Musical vs. Circo

Tive o prazer e a imensa felicidade de assistir ao espetáculo Alegria do Cirque du Soleil. Já havia assistido à cinco espetáculos
dele em DVD, mas sou obrigada a falar que nada se compara a uma apresentação ao vivo desses artistas.
O fato é: toda vez que se fala em uma apresentação do Cirque du Soleil aqui no Brasil é um verdadeiro alvoroço. Nem os preços dos
ingressos – que não são nada acessíveis em comparação com a renda da população brasileira – diminui a emoção e a vontade de ver
suas apresentações. E nem poderiam, diga-se de passagem.
É uma indústria milionária e se tornou uma por puro mérito. O Cirque du Soleil foi fundado em Quebec, no Canadá, em 1984, e não na
França como muitos podem pensar devido ao seu nome, que em francês quer dizer Circo do Sol. A estrutura do Cirque du Soleil
impressiona pela grandiosidade. É uma mega tenda refrigerada que abriga a todos com muito conforto.
Outra coisa que impressiona é o jeito de fazer a arte circense, totalmente diferente do que conhecemos. Cada espetáculo possui um
enredo diferente. São histórias contadas – e cantadas – de forma genial em pleno picadeiro. O figurino é sempre deslumbrante, todos
os artistas muito bem vestidos, de acordo com seu papel no palco, e com uma maquiagem de dar inveja em muita gente.
O artista contratado, inicialmente por dois anos, passa pela sede no Canadá, onde, além de treinar um número, tem aulas de
percussão, voz, dança, teatro e pilates. Ao chegar é feita uma máscara de seu rosto, que servirá para a criação da maquiagem e para
tirar medidas para os apetrechos cênicos.
Alegria foi o espetáculo criado para a comemoração do aniversário de 10 anos do Cirque du Soleil. Ele fala de esperança e
perseverança. O tema principal em Alegria é o mau uso do poder político. É um relance dos horrores do passado e das possibilidades
do futuro. Seu enredo trata da história de um reino onde não há rei. É a magia e a beleza de um mundo virado de cabeça para baixo.
Já estava na hora de eu falar sobre esse musical impressionante. (Re)assisti ao filme e ao vídeo do musical O Fantasma da Ópera apresentado em Londres. Mas, com toda a certeza, nada se compara em assistir ao musical ao vivo – infelizmente, não tive esse prazer.
O Fantasma da Ópera é o maior musical já interpretado no Brasil. O investimento feito para trazê-lo ao país ultrapassou a cifra de 20 milhões de reais – esse investimento é duas vezes maior do que o feito para trazer o musical Chicago – e prentendia alcançar um público de 600 mil pessoas até o final da temporada, que foi de um ano e meio.

 

Só ao ler o parágrafo acima, caro leitor, você deve ter ficado boquiaberto – assim como eu -, pasmado. Mas não são só as cifras que impressionam.
Muito Glamour e luxo fizeram-no um espetáculo memorável. A história se passa na belíssima Paris, do século 19, e o belo figurino, a interpretação dos atores, os solos líricos, as coreografias e o monumental lustre voador de meia tonelada prenderam a atenção dos espectadores durante os dois atos que compõem o musical. É em um teatro dessa mesma Paris que um gênio da música, o fantasma, apaixona-se por uma corista, Christine Daaé, e decide torná-la a maior estrela da ópera parisiense. No entanto, o fantasma, devido ao reencontro de Christine com Raoul, seu amor de infância, irrita-se profundamente e inicia, assim, uma série de atentados na tentativa de separar os dois.
Uma belíssima história que vale a pena ser vista, seja como filme, seja como musical.

 

Alguns dados técnicos: no Brasil, Christine foi interpretada por Sara Sarres e Kiara Sasso. Agora você, caro leitor, deve estar se perguntando o motivo pelo qual havia duas intérpretes para o papel da Miss Daaé. É simples. Christine é, juntamente com o fantasma, o papel principal do musical, mas, diferentemente dos outros papeis, ela permace em cena durante quase toda a apresentação, esforçando-se em solos, duetos, e coros diversos. Não há voz que aguente tudo isso.
O papel do fantasma foi interpretado pelo tenor Saulo Vasconcelos. Para interpretar o perturbado fantasma, Saulo usou a famosa máscara além de próteses no rosto para deformá-lo. Além disso, Saulo isolou-se duas horas antes do show para conseguir melhor desempenho no papel, já que o fantasma vive no ostracismo, nos subterrâneos da Ópera de Paris.

 

Mas, se não assisti ao musical, tive o prazer e a imensa felicidade de assistir ao espetáculo Alegria do Cirque du Soleil. Já havia assistido à cinco espetáculos dele em DVD, mas sou obrigada a falar que nada se compara a uma apresentação ao vivo desses artistas.
O fato é: toda vez que se fala em uma apresentação do Cirque du Soleil aqui no Brasil é um verdadeiro alvoroço. Nem os preços dos ingressos – que não são nada acessíveis em comparação com a renda da população brasileira – diminui a emoção e a vontade de ver suas apresentações. E nem poderiam, diga-se de passagem.

 

É uma indústria milionária e se tornou uma por puro mérito. O Cirque du Soleil foi fundado em Quebec, no Canadá, em 1984, e não na França como muitos podem pensar devido ao seu nome, que em francês quer dizer Circo do Sol. A estrutura do Cirque du Soleil impressiona pela grandiosidade. É uma mega tenda refrigerada que abriga a todos com muito conforto. Outra coisa que impressiona é o jeito de fazer a arte circense, totalmente diferente do que conhecemos. Cada espetáculo possui um enredo diferente. São histórias contadas de forma genial em pleno picadeiro.O figurino é sempre deslumbrante, todos os artistas muito bem vestidos, de acordo com seu papel no palco, e com uma maquiagem de dar inveja em muita gente.Segundo informações, o artista contratado, inicialmente por dois anos, passa pela sede no Canadá, onde, além de treinar um número, tem aulas de percussão, voz, dança, teatro e pilates. Ao chegar é feita uma máscara de seu rosto, que servirá para a criação da maquiagem e para tirar medidas para os apetrechos cênicos.

 

Alegria foi o espetáculo criado para a comemoração do aniversário de 10 anos do Cirque du Soleil. Ele fala de esperança e perseverança. O tema principal em Alegria é o mau uso do poder político. É um relance dos horrores do passado e das possibilidades do futuro. Seu enredo trata da história de um reino onde não há rei. É a magia e a beleza de um mundo virado de cabeça para baixo. Um verdadeiro show de acrobacias que contam toda uma história consistente.

 

Mesclando um pouquinho os assuntos, quero falar sobre uma comparação que foi feita entre O Fantasma da Ópera e o Cirque du Soleil – Alegria. Pois bem, um conhecido disse, em um comentário, que o Cirque du Soleil era “bom” – usando um tom de inferioridade – mas que não se comparava ao musical em questão nesta postagem. Deixo claro que é a opinião dele, não estou aqui para dizer se está certo ou não. Mas como toda opinião, ela é totalmente discutível. Tudo bem que ele tenha gostado mais do musical, mas comparar um circo com um musical é, mais ou menos, como comparar uma pessoa que canta com uma pessoa que toca um instrumento. Ou seja, como você pode dizer qual é melhor se são coisas diferentes? Entende o que quero dizer, caro leitor? Compare o Cirque du Soleil com o Circo da China, e O Fantasma da Ópera com Chicago, por exemplo. Aí sim há uma chance de se ter justiça. O Cirque du Soleil – ao qual eu assiti – é magnífico quando se fala em arte circense, nada se compara, nem antes nem depois do Cirque du Soleil, à maneira como eles conduzem um show. E O Fantasma da Ópera – que eu não assisti quando veio ao Brasil – é extraordinário quando se fala em musicais. Cada um é perfeito na sua área de atuação. Apreciemos os dois, então. Os dois esbanjam excelência, um como musical que é, e outro como circo, com suas acrobacias e mágicas.

 

Au revoir.

A religião corporativa

Em alguns escritórios existe um comportamento reverenciado pelos chefes e detestado por quem almeja ter vida pessoal além da carreira: a devoção corporativa. É visto como santo aquele que passa horas além do expediente para dar conta até de assuntos que não lhe dizem respeito, é reverenciado como mártir aquele que envia emails de trabalho durante a madrugada e o líder é sempre aquele cara que fala por metáforas e não se envolve diretamente com nenhum assunto que seja do nível sub-diretoria. A religião corporativa tem seus cultos, um dos mais importantes é a reunião. Por várias razões como motivar os funcionários a vestirem a camisa da empresa mesmo que estes não recebam salário justo para comprar as próprias camisas, falar sobre problemas internos de ordem pessoal, planejar negociações ou apenas contar “causos” –  que no mundo corporativo são chamados de “case”.  A reunião é um culto muito importante na vida corporativa, sem elas nada pode funcionar.

O escritório é a igreja da religião corporativa, ali os fiéis se reúnem por motivos diversos, nem sempre com boas intenções. Assim como tem gente que vai à igreja pedir pela saúde de alguém, há quem procure ajuda superior pedindo para o vizinho morrer ou a sogra adoecer e o mesmo se passa no escritório. Há quem vá para encontrar os colegas, para puxar o saco do chefe, para fazer fofoca e cuidar da vida alheia, para arrumar amante e até quem vá para trabalhar. Cuidar do ambiente de trabalho é uma preocupação crescente entre as empresas, talvez tenham percebido que não é possível garantir que o indivíduo cumpra seus compromissos durante todo o dia em que está na labuta, então usam de psicologia quase infantil para lidar com a desmotivação que o trabalho burocrático gera em quase todo mundo depois de algum tempo: Eu te dou um brinquedo e você me obedece. Se não obedecer, não vai mais brincar. É uma atitude que mede o trabalho pelas horas que a pessoa gasta dentro de um ambiente e não pela sua produção real, e as práticas para incentivar o empregado a produzir motivado podem ser úteis ou tornarem-se motivo de piadas.

A inclinação para ter fé e dar o sangue pela empresa vem, basicamente, da possibilidade de realização profissional e pessoal que o empregado pode vislumbrar. É muito difícil estar motivado numa igreja empresa onde haja favoritismos nas promoções, onde a capacidade técnica seja secundária ao marketing pessoal, onde os estagiários não aprendem nada e são humilhados com piadinhas diversas sobre sua função que, muitas vezes, é tão árdua e comprometida quanto a dos efetivos. Ter fé na corporação é menos importante que ter fé em si mesmo, trabalho não significa necessariamente emprego. Alguns fiéis da vida burocrática poderiam avaliar se converter todo mundo ao corporativismo não vai matar a espontaneidade vital para o nascimento das grandes idéias e, consequentemente, dos grandes negócios.

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A desconcentração regional no Brasil

O Brasil entrou em uma fase de desconcentração regional, mas não de eliminação das desigualdades. O Sudeste deixou de apresentar as maiores taxas de crescimento econômico e populacional. As duas maiores cidades do país, São Paulo (com mais de 10 milhões de habitantes) e Rio de Janeiro (com mais de 6 milhões) estão perdendo participação relativa, em termos econômicos e populacionais, para outras cidades e regiões do país.

As Regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. As regiões brasileiras são:

· Região Centro-Oeste, que compõe-se dos estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Área de 1 604 852 km² (18,9% do território nacional).

· Região Nordeste, que compõe-se dos estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Área de 1 556 001 km² (18,2% do território nacional).

· Região Norte, que compõe-se dos estados: Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. Área de 3 851 560 km² (45,2% do território nacional).

· Região Sudeste, que compõe-se dos estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Área de 927 286 km² (10,6% do território nacional).

· Região Sul, que compõe-se dos estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Área de 575 316 km² (6,8% do território nacional).

Durante a chamada “Republica Velha” (1889-1930) o Brasil possuia uma economia agrária e rural, de caráter primário-exportadora. A partir da “Revolução de 1930” o país passou por um intenso processo de urbanização e industrialização que levou a uma forte concentração geográfica da população e da produção em poucos estados, localizados no centro-sul do território nacional.

No período 1930 a 1970 o processo de modernização da economia brasileira foi marcado pela concentração regional em benefício da região Sudeste , especialmente dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e da região Sul. A região Nordeste de ocupação mais antiga e com grande peso da economia rural e de subsistência, foi perdendo população por meio de fluxos emigratórios para as regiões mais dinâmicas, assim como perdeu participação no total da produção nacional (PIB). O fluxo migratório rural-urbano sempre foi predominantemente feminino, fazendo com que a razão de sexo ficasse crescentemente marcada pela femininação urbana e pela masculinização rural.

Estabeleceu-se uma significativa diferença regional no grau de desenvolvimento econômico e no crescimento da renda per capita, da infra-estrutura de transportes e comunicações e dos serviços de educação e saúde. As regiões Sudeste e Sul concentravam, crescentemente, a maior parte do emprego formal, da produção e do consumo do país. Paralelamente ao processo de concentração urbana-industrial na região Sudeste, ocorreu um crescimento da fronteira agropecuária no sentido da região Sul, em especial para o estado do Paraná e, posteriormente, em direção às regiões Centro-Oeste e Norte.

Houve um aumento da integração das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste que passaram a contar com uma industria e agricultura mais modernas e um setor serviços mais dinâmico, especialmente pelo fortalecimento do sistema financeiro e das áreas de educação e saúde. O diferencial regional de renda cresceu em detrimento do Nordeste. Não é de se estranhar que foram estas regiões e os seus núcleos urbanos mais avançados que assistiram ao início da transição da fecundidade e a sua difusão intra-regional.

A partir de 1970 começou um movimento de desconcentração industrial e regional do país. O processo de urbanização continuou o seu curso, mas os dois grandes municípios do país (São Paulo e Rio de Janeiro) passaram a perder posição relativa na população total do país. A região Sudeste estabilizou sua população relativa e somente as regiões Centro-Oeste e Norte – com baixa densidade demográfica – passaram a aumentar suas populações relativas. A região Nordeste como um todo continuou perdendo população, em termos relativos, mas a redução da população aconteceu no meio rural, pois o Nordeste urbano continuou a crescer e ganhar partipação na população nacional.

A desconcentração industrial ocorrida no país após 1970, atingiu a região Sudeste que perdeu posição relativa para as demais regiões. Mas dentro da região Sudeste, houve uma redistribuição da atividade industrial, com as maiores perdas relativas acontecendo na região metropolitana de São Paulo, mas com crescimento da atividade industrial no interior do estado de São Paulo, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Embora o Brasil ainda seja um país muito desigual, nas últimas décadas houve conjuntamente à desconcentração industrial uma desconcentração da renda e menores desigualdades regionais nas áreas de saúde e educação. Até 1970 a renda por habitante do Sudeste era cerca de quatro vezes maior do que a do Nordeste, estando atualmente em torno de 3 vezes.

Embora ainda existam muitas desigualdades regionais no Brasil, os diferenciais estão se reduzindo e as cidades que mais crescem no país são aquelas de porte médio, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Recrutamento e Melação

É um termo bem apropriado “recrutamento”, é uma guerra o mercado de trabalho, batalhas diárias, armadilhas, tudo pode ser perigoso para a estabilidade. Existem várias maneiras de escolher um funcionário e a maioria delas é idiota. Em vez da pessoa que vai trabalhar com o selecionado entrevistar pessoalmente os candidatos que passarem pelo crivo da capacitação técnica, delega a responsabilidade à  um setor ou uma outra pessoa.  Na maioria das vezes,  apenas o responsável pela área  que contrata entrevista os dois candidatos que chegam ao final do processo de seleção, como se fosse o único a trabalhar com o novo funcionário.  E para o coitado que chegou até essa etapa do cansativo processo é um campeão só pela participação…

Outra coisa que pode ser bem idiota é o processo em si, dinâmicas de grupo, psicólogos que fazem perguntas cretinas, redações e testes de todo tipo já foram experimentados por mim e me saí muito bem, talvez por não ser muito sincera na maioria.  Ora, quem responde sinceramente perguntas do tipo: ‘o que acha que precisa melhorar em você?’ Ninguém responderia que precisa colocar silicone ou que precisa deixar de ser boca suja. Todos vão manipular essa resposta, todos dirão coisas que o façam parecer mais esperto, mais responsável,  etc.  E muitas vezes perde-se um tempo enorme nessas entrevistas, várias etapas, dias e até semanas até decidirem que “seu perfil é excelente, mas a vaga foi preenchida por indicação interna”.

O ingrediente mais valioso em seu currículo pode ser o tal QI (quem indique) mesmo. As empresas terceirizam o trabalho de contratação e pagam uma quantia razoável para as empresas de recursos humanos torturarem as pessoas interessadas na vaga, para no final contratarem a filha de um amigo do chefe. E talvez essa seja a melhor maneira de se contratar, afinal teste algum revela se vamos gostar de uma pessoa que vai ficar 8 horas por dia dentro de um escritório, apenas o tempo de convivência. Haja networking para ser indicado para os empregos legais e que nos interessam, haja marketing pessoal para ganhar o jogo dos processos seletivos de RH, haja paciência para procurar emprego.  E, pra finalizar, uma observação oportuna para o aspirante a funcionário do mês: trabalho nem sempre significa emprego.

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Clube vencedor

Odeio futebol, mas adoro metáforas. Sendo assim, como umas metaforazinhas do esporte bretão podem ser úteis para que eu consiga falar do que quero, vamos a elas.
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Como é mais fácil levar a sério ditados do que pensar, muitas pessoas os adotam sem nem mesmo refletir um pouco. Um exemplo fácil é o “Não se mexe em time que está ganhando.”. Se o time está ganhando, mudá-lo pode ser um caminho bem esperto para continuar a ganhar. Uma defesa reforçada ajuda a garantir que um placar favorável continue na mesma.

Manter a atenção em toda a estrutura, até fora das partidas, também demonstra inteligência. Melhorar o próprio estádio é sempre ótimo; investir no local de treinamento, uma necessidade; e reforços são sempre bem vindos. Um clube que se lembre desses pontos, vai por um bom caminho.
Sei que o Ops! não é um time de futebol e que não estamos competindo com ninguém (pelo menos não me avisaram). Sem uma competição, portanto, não posso dizer que somos um time que está ganhando. Mesmo assim, agimos como um clube que quer continuar bem.
Se você está lendo este texto em nosso site, já deve ter percebido que aconteceram muitas mudanças por aqui. Todo o portal foi reestruturado procurando tornar a estadia dos leitores por aqui mais agradável.
A página inicial do Opsblog agora não só mostra todos os blogs do portal com suas últimas atualizações como, também, conta com agregadores temáticos. A brincadeira está em fase de implantação. Rafael Reinehr (meu parceiro de Editorial), Mad Max Andrade (nosso especialista em HQs) e eu, por exemplo, montamos uma interessante seleção de blogs de quadrinhos.
Além disso, contamos com reforços para os colunistas do Portal – Lia Drummond, com a coluna “Burrocráticas” e Bruno Yukio, com “Música Desconcertante” – e para os blogs – André Egg, com Um drible nas certezas, e Leonardo Cruz, com A Terceira Margem do Sena. A ideia é continuar a dar o melhor dos espetáculos em campo.
E se você, torcedor leitor, não tiver gostado de algo, se quiser fazer alguma crítica ou sugerir alguma mudança, não hesite: comece a gritar aí da arquibancada e deixe seus comentários por aqui. Com isso nós melhoraremos e quem vai sair ganhando nesse jogo será você.

Eleições 2010: mulheres em um outro patamar

As mulheres parlamentares representam apenas 9% da Câmara Federal e 11,6% das Assembléias Legislativas do Brasil. Este quadro de sub-representação pode mudar no ano que vem.

As mulheres vão participar das eleições gerais de 2010 de uma maneira diferenciada em relação aos pleitos passados, por 3 motivos:

1) Desde o ano 2000 as mulheres são maioria do eleitorado e estão ampliando o número absoluto desta maioria, já sendo quase 5 milhões de eleitoras sobre os eleitores;
2) A nova redação da política de cotas deve ter um impacto grande sobre o número de mulheres candidatas, o que deve, consequentemente, aumentar o número de deputadas eleitas;
3) Duas mulheres de peso concorrendo à Presidência da Republica deve ter um efeito no sentido de reforçar a presença e a agenda feminina no pleito de 2010.

Explicando melhor cada item acima.

Primeiro: as mulheres conseguiram o direito de voto em 1932, mas foram se inscrevendo junto à justiça eleitoral aos poucos, ao longo de décadas. Em 1974 as mulheres eram apenas 33% do eleitorado, chegaram a 49% na década de 1990, atingiram a paridade no ano 2000 e passaram a constituir maioria absoluta nos anos seguintes. O Brasil está assistindo a um processo de femininização e envelhecimento do eleitorado. Isto significa que são as mulheres pós-balzaquianas (com mais de 30 anos) que terão maior poder de decisão no voto no século XXI.

Segundo: a política de cotas inaugurada nas eleições de 1996 teve pouco efeito no sentido de aumentar a participação feminina no parlamento. Isto aconteceu porque a palavra “reserva” – utilizada para garantir um mínimo de candidaturas femininas – foi entendida pela justiça eleitoral como um território que os homens não entram, mas não necessariamente preenchido pelo sexo feminino. Com a nova redação da Lei 12.034 de 29/09/2009, a política de cotas vai ter o sua aplicação assegurada, conforme estabelecido no texto:

“Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”.

Terceiro: teremos o “efeito Dilma” e o “efeito Marina”, pois duas mulheres com força eleitoral concorrendo à presidência tende a aumentar a visibilidade da agenda feminina e feminista. O exemplo de mulheres concorrendo à presidência tende a servir de “efeito comparação” para as mulheres candidatas a deputadas federal e estadual.

De fato existe uma correlação positiva entre o número de mulheres no legislativo e no executivo. Por exemplo, quando aumenta o número de mulheres vereadoras tende a haver um aumento de mulheres prefeitas e vice-versa. Mas esta correlação não é automática. Vejamos o caso das duas maiores cidades do Brasil: São Paulo já teve duas prefeitas e o número de vereadoras da Câmara Municipal é históricamente muito baixo. Já no Rio de Janeiro nunca houve uma prefeita eleita, mas o número de vereadoras, em termos absolutos, é o maior do país.

Portanto, nas eleições de 2010 o Brasil terá a chance de reduzir as desigualdades de gênero na política. As condições estão dadas para as mulheres serem protagonistas de uma mudança histórica. O “sexo frágil” possui melhores indicadores nas áreas de saúde e educação, além de ter maior acesso à Internet e aos benefícios da previdência social. Entre a população economicamente ativa com 11 ou mais anos de estudo as mulheres são maioria. Nas olimpíadas de Pequim as mulheres conquistaram 2 das 3 medalhas de ouro conseguidas pelo Brasil. Existe uma revolução feminina em curso no país, que só não é completa porque a subrrepresentação na política permanece como um legado dos tempos patriarcais.

Preencher esta lacuna das relações de gênero não é um objetivo egoístico ou exclusivo das mulheres. A maior igualdade entre homens e mulheres na política e a maior inserção feminina nos espaços de poder é de interesse geral da nação, pois nenhum país pode apresentar desenvolvimento humano integral sem aproveitar os potenciais de realização de mais da metade de sua população.

Para análises mais completas deste assunto, consultar os seguintes artigos:

A politica de cotas no Brasil, o sistema eleitoral e a sub-representação feminina
Autoria: José Eustáquio Diniz Alves e Clara Araújo
http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/estudos.php

As mulheres nas eleições de 2004 e as limitações da política de cotas
Autoria: José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Marta Cavenaghi
http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/estudos.php

 

Um pouco de poesia (mais uma adicionada)

Pessoal, eu estive viajando nestes últimos dias e não tive tempo de preparar um artigo. Deixo vocês então na companhia de dois poetas depressivos tchecos, os quais eu traduzi o melhor que pude. Espero que vocês gostem. Volto na semana que vem, grande abraço a todos!

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