
modernos trabalhos que remetem não somente a um outro tempo mas também a um
outro lugar que não este no qual existimos e que transformaram minha visão da
arte positivamente.
Talvez eu não seja tão crítico justamente por ser leigo em artes plásticas ou
por não saber criticar, e este é um defeito do presente com o qual tenho que
lidar, hehehe.
Apesar de não concordar com seu argumento, seu artigo atingiu o objetivo de me
fazer refletir. Ah: e se tiver um mecenas moderno para me indicar, estou
precisando de um...



pendurada numa parede de uma mansão burguesa, para orgulho do seu dono. Tudo o mais está descartado, da mesma forma como se fecha os olhos para o que é “feio” ou se tapa o nariz para o que cheira mal, mesmo que a coisa feia e a coisa malcheirosa façam parte da vida cotidiana. Acrescente-se a isso o excesso de erudição gratuita, a necessidade de exibir a técnica, a ansiedade em agradar a sua clientela, e temos uma pintura definitivamente morta. Confesso não saber exatamente, além do que já disse, o que se passa com a obra dos acadêmicos do século XIX que faz seu trabalho tão medíocre e tão distante da tradição da qual eles se pretendem seguidores. Mas tenho um palpite: é uma pintura essencialmente escapista, análoga a literatura de um Tolkien, e tão ruim quanto.












