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Mês: novembro 2012

A população de Taiwan

Taiwan é um país insular que fica no leste da China continental, entre as latitudes correspondentes das cidades de Hong Kong e Xangai, pouco acima das Filipinas e abaixo da Coreia e do Japão. A história de Taiwan possui mais de 5 mil anos, mas no passado havia uma população muito rarefeita na ilha. A China começou a colonização de Taiwan no século XIV. Por volta de 1600, os portugueses criaram um entreposto comercial que foi chamado de Formosa. Mas os chineses reconquistaram a ilha em 1661. Em 1895, após a derrota na guerra Sino-Japonesa, a China cedeu Taiwan ao Japão. Depois das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaqui e da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, a ilha voltou à soberania chinesa. Naquela época, o país era governado pelo partido Nacionalista (Kuomintang) de Chiang Kai-shek. Em 1949, após a vitória da Revolução Comunista, liderada por Mao Tsé-tung, cerca de 2 milhões de pessoas das forças nacionalistas e capitalistas de Chiang Kai-shek se refugiaram em Taiwan. Após os acordos Nixon-Mao, em 1971, os Estados Unidos da América alteraram a sua posição de apoio diplomático à Taiwan e passaram a reconhecer a República Popular da China como o único governo legítimo da China (por conta disto, por exemplo, a divisão de população da ONU não faz projeções populacionais para Taiwan). A população de Taiwan chegou a 7,9 milhões de habitantes...

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Especismo e ecocídio: a ameaça de extinção dos rinocerontes

Enquanto a população humana cresce, a população de rinocerontes decresce. Atualmente, existe cerca de um milhão de indivíduos humanos para cada rinoceronte do mundo. Ou seja, um rinoceronte para cada cidade do tamanho de Nova Iguaçu ou Campinas. Mas ao invés de estar sendo protegidos e com seus direitos reprodutivos garantidos, os rinocerontes estão ameaçados de extinção devido a caça predatória para a retirada do chifre, que é considerado afrodisíaco no incentivo das relações sexuais humanas. Os rinocerontes vivem na Terra há milhões de anos e sobreviveram à diferentes eras glaciais. Porém, não estão conseguindo sobreviver à era do dinheiro, pois estão sendo mortos (mesmo com a existência do Viagra) para viabilizar o sonho de noites selvagens de paixão e sexo da elite humana, sem compaixão. Centenas de rinocerontes são abatidos covardemente todos os anos para alimentar o comércio apenas do chifre, cujo preço no mercado negro vale mais que o ouro, chegando a 50.000 euros por quilo. Os criminosos cortam os chifres dos animais e vendem como remédio para diversos tipos de doença ou como porções afrodisíacas na China e no Sudeste Asiático. Esta prática que trata os rinocerontes como se fosse uma espécie à disposição do deleite humano precisa ser classifica como um crime especista e deve ser condenada pelas leis internacionais contra o...

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Homem, Mulher Girafa ou Mulher Satélite?

“Entre um homem e uma mulher não é possível haver amizade. É possível haver paixão, hostilidade, veneração, amor, mas amizade, não.”  (Oscar Wilde) O homem precisava de uma mulher indubitável para o ofício do amor. Havia a necessidade de distinguimos o macho da fêmea. No período, os princípios religiosos e éticos determinavam que a presença de um homem perante as mulheres culminava no sexo fora do casamento ou na supremacia da tirania do mais fraco sobre o mais forte. Penso que era um argumento totalmente racional para a época, visto que uma das discussões recorrentes era a motivação hormonal masculina para traição, lascívia, mentira, desejo de privacidade ou mesmo a irredutível incomunicabilidade entre os gêneros. Claro que os certames dos livros de filosofia  ajudavam a promover os mitos, em especial,  que o homem não gostava de encontros com mulheres que não fossem as suas esposas; exceto quando esses encontros fossem casuais, visto que o gênero era um autêntico equilibrista entre afeto e limites. Por um lado,  a questão das diferenças pode ter sido o elemento de desconforto para o surgimento do feminismo, principalmente frente à cultura de que o homem projeta a mulher  ideal para ser a mãe dos filhos. Isso baseado no mito de que ela não deve apresentar sinais de instabilidade e lembrar o conforto do seio materno. Na falta de evidências empíricas, essa condição se aplicaria...

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Uma família plural, complexa e diversa

Censo 2010. Uma família plural, complexa e diversa. Entrevista especial com José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi Entrevistas IHU – Segunda, 29 de outubro de 2012http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/515013 “A sociedade brasileira mudou em termos demográficos e na composição plural das relações familiares. Os diferenciais de gênero e de geração são fundamentais para se compreender a complexidade e a diversidade das relações familiares do Brasil contemporâneo”, afirmam o/a pesquisador/a. Indagados a respeito das principais conclusões a que chegaram em relação à família brasileira no estudo recente que realizaram com base no censo de 2010, José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, dizem que a primeira grande mudança foi a redução do arranjo majoritário formado por casais (núcleo duplo) com filhos. “Em números aproximados, este tipo de família estava presente em cerca de dois terços (66%) dos domicílios, em 1980, mas caiu para algo próximo de 50% em 2010. Isso aconteceu porque os pais, tendo menor número de filhos e maior esperança de vida, vivem mais tempo na fase do ‘ninho vazio’, pois os filhos tendem a sair da casa de seus progenitores para formar uma nova família, para morar sozinhos ou para formar arranjos domiciliares com pessoas não parentes”, frisam. Para eles, o casamento é praticamente um evento universal no Brasil, mas somente se considerarmos todos os tipos de matrimônio. “Em 1970, 65%...

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Uma família plural, complexa e diversa

Censo 2010. Uma família plural, complexa e diversa. Entrevista especial com José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi Entrevistas IHU – Segunda, 29 de outubro de 2012http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/515013 “A sociedade brasileira mudou em termos demográficos e na composição plural das relações familiares. Os diferenciais de gênero e de geração são fundamentais para se compreender a complexidade e a diversidade das relações familiares do Brasil contemporâneo”, afirmam o/a pesquisador/a. Indagados a respeito das principais conclusões a que chegaram em relação à família brasileira no estudo recente que realizaram com base no censo de 2010, José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, dizem que a primeira grande mudança foi a redução do arranjo majoritário formado por casais (núcleo duplo) com filhos. “Em números aproximados, este tipo de família estava presente em cerca de dois terços (66%) dos domicílios, em 1980, mas caiu para algo próximo de 50% em 2010. Isso aconteceu porque os pais, tendo menor número de filhos e maior esperança de vida, vivem mais tempo na fase do ‘ninho vazio’, pois os filhos tendem a sair da casa de seus progenitores para formar uma nova família, para morar sozinhos ou para formar arranjos domiciliares com pessoas não parentes”, frisam. Para eles, o casamento é praticamente um evento universal no Brasil, mas somente se considerarmos todos os tipos de matrimônio. “Em 1970, 65%...

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