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O Brasil na Libertadores da América

Dos campeonatos que as equipes brasileiras disputam, a Libertadores é disparado a melhor delas. É extremamente rentável, chama o torcedor ao estádio, atrai a atenção de toda a América Latina e Central, além de ter o toque apimentado da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Os outros países são meros coadjuvantes dessa história toda. Será que esse ano algum time brasileiro fará frente Boca Juniors em nossa mais glamourosa competição?

Compartilho da mesma opinião do excelentíssimo Milton Ribeiro: Libertadores é Libertadores. Em todo e qualquer sentido. A rodada que se encerra nessa quinta-feira teve vitórias brasileiras na grande maioria dos confrontos. Apenas o Flamengo fez fiasco, em solo uruguai, trazendo de volta ao Rio de Janeiro três nas costas. E bota fiasco nisso. O Nacional deitou e rolou em cima do time brasileiro. E o Flamengo demonstrou, mais uma vez, que fica irritadinho e nervosinho quando enfrenta jogadores cancheiros e matreiros como os uruguaios do Nacional. Com essa postura, talvez um campeonato carioca até saia, mas a Libertadores, de jeito nenhum.

Santos e Cruzeiro venceram os seus confrontos contra Chivas e Caracas com aparente facilidade. A equipe santista patina demais nesse início de temporada, e para o meu gosto (como se isso importasse alguma coisa) ta longe dos times competitivos que os torcedores praianos estão acostumados. E outra: não tem treinador. O Santos está fadado a se dar mal na Libertadores desse ano, é inevitável. O Cruzeiro de Adílson Batista tem um grupo bastante qualificado e evoluiu demais desde o início da temporada. Mas ainda é uma incógnita. Talvez careça de jogadores mais experientes, mas possui grande potencial para surpreender e pode crescer ainda mais durante a competição.

No Maracanã o Fluminense teve uma noite pra lá de iluminada, na quarta-feira. Aplicou uma goleada de seis a zero nos argentinos do Arsenal (atual campeão da Taça Sul Americana), com noite de festa para a torcida com a volta do pó-de-arroz nas arquibancadas. Dodô, o artilheiro dos golos bonitos guardou mais dois para a sua coleção. Quem acompanhou a partida viu um time que envolveu o adversário e soube ser muito eficiente na frente. Mas, o seu Renato que me perdoe, não consigo acreditar nesse time do Fluminense. Posso estar redondamente enganado e queimar a língua mais adiante, mas acho mais provável que o Romário chegue aos dois mil gols do que o Fluminense ganhe essa Libertadores.

O São Paulo venceu a primeira partida na competição desse ano. Jogando no estádio Morumbi pressionou do início ao fim. Por conta de alguns desajustes na equipe, e de jogadores que ainda se adaptam ao esquema do Muricy, o tricolor saiu perdendo. Mas aí Adriano mostrou a que veio e anotou dois golos para o São Paulo, virando a partida. O “Imperador” é muito diferenciado. Dá pra ver no jeito dele andar, de pegar na bola. E olha que não sou fã do futebol dele. Não sou mesmo. Mas aqui, no Brasil , é peixe fora d’água. É muito melhor que seus possíveis concorrentes.

Na Libertadores 2008, apenas o Boca Juniors possui um jogador capaz de mudar uma partida em alguns minutos: Juan Román Riquelme. E Riquelme não está sozinho, muito pelo contrário. Anda sempre bem acompanhado de Palermo e Palácio. Talvez falte companhia a Adriano no São Paulo. Talvez não. Mas a verdade é que agora o São Paulo possui um jogador tão diferenciado quanto Riquelme, capaz de desequilibrar uma partida. O que, na minha opinião, destaca São Imperador Paulo e Boca Román Juniors como principais candidatos ao título.

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Guilherme Carravetta