Bach, Rueb, variações

Dizem que a Suíça só proporcionou ao mundo os relógios. Dizer isso é banalizar a importância de Calvino, do iluminista Jota Jota Rousseau e, em menor importância, do chocólatra Henri Nestlé. Coloco mais um nessa lista: Franz Rueb, pesquisador musical autor do livro que leio, 48 Variações sobre Bach.

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Não tenho o costume (mau) de comentar algo inacabado, mas me impressiono com este livro a cada página virada, a cada parágrafo cujos vocábulos são de uma clareza inequívoca. E olhe que leio numa tradução – excelente, aliás.

Não é preciso amar a música erudita (dita clássica) para apreciar o livro que, até agora (chego à sua metade) se mostra uma combinação perfeita, exata e saborosa de análise da obra e biografia daquele que é considerado o maior dos harmonistas e, possivelmente – mas há controvérsias – o mais importante músico de qualquer época. Isso, a meu ver, não importa muito. O que importa, de fato e verdade, é que o universo da música tornava-se muito mais rico quando o velho João se punha a criar.

E sempre há algo que fica, durante a leitura e depois dela, repetindo-se: disse Rilke, o poeta: “Durante o coro de abertura da Paixão segundo São Mateus, formaram-se à minha frente verdadeiras montanhas de dor (…)
E tem dito. E é ponto e é fim.

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About the author

Francisco Grijó

Francisco Grijó, capixaba, escritor, professor de Literatura Brasileira, atual secretário de Cultura de Vitória (ES)