A fala errante: Blanchot

“Devemos, em primeiro lugar, tentar reunir alguns dos traços que a abordagem do espaço literário permitiu-nos reconhecer. Aí, a palavra não é um poder, não é o poder de dizer. Não está disponível, de nada dispomos dela. Nunca é a linguagem que eu falo.  Nela, jamais falo, jamais me dirijo a ti e jamais te […] Continue reading “A fala errante: Blanchot”

Eterno retorno, múltiplo e acaso

Azulejos de papel: intervenção urbana/ação efêmera do Poro “O eterno retorno é potência de afirmar, mas ele afirma tudo do múltiplo, tudo do diferente, tudo do acaso, salvo o que os subordina  ao Uno, ao Mesmo, à necessidade, salvo o Uno, o Mesmo e o Necessário. Do Uno, diz-se que ele subordinou o múltiplo uma vez […] Continue reading “Eterno retorno, múltiplo e acaso”

Everyone has a dream: Tiago Gambogi e Margaret Swallow

Tiago Gambogi e Maggi Shallow estão apresentando o novo espetáculo, ‘EXTRAORDINARY’ – Everyone has a dream – um teatro físico que é um misto de dança, texto, ação poética e música. Veja mais sobre o novo trabalho do seu grupo sediado em Londres, f.a.b. The Dtonators, no My Space. Conheci Tiago Gambogi no Curso Técnico de […] Continue reading “Everyone has a dream: Tiago Gambogi e Margaret Swallow”

Política de cultura: o balanço das horas

Algumas pessoas perguntam se é possível, no âmbito das políticas públicas de cultura, realizar um trabalho que contemple a diversidade, a inovação, a transdiciplinaridade, os novos agenciamentos e apropriações coletivas e democráticas dos espaços e tempos? Respondo afirmativamente. E como termino um ciclo de gestão cultural, quando estive à frente dos Teatros da Fundação Municipal de Cultura […] Continue reading “Política de cultura: o balanço das horas”

Indústrias culturais: um texto de Bernard Stiegler

Em tempos de “cultura como negócio”, um bom antídoto é o artigo de Bernard Stiegler, que denuncia a miséria simbólica produzida pela indústria cultural. O texto, do qual reproduzo um pequeno trecho, encontra-se publicado originalmente na versão eletrônica do Le Monde Diplomatique: “Uma fábula dominou os últimos decênios, iludindo em grande parte pensamentos políticos e filosofias. […] Continue reading “Indústrias culturais: um texto de Bernard Stiegler”

Corpo e movimento (e): anotações sobre as tentativas de um encontro

Imagem Spitfirelas Fiquei de escrever sobre o Encontro de Criadores e Coreógrafos do Festival NovaDança, em Pirenópolis. Na primeira parte faço um relato breve do Encontro, trazendo para a tela algumas coisas que anotei no meu caderno. E na segunda parte apresento algumas questões que me rondaram e ainda me visitam. Não são propriamente as questões […] Continue reading “Corpo e movimento (e): anotações sobre as tentativas de um encontro”

Duração Diferença: novo blog sobre artes cênicas e filosofia

Tadeusz Kantor e A Classe morta Duração & Diferença: criação cênico-corporal e filosofia é o novo blog que estou lançando. Nasce com um post-homenagem ao encenador Tadeusz Kantor. Resolvi criar esse blog porque a parte de artes cênicas estava se diluindo um pouco nesse espaço. Considerei, então, que seria melhor um blog dedicado exclusivamente à […] Continue reading “Duração Diferença: novo blog sobre artes cênicas e filosofia”

Blanchot: pensar a força

… se a “força” exerce sobre Nietzche a atração que também lhe repugna (”Ruborizar-se com o poder”) é porque ela interroga o pensamento em termos que irão obrigá-lo a romper com sua história. Como pensar a “força”, como dizer a “força”? A força diz a diferença. Pensar a força é pensá-la por meio da diferença. Entenda-se […] Continue reading “Blanchot: pensar a força”

Festival Novadança: Encontro de Criadores e Coreógrafos

O Festival Novadança, de Brasília, sempre promove o Encontro de Criadores e Coreógrafos: um tempo e um espaço para acontecer coisas, expor idéias e pesquisas. Desta vez, o evento ocorre em Pirenópolis. É uma imersão de 07 dias, mais de 10 horas por dia, em temas da dança e suas conexões. Coragem, diria o […] Continue reading “Festival Novadança: Encontro de Criadores e Coreógrafos”

Economia da cultura: do mercado e da proteção à diversidade

A economia da cultura apresenta a visão de uma rede intrincada de bens, serviços, processos e produtos, modificando por completo visões assentadas sobre a oposição binária entre mercado e não-mercado. Faço algumas anotações sobre o tema, tendo em mente a questão da proteção e da promoção da diversidade cultural, incluindo os novos agenciamentos artístico-culturais: 1. Há um […] Continue reading “Economia da cultura: do mercado e da proteção à diversidade”