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Mês: maio 2013

UMA VISÃO DE MUNDO, APENAS ISSO!

  Derrubamos uma árvore aqui, plantamos outra acolá e zeramos a equação da natureza. Lidar com a natureza é simples assim!   Nem tão simples assim, porém, é lidar com gente repleta de interesses escusos. O prefeito de Porto Alegre já deu mostras suficientes de que o interesse privado está acima do interesse da população. E nisso há transparência. Mas não no caso das árvores!   O atual prefeito entregou o Largo Glênio Peres para a Coca Cola. Lá colocou um chafariz patrocinado. E lá colocou o boneco da Copa, outro símbolo patrocinado.     Há quem confunda – por conta da mídia – ter o futebol, público, com ser res publica, coisa pública e, portanto, bancado e alardeado pelo governo. Vistos e analisados os autos da questão; ponderados os prós e contras, resta-me apenas uma questão, velha e em forma de chavão: a visão de mundo.   Os romanos impuseram a sua visão de mundo até que os cristãos os fizeram ver o quanto estavam errados: a dominação não deveria se dar pela força dos exércitos, mas pela força da fé.   Os cristãos impuseram a sua visão de mundo até que a razão os fez ver o quanto estavam errados: a dominação não deveria se dar pela força da fé, mas pela força da razão!   Resultado? Romanos, cristãos e donos da razão convivem sem harmonia até...

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UM DIREITO NEM TÃO FUNDAMENTAL ASSIM

Assistimos, e com raras exceções levantamos a voz para reclamar, a um movimento típico de guerrilha: pipocam, aqui e acolá, decisões judiciais que simplesmente põem por terra o inciso IX do Art. 5º da Constituição Federal. O artigo que diz ser um direito fundamental a livre “expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”. Sob o pretexto de que opiniões ferem a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (inciso X), o Poder Judiciário invariavelmente tem dado ganho de causa a esses últimos. Uma perigosa situação. O campo oposto, dos que não podem mais se manifestar livremente e nosso – os que em breve teremos nosso direito fundamental solapado – trava uma luta com a arma errada (e tem sido a única utilizada): insiste em chamar tudo isso de censura, quando não é.  É algo bem pior que censura: é a formação de uma jurisprudência que terminará por impedir o direito de quem se vê processado, de usar o artigo 5º como defesa. É a ponderação dos direitos fundamentais pendendo, rapidamente, para o lado mais forte, o lado financeira e economicamente capaz de sustentar suas causas. Não é por menos que a maioria dessas causas são patrocinadas pela mídia ou por empresas que são “livremente expostas” no seu comportamento diante dos consumidores. O Poder Judiciário mostra apenas que segue...

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A Comissão da Mentira!

O PIG comete o mais sério dos seus pecados.   Que tenha partido e defenda interesses é justo e democrático. Que seja o porta-voz de uma direita que quer fazer o Brasil retroceder e entregá-lo de volta para uns poucos, vá lá, é justo e democrático. Há, no entanto,  uma séria e preocupante confusão que o PIG propositadamente anda fazendo por aí: uma coisa é o golpe ter sido dado, como dizem, para afastar o “perigo comunista” (como se isso fosse o único motivo para o golpe), o que, por si só, já é uma barbaridade, outra é negar os crimes cometidos pela ditadura, muitos dos quais já reconhecidos como reais e não produtos de mentes vingativas, como o PIG sói divulgar.   Propagar quem se esconde na negativa dos crimes cometidos não tem nada a ver com ideologia, tem a ver com tirar da sociedade o que de mais precioso uma sociedade tem: aprender e crescer com os próprios erros.  Ao fim e ao cabo, destruir a sociedade.   E mais, tira dos jovens que um dia comandarão o país a oportunidade de não cometerem novamente erros já cometidos.   É muito grave o que a mídia PIG vem fazendo ao não ser isenta, como se espera que a Comissão da Verdade seja, e, ao invés de apenas noticiar os fatos apurados, torna-se, ela mesmo, uma Comissão da...

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A influência da Bauhaus e das formas da arte abstrata na música do Kraftwerk e do New Order.

  A precisão das linhas, a pujança das formas e a sobriedade das cores, impressionam quando observamos obras como o edifício Seagram em Nova York, do arquiteto Mies van der Rohe. O mesmo impacto se tem quando se vê também na geometria de Gropius ou nas formas centradas de Piet Mondrian. Há ali, um certo ordenamento, um sentido de confiança, uma tranqüilidade interna externando-se, absorvendo-nos aos poucos,organicamente como os quadros de Kandinsky. Quando eu observo essas obras, tenho imediatamente os sentidos tomados por uma “essencialidade”. Um dos grandes legados da escola Bauhaus é a ideia de que a arte não é apenas condicionada a estética, mas que pode servir a humanidade sendo útil, sendo funcional.[1] Uma coisa bela pode ser inútil, assim como uma coisa feia pode ser útil, sendo que esse paradoxo se dá de acordo com que você espera da arte, de como você aplica a arte em sua vida. Embora críticos de peso, como o jornalista Tom Wolfe reduzam a importância da Bauhaus, sem dúvida sua influência é acentuada sobre diversas áreas do conhecimento, da psicanálise á medicina, da física á música.[2] É notável a influência da escola alemã na obra dos também alemães do Kraftwerk e dos ingleses do New Order, sobretudo no que diz respeito a forma, função e padrões. Musicalmente falando, o Kraftwerk utiliza repetição de sons e combinações sobrepostas, criando texturas e...

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