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Mês: julho 2013

IDIOSSINCRASIA OU INCOERÊNCIA?

Há um erro grotesco, que as pessoas cometem, que consiste em cobrar dos outros coerência onde ela não se aplica.  Não conseguem compreender que há espaços, na vida, que são, por natureza, incoerentes! Tais espaços poderiam ser definidos como idiossincráticos.  Poupo a minha querida meia dúzia de leitores do árduo trabalho de digitar “idiossincrasia” no Google. O Houaiss define: “predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores” ou “característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa”. A coerência tem sido um dos efeitos colaterais da razão que mais tem prejudicado as pessoas, que fazem dela, a razão, sua única maneira de viver e ver o mundo. Vi, recentemente, em um congresso, a seguinte frase: “um texto, sem contexto, vira pretexto!”. Uma pessoa, sem contexto, vira coerente! E é da aplicação da coerência para todo e qualquer campo da manifestação humana, que nasce o fundamentalismo. Nas suas mais variadas expressões: religiosa, política e, a pior delas, o fundamentalismo pessoal, aquele que tenta impor aos outros que devam ser coerentes. O que mais me deixa perplexo, ainda, é que, se somos o que somos, o somos justamente pela nossa incoerência natural e pela nossa idiossincrasia. Todo “avanço” ou “retrocesso” na história do homem se deu graças aos incoerentes e aos idiossincráticos.  Humanos que ousaram não serem medíocres, ou seja,...

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A REPÚBLICA!

veja o vídeo antes: aqui   Esquece-se, esse senhor, que ainda vivemos em uma República. E um dos mais caros valores de uma res publica é justamente o dever de respeito pelos poderes legitimante constituídos pelo voto. Com essa atitude insana desrespeita a todos nós. Sim, pois um homem que ocupa a presidência de um poder e comete barbaridades como essa, só pode ser um insano, ou, quiçá, já demente. Torna-se indigno de ocupar o cargo que ocupa. Macula o Poder Judiciário, do qual é o guardião maior; macula a nação, pois demonstra não ter justiça em seu próprio coração, ao se deixar levar por questões quem sabe pessoais. Desonra a categoria dos servidores públicos, da qual ele, embora pense que não, faz parte. E, como parte, sabe bem que não lhe é autorizado demonstrações de desafeto em público. Não bastassem as sobejas notícias de possíveis desvios de comportamento público, agora atinge o ápice, ao solenemente desprezar a presidenta do Poder Executivo. Mostrou-se mesquinho por talvez não ser ele a estar ali, ao lado do Papa, recepcionando as pessoas e autoridades. Talvez, movido pela egolatria – insuflada pela mídia -, tenha lhe passado pela cabeça que ali era o SEU lugar e não o de uma qualquer! Esquece-se, esse senhor, que ainda vivemos em uma República em que o chefe do Poder Executivo é chefe de governo e do...

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CINCO PERGUNTAS SEM RESPOSTAS!

Após um pouco mais de meio século acordado nesse mundinho chamado Brasil, percebo que até hoje algumas perguntas não encontraram suas caras metades, as respostas. E pelo andar da carruagem, parece que serão esquecidas solteiras, algum dia, em alguma gaveta da nossa história. Entra eleição e sai eleição, e continuamos a dar demonstrações cabais de que não conseguimos nos unir em torno de uma agenda comum sobre que país queremos. Por vezes – e muitas – tenho a impressão que o grande culpa disso é a nossa “eterna” mania de empurrar para os outros, aquilo que não queremos fazer pessoalmente. Somos uma sociedade de duas classes: nós e os estagiários. Nosso sistema de representação política, sabemos, já nasceu fadado a não funcionar. E por duas razões bem conhecidas: primeira, é que todo resultado advindo da representação sempre será um resultado da representação. Explico. É fácil entender que o nosso sistema é um sistema que permite à representação, uma vez escolhida, tornar-se apenas uma presentação. Eles tornam-se um corpo à parte da sociedade que o elegeu e seus resultados são obtidos e direcionados segundo critérios de interesse de partidos, quando não pessoais. Um projeto de educação desenvolvido e implantado por um governo de um partido – mesmo que contando com uma “base aliada” para sua aprovação, sempre será combatido por outros partidos, não porque seja ruim, mas porque são “oposição”. ...

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Meus 20 centavos sobre junho2013: o ocaso da politica brasileira.

Poucos devem ser os que ainda realmente se sentem representados pelo Poder Legislativo. Congresso, Assembleias e Câmaras, Brasil afora, há já algum tempo dão repetidas mostras de que estão completamente dissociados do povo que elege seus membros. E não importa o lado. De uma forma ou de outra, conseguem desagradar a gregos e a troianos. Inúmeras são as situações e estão tão presentes na memória de todos, que sequer é necessário fazer um rol. Não temos mais partidos. PT, PSDB, PPS, DEM, PP, PDT, PSD, PTB, PSB e sigam até as 32 siglas que temos, transformaram-se em estruturas de suporte para pessoas. O que se vê, nesses tempos de pré-eleição, são nomes. Mais nada. E não importa o lado, seguem desagradando a gregos e a troianos. Digladiam-se como se o Brasil fosse um grande Coliseu. E, pior de tudo, pensam que estão agradando. Há anos mantêm a reforma política ardilosamente em banho-maria. Sabem que, em assim agindo, estão se protegendo e mantendo o domínio da vontade popular. Sabiam! Até junho. O que não foram capazes de saber, por estarem totalmente fechados em si e afastados do povo, é que, também há anos, desenvolve-se a percepção de que eles não mais representam o que o povo quer. A percepção de que estão lá apenas por si ou por seus partidos, mas não mais para representar.  A história nos dá vários...

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Eles são apenas corporativistas defendendo os seus!

 No dia 09 de julho o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul publicou apedido acusando a Presidenta Dilma de fazer demagogia com o programa Mais Médicos, visando apenas a reeleição. Elencaram alguns tópicos e, dentre eles, aparece o que eles realmente querem: “2. […] Falta uma carreira de estado a semelhança de juízes e promotores para interiorizá-los. No dia 3, durante o programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, o presidente já havia se manifestado nesse sentido: “Argollo lembrou que entregou em mãos ao governador Tarso Genro proposta de projeto de lei criando de carreira de Estado para médicos há mais de um ano, semelhante à carreira de juiz e promotor.“A proposta do SIMERS é que o ingresso seja por concurso público; com plano de cargos, carreira e vencimentos; e salário digno. “O juiz não escolhe para onde vai, ele é mandado para uma cidade pequena e sabe disso quando faz o concurso. O mesmo ocorrerá com o médico, que será remetido para um município distante. A gente tem dito, não é preciso inventar a roda. Não precisa trazer banana do Paraguai para fazer merenda escolar”, afirmou. “ Não quero crer que o presidente do Simers não saiba o que é uma carreira de estado. Em todos os casos, vamos recordar: “As Carreiras Típicas de Estado são aquelas que exercem atribuições relacionadas à expressão do Poder Estatal, não possuindo, portanto,...

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