jogo da morte - 1978
De todos os poucos filmes de Bruce Lee, o póstumo “Jogo da Morte” é, para mim, o mais memorável. Memorável, é bom que se diga, não significa “o melhor”. Seus filmes, na verdade, não eram nem são bons em si. A coisa toda sempre ficou sobre os ombros do belo, esguio, estiloso e miante Lee – com seus pulinhos, gritinhos, roupa colante e o sanguinho no lábio, retirado cui-da-do-as-men-te com a pontinha do polegar. Sim, sim, aquilo hipnotizava a gente.
Fui hipnotizado. Como Tarantino que imitou a coisa toda, inclusive a vingança e o Asics, em “Kill Bill”.
“Jogo da Morte” estava sendo filmado quando Lee morreu, aos 32 anos, vítima de um AVC por ter tomado um remédio que lhe foi erroneamente indicado. Ele tinha deixado várias anotações, storyboards, idéias e um dublê-discípulo preparado para fazer algumas cenas, caso lhe acontecesse algo (como quebrar uma perna ou uma costela numa luta). Quando morreu, Dan Inosanto estava pronto para assumir o lugar do mestre nas filmagens faltantes. O problema era que Lee tinha deixado poucas cenas gravadas. Havia alguns testes de câmera… E seria difícil tornar tudo plausível. O diretor Robert Clouse, o mesmo do anterior “Enter the Dragon”, reuniu o que podia e achou que ficou bom, era o melhor trabalho que havia feito. Ele teve ajuda: a música de John Barry, 007´s style, assim como a seqüência inicial de créditos, também imitando os filmes de James Bond, de um bom gosto conflitante com o conjunto restante.
Ficou bom? Ainda não. Tinha pouco Lee, apenas 11 ou 12 minutos do ator original, num filme de 100 minutos.
Mas qual o motivo do filme ser mais memorável que outros? Além de algumas das melhores lutas de Lee, no seu auge, é em “Jogo da Morte” que temos o combate de Lee com seu amigo e aluno, o maior jogador de basquete dos anos 70 e de boa parte dos 80, Kareen Abdul Jabbar.
Lee tinha, oficialmente, um metro e setenta e um centímetros (exatamente a minha altura), enquanto Jabbar mede 2,18 metros. A diferença é de quase meio metro.
A lenda diz que a seqüência da luta entre os dois não estava pronta quando Lee morreu, ele queria refilmar. Podia não ser tão interessante quanto a competição (no nível pessoal, inclusive) entre Lee e Chuck Norris, mas certamente, se fosse refeita, podia ser a luta entre os dois seres mais estranhamente diferentes da face da terra: um sino-americano nanico, um afro-americano gigante.
(Não consegui embedar o vídeo, veja aqui.)
As complicações por conta da morte de Lee durante as gravações de “Jogo da Morte” serviram de mote para um novo filme aparentemente hilário, chamado “Finishing the Game”, cujo trailer engraçadíssimo pode (e deve!) ser visto aqui.

março 22nd, 2008 às 2:40
Como bom fã - assisti, rigorosamente, a todos os filmes de Lee! -, prefiro “Operação Dragão”, que considero um bom filme de aventura, apesar da presença canastra de Saxon. Mas tem Jim Kelly e Angela Mao (que faz a irmã de Lee).
Vi “O Jogo da Morte” no fim dos anos 70 - e realmente achei fantástica a luta entre o basqueteiro e Lee, principalmente porque é um jogo de área, já que Lee tem de ultrapassar, salvo engano, níveis espaciais até cumprir seu intento.
Muirto bacana.
Animei-me a rever “O Vôo do Dragão”, já que vc falou em Chuck Norris. Só para ter diante dos olhos a luta no Coliseum.
Ótimo.
Valeu.
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março 22nd, 2008 às 12:33
Desculpe minha ignorância juvenil, mas isso na foto é um boneco, né?
Eu devia tomar vergonha na cara e assistir com cuidado a filmografia do Lee. Vagas lembranças de cenas na sessão da tarde não ajudam muito.
Abraço.
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março 24th, 2008 às 9:12
Uma curiosidade Biajoni, foi o seriado Green Hornet (Besouro Verde) que deu projeção a Bruce Lee, Kato no seriado. Ele era o motorista do Besouro Verde. Havia muitas boas lutas no seriado que era mutio visto na Asia e o ajudou a estrelar os três filmes de Raymond Chow,: O Dragão Chines, A Fúria do Dragão e o Vôo do Dragão.
Esses filmes fizeram tamanho sucesso de bilheterias nos cinemas asiáticos que não passou desapercebido em Hollywood. Logo depois Lee já estava rodando Operação Dragão.
Enfim, eu não consigo me decidir pela melhor luta.
Aqui -(http://www.youtube.com/watch?v=QUkB8l1Zee0 )- uma luta do Bruce Lee no divertido seriado Besouro Verde.
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março 24th, 2008 às 10:20
sim, sim, FM, eu via o besouro verde, a melhor música tema de um seriado.
:>)
mas as lutinhas eram bem fajutas, os socos passavam a quilômetros das faces dos oponentes, vai dizer?
;>)
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março 24th, 2008 às 11:50
Realmente , naquela trilha do maestro BIlly May o trompete de Al Hirt (que fôlego) é sensacional. Solando frenéticamente parece um zumbido de inseto. Aquele tema ‘ imprestou’ a ideia do clássico do jazz ‘ Flight of the Bumblebee’.
Tarantino coloca o tema do Besouro Verde em Kill Bill,- acho que foi no II.
Vc tem razão as lutas não eram boas.
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março 25th, 2008 às 12:30
Minha luta favorita é Sylvia Saint versus Rocco Siffredi. John Holmes versus Cicciolina chega perto.
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março 30th, 2008 às 11:18
Declarações de amor em filmes…
Lendo esta entrada aqui, sobre luta favorita no cinema, no blogue do Rafael Galvão eu fiquei com vontade de selecionar a melhor luta e a melhor declaração de amor
Eu sei, eu sei, não tem nada a ver luta com declaração de amor… mas e da…
abril 23rd, 2008 às 11:37
Há um filme em que Bruce Lee faz um papel de um instrutor de caratê de James Franciscus, num episódio de Longstreet (início dos anos 70).
É só checar:
http://www.tvacres.com/char_longstreet_mike.htm
Para os fãs mesmo.
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