• Home  / 
  • SexyTribe
  •  /  Tesão elevado a potência máxima ou compulsão sexual?

Tesão elevado a potência máxima ou compulsão sexual?

“Quero tanto fazer sexo que gostaria de subir num poste e sentar-me nele…”.
Por mais chocante que esta frase seja, ela realmente foi proferida. Por uma mulher em meados dos anos 70 e ouvida por mim atrás da porta enquanto as matriarcas da família falavam sobre essa conhecida.

“Quero tanto fazer sexo que gostaria de subir num poste e sentar-me nele…”.

Por mais chocante que esta frase seja, ela realmente foi proferida. Por uma mulher em meados dos anos 70 e ouvida por mim atrás da porta enquanto as matriarcas da família falavam sobre essa conhecida. Isso, na cabeça de uma criança, deu um nó incrível. O que diabos uma mulher faria em cima de um poste? E o que significava “sexo”? E o que fazer com os dois juntos? A frase caiu num buraco esquecido da memória até que um ator hollywoodiano foi manchete tempos atrás exatamente por apresentar a mesma compulsão que a conhecida da família.

Há pessoas que gostam mais de sexo que outras. Normal, dependendo de estímulo, taxa hormonal e até mesmo oportunidade. Não podemos aqui taxar de compulsivo um casal que mantém de 4 a 10 relações sexuais por semana enquanto outros, uma ou duas.

Já a compulsão sexual independe se é homem ou mulher, sua idade ou disponibilidade (solteiro ou casado), porém, nota-se que a doença, em sua totalidade, atinge 90% de pacientes masculinos. A necessidade urgente de fazer sexo, seja lá com quem ou onde for, é um dos indicativos de que a doença fez mais uma vítima. Nem sempre, na relação sexual, um compulsivo encontra prazer e mesmo o orgasmo é somente uma conseqüência desta busca. Masturbação, filmes e revistas eróticas, busca por parceiros na internet também são variantes. Quando esta busca por imagens e contatos somente visuais ou cibernéticos já não mais satisfazem o compulsivo, ele parte em busca de parceiros que possam suprir essa necessidade. A vontade é tanta que acaba se relacionando com qualquer pessoa, de qualquer sexo. E, o que é pior, sem os devidos cuidados com a saúde, podendo ser mais um portador de DST (Doença Sexualmente Transmissível).

Se isso não bastasse, o compulsivo se isola de seus contatos sociais, prejudica-se no trabalho, pois sua concentração tem foco único: sexo. Se for casado, a parceira não mais o satisfará e sua busca por novas experiências o impulsionará para relações e mais relações. Não. O compulsivo não terá casos amorosos com outras pessoas. Ele terá somente relações sexuais. Ele não busca carinho, aconchego ou cumplicidade. Sua busca resume-se ao satisfazer a necessidade de sexo. Só.

Um caso, grandemente alardeado pelos meios de comunicação, não está embutido nesta doença. Uma garota britânica de 24 anos que, ao ouvir o menor barulho, tem orgasmos. O caso de Sarah Carmen é Síndrome de Excitação Sexual Persistente. Suas áreas genitais recebem maior fluxo sangüíneo e nem é necessário estímulo. Basta um barulho e pronto! Gozou. Ela se isola de grande concentração de pessoas, sons mais intensos e bebida, o que a deixaria realmente numa baita saia justa. Fico imaginando essa garota com uma britadeira por perto. Coitado do namorado…

Mas a compulsão sexual tem cura. Seguindo os parâmetros do AA, o Grupo DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) efetua reuniões para quem busca ajuda em uma de suas unidades, espalhadas por várias capitais brasileiras. Outro recurso é a terapia que utiliza, em alguns casos, medicação para atenuar a ansiedade concomitantemente com as sessões. Raramente é necessária a internação em clínica para um tratamento mais intensivo. Novamente friso: não é a quantidade de relações sexuais que o indivíduo mantém por semana que é ponto determinante da compulsão sexual e sim o grau de satisfação atingido com elas e a necessidade, quase mecânica, por sexo e mais sexo.

O que não podemos pensar é que um compulsivo é um estuprador em potencial e, por isso, deva ser afastado do convívio social. O apoio familiar, da(o) companheira(o) e dos amigos é importantíssimo no tratamento. Mas, antes de tudo, é preciso que o próprio paciente, analisando seu comportamento sexual, entenda que precisa de ajuda e deseje a cura.

E você? Quantas vezes pensou em sexo hoje?
About the author

Sandra Pontes