O CUBO!

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Einstein dizia, em outras palavras, que não podemos tentar resolver um problema com o mesmo raciocínio que o criou. 

Aí reside um dos grandes fatores da sua genialidade: ele não tentou explicar a natureza partindo dos conceitos até então existentes. Simplesmente criou novos conceitos. 

E foi duramente criticado por seus pares; foi desacreditado; teve que assumir alguns erros, naturais para quem tem a coragem de inovar; mas, principalmente, teve que esperar, na eternidade, o reconhecimento de que acertou em quase tudo. E até hoje não foi superado na afirmação do início: poucos são os que criam novas ferramentas de análise para os novos problemas que surgem. A maioria segue rasa, cartesiana, buscando uma causa para efeitos que os deixam espantados.

Confesso e admito que sei pouco, ainda, sobre o assunto, mas mesmo esse pouco me fez recordar as lições do Einstein.

A ferramenta? Em tempos de corrupção, outra não poderia ser: analisar qualquer “novidade” como sendo uma possível fonte de corrupção.

Sempre tive dificuldades para nomes. Então, só sei que o caso envolve denúncias de uma moça contra dois ou três caras envolvidos em um coletivo e com a Mídia Ninja. Li o texto da moça; li os textos dos moços. E li os mais de trocentos cometários.

Coletivos são entidades einstenianas. Não usam, por princípio, a mecânica newtoniana como constituição e, sequer, como processo de ser. 

O Fora do Eixo – e seus desdobramentos – pode parecer novidade, mas não é. Como tão pouco o é o uso de referenciais alternativos para o estabelecimento de relações entre pessoas e suas “profissionalidades”. Chamar de “moeda” a esses referenciais nada mais é do que analisar o novo com ferramentas velhas.

Há uma questão séria a ser definida aqui: a imensa maioria das pessoas desconhece – e em grande parte por culpa da mídia dominante – que a existência de coletivos que se utilizam de meios referenciais alternativos, no mundo, é, hoje em dia, muito significativa. E mais antiga do que imaginam!

Não resta dúvida de que, como todo empreendimento humano, os coletivos estejam sujeitos à exceções. Mas daí a usar o ferramental cartesiano – por natureza um ferramental de exceção – para generalizar e julgá-los, vai uma grande distância.

Como membro de um coletivo (embora membro pequeno e atualmente pouco atuante) posso afirmar: o que nos faz crescer é aplicar, para cada novo problema, uma nova solução. E novas soluções só surgem de novas formas de pensar e de agir.

Sejamos menos Descartes e mais Einstein em nossas vidas, análises e comportamentos!