Praga: uma cidade multifacetada

Se perguntarmos para diversas pessoas quais foram as suas impressões de Praga, provavelmente iremos nos deparar com várias respostas distintas. Esta cidade oferece um leque de possibilidades muito amplo e, dependendo dos interesses do turista, suas opniões poderão ser bem diferentes.

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Incêndios e Implosões

– Você viu o incêndio que rolou em Diadema ontem?

– Vi sim. Aliás, era isso que eu ia comentar com você. Plasticamente falando, muito bonito.

– Não sou muito fã de incêndios, mas esse também me sensibilizou.

– Pois é. Um amarelo vivo, vivo, vivo. Uma fumaça negra que só a porra e, de… Continue reading “Incêndios e Implosões”

E o Dedé?

Por Rogéria*

— Cara, tô achando que esse ano será a redenção do Rubinho.
— Qual Rubinho?
— O Barichelo.
— Você tá louco… É mais fácil o Ronaldinho Gaúcho voltar a jogar bem.
— Você tá por fora com o Rubinho… Até o Massa tá preocupado, falando que ele é favorito.
— O Massa tá tirando sarro. Ele tem perfil pra gozador. Você já reparou como ele é a cara do… Continue reading “E o Dedé?”

Oscar Wilde

A minha vida de leitora, como a de todos que lêem, está repleta de historietas. Bobas algumas, é verdade, mas sempre aventuras. Com o tempo e com o acúmulo de “leituras necessárias”, às vezes é bom lembrar os primeiros deslumbramentos literários, as decepções narrativas (superadas), ou a curiosidade suplantando o texto. Estes foram, respectivamente, meus encontros com Os doze trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato; “a história que não levava a nada” Dom Casmurro, de Machado; e uma introdução a O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Esta introdução em particular me interessou muito por uma razão simples: o crítico que felizmente não lembro o nome, fazia tantas referencias ao “Caso Oscar Wilde” sem dizer a que vinha que quase tive uma urticária de curiosidade. Por que o julgaram e que comportamento indecoroso teria impetrado este escritor?
Pesquisei em vários livros – que não foram tantos assim – e nada ou sempre essa coisa de meias palavras para falar de Wilde. Só estava claro que eram perversões sexuais, tema incrivelmente aliciante para uma adolescente curiosa. E não havia internet. Porém, havia muita outra coisa a fazer e precisei adiar minha pesquisa wildeana. Mais tarde, quando um livro de poemas de Wilde caiu em minhas mãos, sua sexualidade já não me importava mais. Estava adulta e infelizmente menos curiosa, mas, felizmente, menos preconceituosa.
Não quero justificar Wilde como maldito. Aliás, não pretendo mais fazer isso, a menos que seja absolutamente necessário. Depois de tantos artigos, isso está explícito nos autores deste espaço. Deve bastar falar de literatura…
Poeta, prosador, ensaísta, Oscar Wilde (1854-1900) frequenta as altas esferas sociais, torna-se nome requisitado tanto em festas quanto em estritas rodas artísticas, professor requisitado, literato de grande acuidade. Tanta visibilidade pode ser glória e decadência na moralista Inglaterra vitoriana. Wilde conhece os dois lados desta moeda.
A decadência, porém, continua dando fôlego a ele. Na prisão, nascem A balada do Cárcere de Reading e De profundis. Salomé, uma das peças importantes de sua carreira dramática, também é dessa época. Contudo, Wilde é, sobretudo, um esteticista.
O esteticismo, surgido como nova concepção do belo artístico no século XIX, encontra, em Oscar Wilde, a legitimação e o apuro. Em Dorian Gray, o autor canoniza o belo ao mesmo tempo em que vaticina a impossibilidade de atingir-se a perfeição estética. Ao ler contos como A rosa e o rouxinol, O príncipe feliz ou O aniversário da infanta, por exemplo, não chego a ver um contista excepcional, mas ao longo desses mesmos textos, outra vez emerge a discussão sobre o conceito do belo, agora de maneira menos centrada que em Dorian Gray, porém mais próximo à idéia de belo como modo de vida. E mais uma vez, no entanto, o belo se esboroa…
Coerentemente, o dandismo é a obra e o próprio Wilde: a sofisticação ao vestir, a boêmia, o mal, o “pecado”. Como chegar ao belo – absoluto, talvez – sem experimentar tudo isso?
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PSs:
Recomendo a leitura de A verdade sobre as máscaras – apontamentos sobre a ilusão, instigante ensaio de Wilde sobre Shakespeare, texto fácil de encontrar e que nos faz chegar perto do conceito de belo de Wilde.
Recentemente, obras de Wilde foram adaptadas para o cinema: A liga extraordinária, A importância de se chamar Ernest, e O marido ideal, sendo o primeiro uma péssima idéia hollywoodiana e os outros, duas deliciosas comédias inglesas. A primeira adaptação de A importância… é dos anos 50.

População, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável

A atual crise econômica mundial não deveria impedir que os chefes de governo do G-20 que vão se encontrar, em 02 de abril, em Londres, possam pensar em um "New Deal Verde", que combine investimentos na qualidade de vida da população, combate à pobreza e a formatação de um acordo global para substituir o Protocolo de Kyoto.

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