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Revista feminina & sexo bom? Baaaahhhh… Me empresta a Playboy aí!

Se você procura em revistas soluções para seus problemas sexuais, afetivos e similares, leia este artigo. De testes babacas às aulas para atingir orgasmo múltiplo na primeira transa, passando por depoimentos lastimáveis, vamos conhecer um pouco mais este universo rentável às editoras e de pouca valia no dia-a-dia de quem as compra. Afinal, não somos devoradoras de homens, mulheres insaciáveis sexualmente ou mal-amadas.

Entre os 14 e 17 anos era ávida leitora da “Capricho”. A revistinha para as teens de minha época tratava de assuntos mornos que condiziam com nossa pouca idade e experiência. Os meninos “lindos” daqueles conjuntos mexicano e americano, as roupas que deveríamos usar, a maquiagem leve, o primeiro namorado, “O” beijo. E nada, absolutamente nada de sexo para nós, garotinhas! Mesmo assim, as edições eram passadas de mão em mão no colégio, nas rodinhas de amigas e os artigos mais “quentes” entre os “mornos” eram discutidos escondidinhos. Hoje, os mesmos problemas existenciais são relatados ali, como se o tempo tivesse parado para os editores. Dietas, os meninos bonitos de Hollywood, testes que mudarão toda uma vida (sic) e, pasmem, “o beijo perfeito” na última edição. Dão até as coordenadas geográficas…

Cansei dessa lega-lenga cedo. Acabei radicalizando e pulando para “Nova”. E foi o caos no solar dos Pontes. “Onde já se viu uma garota de 18, 20 anos lendo essas pornografias?” era a frase preferida de meu pai. As pornografias as quais ele se referia eram assuntos, assim, bem diretos: orgasmo, sexo oral, anal, grupal, contraceptivos, como atacar um homem, etc. Havia também as matérias básicas de saúde, emprego, casa, moda, filhos. Mas o chamariz da revista é, e sempre foi, sexo. Novamente, pouca coisa mudou nas edições posteriores tanto que, discretamente, peguei emprestada a edição de agosto no café da empresa para dar uma folheada e escrever. Os artigos, seguindo a mesma linha da revista teen, pouco variaram durante quase 20 anos: “sexo oral no primeiro encontro pode?”, “a técnica dos 12 minutos, da primeira lambida ao último suspiro” ou “guia astrológico da sedução”. Fora sua seção de moda com modelos caríssimos fazendo estilo “vitrine da Daslu”. Cansativo, não?

Tão cansativo que, outra vez, mudei de revista. Acabei buscando outra editora, que desse uma repaginada em seus artigos. Foi a vez de Marie Claire. Começou bem, diversificando as matérias, tais como turismo, entrevistas longas, mais casa, mais família. Até que… Sim. Quando os editores viram que o nicho ocupado pela “Nova” era mais atrativo e lucrativo, esta também descambou para o “show”. Depoimentos lamentáveis e não criveis de que “fui estuprada e me apaixonei pelo meu algoz”, “eu aprendi a viver minha liberdade sexual sem limites” ou “virei detetive depois de descobrir que meu marido me traía” jogou por terra toda a credibilidade que eu tinha em seus artigos.

Nem vou falar de “Cláudia”, que me faz sentir uma anciã de 200 anos!

Por isso, se eu for escolher uma revista, vou assinar a Playboy. Pronto! Simples assim. Tirando a parte da mulherada pelada que, para isso e mesmo sem as devidas proporções, eu me vejo no espelho que dá no mesmo, ao menos a revista é mais sensata nos assuntos variados. Por ser uma revista masculina, ficando o sexo em fotos, os outros artigos são mais claros, sem apelação, centrados, sem a lavagem cerebral que as femininas tentam impingir nas mulheres. A seção “SOS” é ótima, viagens idem e as dicas de bebidas, carros e presentes são perfeitas para nós, que gostamos de outras coisas além de sexo, cuidar bem do amor, de mais sexo, da casa, do trabalho, de outra sessão de sexo, ou seja, cuidar bem de alguém ou algo. Falando nisso, já leu a deste mês???

 

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Sandra Pontes