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Mês: janeiro 2013

O decrescimento do ritmo do crescimento econômico

O século XX vai ficar conhecido como o momento de maior crescimento demo-econômico de todos os tempos. O período que vai do final da Segunda Guerra Mundial até o final da década de 1970 é conhecido como os “30 anos gloriosos”, pois foi o período de maior crescimento populacional e econômico, não só do século, mas de toda a história humana. Segundo cálculos de Angus Maddison e do Fundo Monetário Internacional, o PIB mundial cresceu por volta de 4,8% ao ano, a população cresceu em média quase 2% e a renda per capita aumentou 2,8% ao ano entre 1950 e 1980. Este período “extra-ordináro” contou com o investimento dos avanços científicos e tecnológicos acontecidos na primeira metade do século XX, com uma grande expansão da fronteira agrícola e econômica e com os baixos preços dos combustíveis fósseis. O Brasil, por exemplo, foi um dos países que mais cresceu durante o boom internacional e apresentou uma das melhores performances econômicas do mundo. O PIB brasileiro cresceu em média 7% ao ano, entre 1950 e 1980, a população cresceu 2,8% ao ano e a renda per capita teve um expressivo aumento de 4,2% na média anual das 3 décadas. Os países ocidentais e o Japão (chamadas de economias avançadas pelo FMI) cresceram, em média, 4,6% ao ano, neste período. O conjunto das economias emergentes (também chamadas de Terceiro Mundo) cresceu em...

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A lei, o estrito descumprimento da lei e a morte pela lei.

A prudência, dizia-se antigamente, é uma “virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos; cautela, precaução”. E digo antigamente, pois essa virtude há muito anda esquecida pela sociedade.   Algumas leis e normas técnicas, editadas com base na prudência, procuram evitar os riscos, os perigos. É o caso das leis que regulamentam o funcionamento de espaços públicos de convivência. A Lei 3.301/1991, do Município de Santa Maria, assim como em tantos outros municípios Brasil afora, estabelece claramente as regras de prudência. Prevê, no seu artigo 17, inciso I:   “Art. 17 É vedado o emprego de material de fácil combustão e/ou que desprenda gases tóxicos em caso de incêndio, em divisórias, revestimento e acabamentos seguintes: I – estabelecimentos de reunião de público, cinemas, teatros, boates e assemelhados;”   A lei é extensa e clara quanto à prudência.  Ponto. Qualquer outra declaração, mas qualquer outra mesmo, atenta contra a prudência. Já foi atestado que a grande parte dos jovens morreram asfixiados pela fumaça tóxica liberada pela queima do isolamento acústico feito com espuma que desprendia gases tóxicos. A leitura dos demais artigos da lei mostra claramente que a boate não apresentava os requisitos exigidos quanto à saída de emergência e sinalização. Quiçá quanto a muitos outros requisitos, situação que, infelizmente, somente a perícia poderá demonstrar. O que é muito triste, pois aquilo que deveria ser demonstrado previamente,...

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Dilma versus Marina no segundo turno em 2014?

Nas eleições presidenciais de 2014 a grande novidade pode ser uma disputa feminina no segundo turno, pela primeira vez na história. Dilma e Marina tiveram, juntas, dois terços (67%) dos votos do primeiro turno das eleições presidenciais de 2010. Nas próximas eleições este percentual pode aumentar ainda mais, tornando as mulheres brasileiras verdadeiras protagonistas das eleições presidenciais. O Instituto de opinião Ipesp fez (por encomenda do PV) uma pesquisa sobre as intenções de voto para a a sucessão presidencial em 2014, considerando três cenários. No primeiro deu: Dilma (PT), 57%; Aécio Neves (PSDB) 18%; e, Fernando Gabeira (PV), 10%. No segundo cenário deu: Dilma, 42%; Marina Silva (sem partido), 32%; Aécio, 12%; e, Gabeira, 4%. O terceiro cenário ficou assim: Dilma, 39%; Marina, 35%; Aécio, 12%; e, Eduardo Campos (PSB), 4%. No início de 2013 houve um grande debate nacional sobre quem seria @ candidat@ do PT para as eleições de 2014, se Dilma Roussef ou Luiz Inácio Lula da Silva. Várias lideranças petistas confirmaram a candidatura de Dilma e a própria presidenta assumiu a candidatura, por meio de várias iniciativas. Porém, a grande novidade das pesquisas tem sido o expressivo desempenho eleitoral da candidatura de Marina Silva, que ainda nem tem um partido para se candidatar. Marina surpreendeu em 2010 obtendo quase 20 milhões de votos. Mas para muitos analistas este fato não teria passado de uma bolha...

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O que você sabe sobre cooperativismo?

Do site da OCB Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes. Associado a valores universais, o cooperativismo se desenvolve independentemente de território, língua, credo ou nacionalidade.   No século 18 aconteceu a Revolução Industrial na Inglaterra. A mão-de-obra perdeu grande poder de troca. Os baixos salários e a longa jornada de trabalho trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante desta crise surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de caráter assistencial. Esta experiência não teve resultado positivo Com base em experiências anteriores buscaram novas formas e concluíram que, com a organização formal chamada cooperativa era possível superar as dificuldades. Isso desde que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios próprios. Então, 28 operários, em sua maioria tecelões, se reuniram para avaliar suas idéias. Respeitaram seus costumes, tradições e estabeleceram normas e metas para a organização de uma cooperativa. Após um ano de trabalho acumularam um capital de 28 libras e conseguiram abrir as...

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A infundada resenha racial de Forastieri e o Living Colour.

  Jornalistas têm a nobre característica de serem capazes de falar sobre tudo. Vide o corporativismo de classe para restringir o acesso de não diplomados na área. Isso é outra questão. André Forastieri é um jornalista, especificamente de cultura e mais ainda especificamente, de música, e mais afundo ainda de rock. Esse jornalista trabalhou durante muitos anos na revista Showbizz, junto com outros numa ótima safra de críticos de música. Seus textos são razoáveis, não excelentes. Além de sempre escrever com um certo deboche nas palavras, o que nem sempre é uma qualidade. Entretanto há algum tempo eu passei a vê-lo com certa desconfiança, isso por causa de um texto escrito em 1993 nessa revista. O texto em questão é uma resenha do disco “Stain” da banda Living Colour. Eu como historiador, logo tenho no passado (assim como no presente) uma fonte rica de análise para compreender o mundo. Sou ávido colecionador de revistas antigas, livros, artigos de jornais velhos, entre outros papéis sem importância para a maioria. Já têm um tempo que relendo a edição 93 da revista acima citada, número 4, de abril de 1993, me deparei com esse texto que considerei de um gosto mais do que duvidoso (para não dizer outra coisa). Já citei essa ideia em outros textos, de que as pessoas de uma maneira geral não sabem lidar com negatividades relacionadas às coisas...

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