Sustentabilidade pra quê?

Imagino que a maioria dos leitores deste portal já conheçam a resposta à pergunta feita no título. Mas não custa reforçar, afinal, pra quê se fala tanto em sustentabilidade? 

Pois bem. Encontrei em minhas “andanças virtuais pelo mundo cibernético” um cartoon bem didático sobre o assunto:

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fonte: http://capinaremos.com/2011/09/08/a-ilha-de-sao-mateus/

Será que é este o fim que nos aguarda?

Ou despertaremos antes?

Essa resposta, eu ainda não sei.

 

Penso, logo cuido

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O título do meu post de estréia até parece óbvio. Gostaria eu que fosse assim. Mas na prática, o que mais vejo por aí é “PENSO, MAIS TARDE CUIDO”. E pra piorar, esse “mais tarde” nunca chega. E é óbvio que agir assim é errado, é insustentável e ruim, para nós como indivíduos, para o nosso futuro, para o todo.

Mas por que tanta gente (como eu, inclusive) eventualmente faz o que sabe ser o errado?!

Reflexões a respeito é o que não faltam. Mas teve uma que me impressionou muito.

Conhecido com “O estudo de conformidade de Solomon Asch*” ou “A unanimidade burra de Solomon Asch” surgiu do questionamento sobre como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas. Como meio de pesquisa, Solomon realizou um experimento psicológico, onde um grupo de pessoas era reunido em uma sala e e a eles eram feitas 15 perguntas gráficas, do tipo: “qual figura nesta folha tem o mesmo tamanho dessa figura nesta outra folha?” . Detalhe: cada indivíduo tinha que dar a sua resposta em voz alta. As respostas certas eram evidentes, porém dentro do grupo, apenas uma pessoa desconhecia o teste e ela era sempre uma das últimas a respondê-lo. Os demais eram atores que estavam ali para propositalmente dar a resposta errada.

O resultados foram surpreendentes, e trouxeram indícios de que o simples desejo de pertencer a um ambiente homogêneo faz com que as pessoas abram mão de suas opiniões, convicções, individualidades, do que julgam ser o certo:

  • 75% dos participantes escolheram a alternativa errada ao menos uma vez;
  • 37% dos voluntários erraram a maioria das respostas;
  • 5% deles acompanharam a opção incorreta todas as vezes.

O grande problema é que o “ambiente homogêneo” em que vivemos não estimula o agir sustentável, pelo contrário, incentiva a consumir e consumir, cada vez mais, infinitamente.

O quadro pode ser desanimador, mas, por outro lado, a pesquisa identificou que 25% dos indivíduos pesquisados não se importaram com o que os outros estavam dizendo e deram a resposta certa em todas as perguntas. Isto significa que existe uma quantidade significativa de pessoas “corajosas” a ponto de contradizer a maioria e afirmar em alto e bom som: “eu penso diferente!”

E é por isto que aqui estou.

Para contagiá-los com idéias inspiradoras em prol de um mundo mais sustentável, instigar a reflexão, e estimular o lado criativo de cada um. Assumo este compromisso e peço que me ajudem nesta empreitada, indicando conteúdos, participando com comentários, discordando quando achar que devem e compartilhando na rede aquilo que acharem interessante.

Ah, e agora que você conheceu a tal pesquisa sobre “unanimidade burra”, vê lá com quem você vai se “misturar” hein?! Rs…

Até a próxima!

* Assista no youtube: Solomon Asch – Aceitação do errado por conformidade ao grupo