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Mês: agosto 2013

O ocaso da medicina brasileira?

Que o Brasil seja um país colonizado, creio que ninguém discuta. Mas não me refiro à colonização pela vinda de imigrantes. Falo da colonização cultural. Somos totalmente colonizados pelo que podemos chamar de “american way of life”. O que tem de errado nisso? Muita coisa, inclusive nossa medicina. Alíás, em quase todos os ramos da ciência, somos colonizados. No meu caso, por exemplo, a Administração, ignoramos solenemente os modelos europeus de gestão para vender, por aí, o modelo americano dos grandes “gurus”. Cometemos um crime, inclusive, ao adotar esse modelo na gestão pública. Não é para menos que os serviços públicos brasileiros têm a fama que tem. No caso da medicina, sucumbimos ao modelo tecnológico das grandes corporações farmacêuticas e das grandes empresas produtoras de equipamentos de diagnóstico. Para esses grupos, só existe a medicina da doença. Só se pode vender remédios ou exames para quem já está doente. Não há lucro na medicina preventiva e, menos ainda,na medicina natural. Os médicos são aculturados desde o primeio dia de faculdade. E saem de lá, com poucas exceções, acreditando piamente que só esse modelo poderá salvar a humanidade da calamidade. E, para que ninguém se sinta tentado a mudar, ao longo da carreira, criam-se congressos “científicos”, invariavelmente bancados pela indústria. Nossa medicina é a medicina da doença, repito. Por isso existem milhares de cidades sem um médico sequer. Cidades pequenas, invariavelmente...

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Maçãs, Coca-Cola e Pink Floyd: uma ligação & The Final Cut – 30 anos!

  I. O que o tempo não faz não é? O tempo envelhece, distancia, muda. Mas o tempo também é capaz de tornar as coisas mais palatáveis. Sim, também do ponto de vista gastronômico mais simplificado. Essa semana depois de alguns anos, eu comi metade de uma maça. E não é que eu achei saborosa. O último gosto de maça que eu me lembrava, trazia consigo um doce opaco e uma sensação de envelhecimento, como aquelas maças velhas da cesta, já fofas. Depois dessa eu comi outras nos dias seguintes, e o gosto bom foi o mesmo. Mas como eu me conheço, sei que se continuar comendo maças vou logo desgostar. Não sei o porquê isso acontece com maças, parece até que banaliza. O mesmo ocorre com a Coca-Cola. Eu nunca fui lá muito fã da mais americana das bebidas, mas confesso que até gostava em um certo nível de quase vício. Não tinha horário para saboreá-la, em substituição ao leite antes de ir ao trabalho, antes de dormir como uma última água noturna, no almoço, no jantar, em suma, onipresença. Porém chegou um momento que eu já não achava mais graça em Coca-Cola. Acho que banalizou aquele gosto, meu cérebro já não a percebia mais como um refresco, mas como um remédio [sic]. Aquilo ficou travoso em minha boca, e como conseqüência disso passei a rejeitar. Não sei...

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O CUBO!

Einstein dizia, em outras palavras, que não podemos tentar resolver um problema com o mesmo raciocínio que o criou.  Aí reside um dos grandes fatores da sua genialidade: ele não tentou explicar a natureza partindo dos conceitos até então existentes. Simplesmente criou novos conceitos.  E foi duramente criticado por seus pares; foi desacreditado; teve que assumir alguns erros, naturais para quem tem a coragem de inovar; mas, principalmente, teve que esperar, na eternidade, o reconhecimento de que acertou em quase tudo. E até hoje não foi superado na afirmação do início: poucos são os que criam novas ferramentas de análise para os novos problemas que surgem. A maioria segue rasa, cartesiana, buscando uma causa para efeitos que os deixam espantados. Confesso e admito que sei pouco, ainda, sobre o assunto, mas mesmo esse pouco me fez recordar as lições do Einstein. A ferramenta? Em tempos de corrupção, outra não poderia ser: analisar qualquer “novidade” como sendo uma possível fonte de corrupção. Sempre tive dificuldades para nomes. Então, só sei que o caso envolve denúncias de uma moça contra dois ou três caras envolvidos em um coletivo e com a Mídia Ninja. Li o texto da moça; li os textos dos moços. E li os mais de trocentos cometários. Coletivos são entidades einstenianas. Não usam, por princípio, a mecânica newtoniana como constituição e, sequer, como processo de ser.  O Fora...

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