era de 68,6 anos em 1950, passou para 78 anos em 2010, deve chegar a 83 anos em 2050 e alcançar 88 anos em 2100. A taxa de fecundidade total (TFT) estava acima de 3 filhos por mulher desde o fim da Segunda Guerra até 1965, período conhecido como “baby boom”. Entre 1970 e 2010 a TFT oscilou em torno de 2 filhos por mulher (algo próximo ao nível de reposição). O número de nascimentos por ano estava na casa de 4 milhões na década de 1950 e atingiu o ponto máximo de 4,3 milhões em meados da década de 1960. Depois caiu para um mínimo de...

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Rock of ages – Cheesy Rock & Tom Cruise

   Não vai marcar época, muito menos será divisor de águas. Nem sei se será lembrado. Não posso afirmar se vai virar “cult” no futuro, mas não é e nem será um clássico. Contudo, talvez as pessoas se lembrem de Tom Cruise como Stacee Jaxx… Talvez…   A historinha é sofrível como em quase todos os musicais. Dois jovens tentando ser cantores em Los Angeles, Hollywood. Uma mocinha do interior chega na cidade grande e dá de cara com o amor de sua vida, um cantor frustado que trabalha num bar tradicionalmente rock and roll. As aventuras desses dois são regadas a hits antigos misturados com refrões de algo que soa como novo – adivinha qual dos dois a gente gosta mais? – passa pela falta de confiança em si e uma gang de puritanas que querem acabar com o bar. E termina… Bem, você já deve adivinhar como termina, nem vou dar spoiler.   A mocinha é uma loirinha com uma voz de pato estridente, chata pra encrenca. Claudia Abreu com sua Chayene daria uma escovada de verde e amarelo nela! E seu namoradinho imberbe e photoshopiado quase canta bem, se não se preocupasse tanto com seu gloss. Os coroas poderiam ter salvo o filme – Catherine Zeta Jones já está acostumada a cantar, faz bem, interpreta; Alec Baldwin surpreende com uma voz interessantemente gutural; Paul Giamatti poderia...

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Maria por trás dos rótulos

Vivemos em uma sociedade machista, isso é fato. Somos teoricamente organizados no núcleo familiar padrão com um pai chefe de família, uma mãe resignada e filhos comportados, todos cumpridores da moral e dos bons costumes. Moças que aprendem a cozer, moços que mexem em seus carros, suas motocicletas e trabalham cedo.  Não, não vivemos em um filme americano que retrate os anos 60, felizmente. E nem tudo que critica ou rotula é machismo, o feminismo se aproveita dessa técnica também. As coisas caminham por uma estrada tortuosa, dentro de um quadro – muitas vezes belo no relance – onde o que não é branco é definitivamente preto. Esquecemos os inúmeros tons que os olhos humanos enxergam quiçá os que nossos humildes olhos não conseguem ver. Ou se é machista, ou feminista. Ponto. Na minha humilde interpretação, de uma mulher, que não se encaixa nesse feminismo ou nesse machismo, os tons de cinza e demais cores parecem muito mais interessantes. Para definir, elogiar e comentar sobre uma mulher alguns adjetivos são inaceitáveis – para o feminismo de plantão – partes do corpo, aparência física, comportamentos aparentemente resilientes e habilidades como cozer, cozinhar ou bordar são contraindicados. A mulher deixou de ser tudo que foi para ser forte e independente. Pedir colo, gostar de um carinho, sofrer por desilusão, ser emotiva, sensível, sensitiva, delicada ou atrapalhada e buscar um grande amor...

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“Se eu não sou eu, quem eu sou?”

“A palavra é o meu domínio sobre o mundo.”(Clarice Lispector) No final de semana, assisti ao filme “Vingador do Futuro (2012)” e encontrei um protagonista que procura o sentido da vida por meio de uma realidade alternativa. Foge da rotina insignificante. Legitima-se no sentido oculto das coisas. Desembarca dentro de si em uma linha distorcida entre a fantasia e realidade. Luta com as ilusões que foram criadas apenas para abrandar a sua memória real. Passa de vilão a mocinho. Procura, enfim, memórias reais na possibilidade de um herói que busca a sua identidade. Naquele momento de contato com o herói do século XXI, pensei no Super Man que no século XX se escondia em uma identidade falsa. Todavia, lembrei que nunca se percebeu uma manipulação mecânica de palavras na vida real de Super Man. No contraponto, havia no novo herói uma realidade virtual ou o desafogar de frustação de uma vida sem sentido. Fortalecia o empoderamento do significado das palavras ao manipular a realidade. Independente da reflexão que o longa me proporcionou, considerado uma refilmagem ruim do  clássico de ficção-científica, tenho pensando muito em fronteiras paralelas quando as pessoas as condicionam aos seus avatares nos blogs, facebooks, twitters ou mesmo emails. Sinto que na atualidade as pessoas buscam uma nova identidade ou querem apenas eliminarem as que as caracterizam nas relações sociais. Talvez criarem um personagem de seus sonhos....

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Metas demográficas e o Cairo + 20

Existe um tabu em relação à idéia de metas demográficas. Este tabu é justificável, pois regimes autoritários já colocaram em prática metas de crescimento ou controle da população, com efeitos desastrosos. Ao longo da história, o genocídio sempre foi utilizado como uma arma de guerra. O caso mais dramático do uso da manipulação demográfica e de prática eugênicas ocorreu no Nazismo, quando Hitler incentivava o crescimento demográfico das raças arianas e promovia o controle ou a eliminação de raças indesejadas (vide o Holocausto e a solução final contra os judeus). Em termos de controle da população, um dos casos mais draconianos é o que ocorre atualmente, pois a China tem uma política de filho único que tem gerado grandes violações aos direitos reprodutivos e provocado o fetocídio feminino e o femicídio de crianças. Como resultado prático, a China possui grande desequilíbrio na razão de sexo da população e um grande déficit de mulheres. Mas ao longo da história, os casos mais frequentes são aqueles de manipulação pró-natalista em favor da grandeza populacional e econômica das nações. O mais consolidado lema dos dirigentes da América Latina sempre foi “governar é povoar”. Capitalistas, militares e religiosos sempre foram a favor de uma população grande com oferta ilimitada de mão-de-obra e jovens para servir de bucha de canhão nas guerras “patrióticas”. Praticamente todos os hinos nacionais falam em “morrer pela pátria” e...

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