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Mês: dezembro 2012

2013: Próspero Ano Novo para Todos os Seres Vivos

Ano novo vida nova. A mudança de ano é um momento de superação dos problemas passados e  de renovação das esperanças em uma vida melhor e um mundo melhor. Em termos pessoais é um momento de fazer autocrítica das ações e pensamentos equivocados e uma oportunidade de reafirmar o compromisso com uma vida justa, livre, equilibrada e altruísta. Mas jamais haverá um ano realmente novo se houver continuidade dos erros ocorridos nos anos velhos. Do ponto de vista da saúde do Planeta os velhos erros estão não somente sendo repetidos como acumulados e agravados. Em 2013 é hora de reverter a marcha rumo ao precipício da destruição ecológica. É preciso interromper a destruição da florestas e erradicar as queimadas e os desmatamentos. É preciso cuidar da água e eliminar a poluição dos rios, lagos, mares e oceanos. É preciso reduzir a emissão dos gases de efeito estufa. É preciso reduzir a matança dos seres de outras espécies e eliminar o mal trato aos animais.  É preciso reduzir a exploração predatória dos recursos naturais e garantir a sobrevivência dos ecosistemas. Mais um ano termina e é hora de renovar os votos para que a prosperidade desejada para 2013 vá para todos os seres humanos, sem distinção de classe, raça ou ideologia e que a prosperidade seja estentida a todos os seres vivos da Terra, incluindo a saúde do Planeta...

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Onde vivem os monstros contemporâneos?

“Me alimente mulher! Desça daí Max, não me envergonhe, saí já daí, agora! Grraaauuurrr! Vou te devorar…Ah! Você me mordeu! Está descontrolado! Não… Não é minha culpa (…)” (Trecho em que Max veste a sua fantasia de lobo no quarto e sai uivando junto a sua mãe no filme “Onde vivem os monstros”). Fazer uma análise contemporânea sobre a monstruosidade é pretensão para qualquer um que já viveu os dois lados da maldade humana. Não quero discutir a fatalidade das fábulas infantis ou do bandido que se faz querido como o mocinho, mas a maldade que se faz notória, freqüente, motivada, com adorno platônico, justificada e cheia de excelentes motivos. Diria a maldade “além do bem e do mal” ou aquela que precisa achar o caminho de volta, mas acompanhada. Assim, penso que toda monstruosidade é uma confissão que fere a própria imagem, de forma dominadora e, talvez, até masculina. Penaliza até quem mais se ama, pois poderia ser uma acepção do equívoco de que para sobreviver temos que ser fortes. Sem divagações, mas  poderia resignar-se e se tornar cúmplice passivo por meio dos nossos desejos, dos nossos vícios, das nossas vaidades, dos nossos ciúmes ou dos nossos medos. Ou poderia ser como Ana Carolina canta: (…) Há quem acredite em milagres. Há quem cometa maldades. Há quem não saiba dizer a verdade (…)”. Vejo que os nossos monstros...

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Decrescimento com prosperidade

A humanidade já ultrapassou os limites planetários sustentáveis e a pegada ecológica antrópica esta 50% acima da biocapacidade da Terra. Por conta disto, o ser humano precisa se adequar aos espaços cabíveis do Planeta, necessitando  aprender a conviver com as demais espécies vivas do mundo na única casa existente e conhecida do Universo. O mundo moderno ficou viciado em crescimento. Em 250 anos, desde o início da Revolução Industrial e do começo do uso maciço dos combustíveis fósseis as fronteiras planetárias sustentáveis foram ultrapassadas. Desta forma, nos dias atuais, o DECRESCIMENTO passou a ser uma palavra chave e cada vez mais utilizada, pois está se constatando que não há saida para a continuidade ou mesmo a manutenção indefinida do atual modelo de produção poluidor e que visa principalmente o lucro e só sobrevive com base em um consumismo desregrado. Tem aumentado a consciência de que a humanidade precisa urgentemente mudar a maneira como está tocando sua economia. Para evitar um desastre ecológico, o ser humano precisa reduzir a emissão de gás carbônico derivado da queima de combustíveis fósseis. Precisa reduzir a emissão de gás metano derivado da criação dos 60 bilhões de animais terrestres que vão todos os anos para os abatedouros para saciar o apetite humano. Precisa interromper a curva ascendente do aquecimento global. Precisa reduzir a exploração de metais e outros recursos naturais que sugam as entranhas...

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It´s Too Late: A Oportunidade perdida de Johnny Rivers.

    “No transcorrer do tempo, uma oportunidade perdida, estará perdida para sempre”. Heráclito de Éfeso.   Geralmente as músicas que falam sobre rompimentos ou separações, são tristes e mórbidas, recriando aquele clima de desilusão da perda de um grande amor. Alguns como Nick Cave até compuseram álbuns inteiros sobre o tema [The Boatman’s Call – 1997], mas nem sempre deve-se ser assim, e “It´s too late” prova isso. Essa é uma canção linda e alegre, parece meio disco, meio festiva e em nada lembra o sentimento de perda. Começa-se com um órgãozinho em profusão a lá jovem guarda, enquanto esse siguezagueia, um violão e uma bateria abafada dão a levada da música, que é de certa forma simples, porém cativante. A letra mostra um rapaz que acaba de perder a pessoa amada, mas que de início ainda está disposto a pelo menos tentar reatar, na verdade ele está contando isso a alguém, e deve ser num bar ou numa festa pelo clima de descontração. Acho que as grandes ironias da vida com o passar do tempo devem com certeza causar mais escárnio do que indignação, não deve ser fácil ouvir de quem se ama com ar de riso nos lábios que encontrou um outro amor e que a partir de agora vai esquecê-lo. O narrador não fala o que exatamente aconteceu, já parte do fato, mas da pra...

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Vencerá a hipocrisia à verdade? O caso Fux.

Inúmeras têm sido as críticas lançadas ao Ministro do STF Luiz Fux, por ter declarado o que todo mundo sabe: como são escolhidos os ministros do Supremo. A bem da verdade, não sei por que cargas d’água as pessoas resolveram se indignar com uma campanha para um cargo eletivo. Tal como foi desenhado há mais de 260 anos (1748), o sistema adotado nas chamadas democracias modernas prevê que membros de poderes não eleitos diretamente pelo real dono do poder sejam escolhidos, por meio de listas, pelo chefe de outro poder. Em alguns casos sabatinados, em outros não. É assim com ministros do Poder Judiciário e é assim com os chefes do Ministério Público, todos eles, da União aos Estados. O fenômeno da campanha é, pois, comum. E como toda campanha, envolve uma peregrinação, senão ao povo, aos que podem influenciar a decisão tanto do Presidente da República, quanto dos governadores. E sabemos que o jogo é “da pesada”. É um jogo político, afinal. Mas, de uma hora para outra, os “puros de alma política” ficam indignados. Como se diz na gíria: “poupem-nos”! Talvez menos transparente, mas também é assim com os chefes da Defensoria Pública, escolhidos que são, embora por ato direto, dentre os seus membros. E como são escolhidos diretores de empresas e tantas outras escolhas: um mix de competências: técnicas e relacionais. Sem falar nas “emocionais”. Por que reclamar, agora,...

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