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Devolve-me aquilo que não podes me dar: o sol que estás encobrindo

___Juro que tentei evitar. Tentei, mas não foi possível. Passei a semana toda me batendo com o texto que Rafael Reinehr publicou na semana passada sobre – grosso modo – dinheiro e resolvi acrescentar dois centavos de reflexão ao assunto.
___Não tenho a solução definitiva, mas sei que “a ética protestante e o espírito do capitalismo” não é exatamente o caminho que me agrada. Apresento, portanto, exemplos que podem servir de contraponto.
___Começo por dois exemplos virtuais: eu e o Alex Castro. Nos comentários do texto do Rafael eu já falei um pouco do modo de vida que escolhi para viver. O Alex vive a falar disso no próprio blog. Para conhecer um pouco mais do que ele pensa, aconselho, principalmente, uma olhada em toda a sua série “Prisão Dinheiro”, com adendos e tudo.
___Outros exemplos quase que obrigatórios estão na Literatura. Um deles está em algumas das obras de Jack London; o outro, no seu xará Jack, o Jack Kerouac. Do London, cito como necessária a leitura da reunião de contos do livro Sobre Vagões e Vagabundos, de preferência com a introdução reflexiva que publiquei aqui.
___Por fim, nenhuma fuga do vil metal pode estar completa sem que se lembre de Diógenes de Sínope, o grande filósofo grego que vivia em um barril. Ao escolher viver em completa penúria, o pensador tinha completa liberdade, podia fazer com todo o seu tempo o que bem entendesse e, portanto, era feliz. Não é a toa que nem Alexandre Magno era capaz de ter algo a oferecer que o próprio Diógenes já não tivesse.

 

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M. Ulisses Adirt