Acho que a primeira vez que ouvi falar de “O Hospedeiro” (direção de Bong Joon-ho, maior bilheteria de todos os tempos na Coréia) foi no blog do Adriano.

O trailer me chamou a atenção imediatamente e fiquei na espera, afinal era um filme trash sul-coreano e, oras, atualmente não há ninguém melhor que sul-coreanos para fazer filmes trash de responsa.
Você conhece o filme? Já viu o trailer? Então toma!

Bonzão, né?
Pois o filme é melhor.

Host

É de 2006, passou em poucas salas apenas em São Paulo e o lançamento em DVD permite que a gente veja, reveja, coloque no repeat as partes mais engraçadas, bobas, terroríficas e assustadoras.
Sim, o filme é uma mistureba de estilos com um pé fincado no pastelão; aquele tipo de pastelão que só esse povo de olhos puxados e língua grosseira é capaz.
Até quando falam de amor, os orientais são engraçados, vai dizer?
Eu acho!

A história, para simplificar, é de um pai loser total que perde a filha para um monstrengo feio, uma espécie de bagre-gigante-com-patas. A menina fica refém do monstro junto com outro garotinho órfão.
O pai loser convoca a família para resgatar a filha, já que ele tem a certeza de que ela está viva.
Assim começa uma caçada não exatamente feliz.

O filme critica os Estados Unidos, foge dos clichês totalmente (como, por exemplo, ao mostrar o monstro em plena luz do dia e não naqueles escuros enganadores), não aposta em facilidades…
O Chico elegeu o roteiro como o mais original de 2006. Realmente.

Aluguei o filme, vi sozinho, depois assisti com minha mulher, depois vi com minha priminha, com meus filhos, com os filhos do vizinho e fui assim: reassistindo.
Certamente foi o filme que mais revi em 2007 - e um dos que eu mais revi satisfatoriamente em toda minha vida.
Fiz uma cópia backup - sempre que aparece alguém sem muito assunto em casa eu pergunto: “Já viste O Hospedeiro’?”.
E revejo.

Você ainda não viu?