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Sonetos Estranhos sobre Poética

quinta-feira, 13 de março de 2008

1.

q

que é o poeta?

é aquele que faz poesia, oras!

e poesia, o que é?

poesia, bem… poesia é poesia!

q

é o que eu quiser que seja

pouco me importa a forma,

a norma… isso tudo é prisão do mais puro

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqCONCRETO

1

que me importa se o soneto não parece

tanto um soneto. que me importa?! eu digo: é

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaSONETO!]

então é soneto

se tem começo e tem fim, se não tem, enfim…

que me importa? se é boa ou ruim, se eu digo - é poesia

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqtudo posso na minha poética]
não quero mais saber do lirismo que não é

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqlibertação]

q

2.

q

tornei-me pégasus para voar alto, bem alto

tentei. mas fui um pégasus pangaré

senti-me ridículo, incapaz

d

preso a idéias tão próximas, tão rasas

tão ralo de imagens

e há tanta coisa para ser cantada, tanta coisa…

s

e então comecei a caminhar e observar. caminhar e observar,

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqcaminhar e observar]

- às vezes parava para fumar um cigarro -

na busca muitas coisas aprendi e nada me foi revelado

sim, sou jovem! mas temo que nada de realmente relevante um dia

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqvá ser revelado]

q

então abri o livro e, triste, constatei

que isso já foi cantado por outro poeta

o que me faz lembrar de outro que versou sobra a impossibilidade

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqq de se ter idéias]

filosóficas sobre as quais algum grego não tenha pensado antes,

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqou algo assim]

q

3.

q

poderia dizer que você pode começar a ler por aqui.

poderia dizer que você pode começar por onde você quiser,

(entretanto já seria uma mentira muito difícil de engolir)

mas os versos que seguem, é verdade, esses realmente não tem

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqORDEM]

q

Eu faço assim, mas você pode fazer

assado.

Você pode fazer assado.

Você pode fazer!

qq

VOCÊ PODE!

vc pode fazer axim

só você pode

q

só eu posso, só você, só eu, só nós, só podemos, só, só mente

ISSO é POESIA (???)

Você quer poesia? Você quer? É SUA!

q

q

Isto não é uma postagem. Isto não é um título. Isto não é Arte.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=59K_GGR9tLI

Christian Caselli

ATÉ O ÁTOMO

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

divide-se o poema

estrofes
versos
palavras
fonemas
sílabas
letras
traços
pontos

moléculas de tinta
. . . . .. . . na trama do papel.

ou então:

bytes
bits
elétrons

partículas
. . . . . . . fundamentais.

divide-se
analisa-se
busca-se
. . . … sentido

e perde-se o poema

um poema
. . . . . . . ..não é uma coisa

poesia
. . .. .acontece.

Editorial

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A arte, meus amigos, está aqui

Está ali, lá, acolá

Não está vendo?

Como assim não está vendo?

Abra seus –lh-s

Abra BEM os OlhOs

 

E sinta

           O

       B A R U L H O

                                Da arte

                                               Ateando

                              OG

                            F      O!

 

Ouça o calor!

Veja o odor!

E perceba

Que ela está em toda parte

Até em marte! Está a arte

De quem pensa a dor

E transforma em arte

Que é todo e é parte

 

***

 

A arte do

Do pensador

Selvagem

É lavagem

E secagem

                  Da ______

                        ALMA.

 

***

 

 

A Arte não existe

Os artistas estão aí!

 

Errados.

 

Errando.

 

São Paulos, São Patos

São tantos

 

São sapatos tortos.

 

A mão ou teclando

Tecendo o tecido

 

“e… e… e…e…e…e…e…”

 

Em busca de que?

 

Talvez

Corpos mais vazios

Mentes mais frias

Corações mais dóceis

Mas esse já sou eu falando pelo outro

Amanhã será outro falando pelo eu.

Desmentindo

Tudo que

Agora

Minto.

 

Assim ficaremos, sem receio

radicais postados no(s) MEIO(s)

Dando a cara pra bater

Com a mão pronta para esmurrar

Ou acolher

Será que é nessa ordem?

Não, não de ordem!

Admire a desordem

Dos organismos

Organizados

Para desorganizar.

Para re-ORGANI-zar

 

Para D

     E

             S

           O

        R

                   G

                 A

                       N

                            I

                     Z

                  A

               R

 

Então puxa uma cadeira, traz seu copo e senta aí…

Pode chegar.

 

Tenha calma, eu sei que não há muita ordem

São pensadores selvagens, sim, mas não mordem!

 

Aos versos de Alexandre vou acrescentar dois

Pra ser bem didático, não vai reclamar depois!

 

Por favor, fica a vontade, não repare a baderna

São tantas idéias, nosso lar está submerso.

Venha com a gente passar uma noite na taverna

Sinta-se muito bem-vindo ao ReversodoVerso!