Arquivo da Categoria ‘video’

Saving the Planet

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Aproveitando o embalo dos últimos posts e tendo ido um tanto além da excelente indicação do sr. Pamplona, julgo interessante trazer para cá este vídeo comediante George Carlin.

http://www.youtube.com/watch?v=eScDfYzMEEw

Sensacional conclusão sobre o sentido da vida.

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I got some words of wisdom

domingo, 11 de maio de 2008

Em três dias eu escutei o mesmo disco, em alto e bom som, umas quatro ou cinco vezes, de tal modo que já estou habilitado a cantarolar os versos das minhas faixas favoritas, para o desprazer dos vizinhos, em intensidade similar, esbanjando todo meu inglês paraguaio made in china. Aliás, felizes de vocês, meus não-roommates: morar sozinho é como estar sempre sob um chuveiro.

Pois bem, já comentei sobre disco por e, não satisfeito, estendo o comentário audiovisual para cá, para vossa devida degustação e posterior karaokerização, caso este rock de tiozões — aka Nick Cave & cia. — satisfaça plenamente vosso par de ouvidos.

http://www.youtube.com/watch?v=_U1wzBrAICk

Grinderman - Honey Bee (Let’s Fly to Mars)

A leitora sagaz (dorovante denominada Honey Bee, a nivel de deboche), possuidora de bom gosto musical, já tascou um clique no link acima e provavelmente já está com os pezinhos atolados no solo cinza-escuro da desolação (o supracitado “”), correndo os olhos por sobre o imperativo anglófono — “grab it” — que contém em si as coordenadas para a obtenção ilegal do disco único e homônimo do Grinderman.

Ufa. É ou não é, Honey Bee? E já que estás a clicar, aproveita para contemplar todo o sentimento de No Pussy Blues. Uma canção sempre muito pertinente para nós, os zangões.

Bzzz.

Mudo completamente de assunto para fazer um outro comentário, que não teria lugar em post algum senão precisamente este aqui, e os motivos ignoro.

O fato (e começo sempre com fatos, para termos um bom alicerce), o fato, como vos dizia, é que eu assistia agora há pouco à reprise compacta do CQC — que não levou ao ar a matéria sobre a marcha da maconha — e assim que veio o intervalo pus-me a zapear os canais da minha recém descoberta “TV a gato”, apertando, para isso, no não-anatômico controle remoto, a setinha que aponta para o norte. E lá estava eu, instantaneamente, vislumbrando um edificante programa de relacionamentos da grotesca MTV, onde um sujeito bombadinho estava confinado numa redoma de vidro (eram as regras do joguinho, suponho, mas prefiro imaginar que o infeliz não possuía sistema imunológico), e a apresentadora, vejam só, apresentava ao rapaz uma meia dúzia de pretendentes (“guerreiras”, segundo ela); porém o playboy, estando preso em sua jaula hermética, de cantos arredondados e tons pastéis, via apenas partes das guerreiras num monitor ao lado dele. Nos poucos segundos que me detive ali, apareceu o olho de uma gordinha e o cara, como se estivesse analisando uma obra da prefeitura, foi logo dizendo que ali tinha muito rímel (e ele gostava de garotas “ao natural”, isto é, com uma quantidade de maquiagem ligeiramente inferior àquela), mas que a sobrancelha estava bem delineada e construída. Setinha pra cima.

E fui subindo, subindo e subindo, passando por canais educativos, TVE en español, programas de vendas de carros e eletrodomésticos, etc. Em pouco tempo estava de volta à Band, levemente embasbacado e bastante frustrado (embora não surpreso) com a inutilidade daquilo tudo. E é nesse preciso momento — esta sensação me acomete uma vez por semana, às segundas-feiras, 22h15, aos intervalos — que eu me sinto como um personagem de um daqueles filmes da sessão da tarde, onde um grupo de garotos e um professor de ciências maluco, depois de aprontarem altas confusões, conseguem trazer do passado alguma personalidade histórica ou mesmo um sujeito qualquer, que pode ser tando um burguês do século XVIII quanto um Neanderthal (há uma meia dúzia de filmes com este mesmo “argumento”). E eu me sinto, pois, justamente como o personagem trazido de algum século anterior ao corrente, fascinado pela tecnologia do televisor e que observa aquilo com muita atenção, sem entender nada.

E dessas zapeadas, vos digo, eu pude tirar uma importante conclusão: a única coisa boa do caso Isabella é a madrasta e a pior de todas as coberturas é a evangélica, que vê na defenestração da menina mais uma obra do ardiloso Satanás-aleluia-glória-a-deus-nos-dê-dinheiro.

Portanto, também não foi à toa, Honey Bee, que escutei o mesmo disco umas quatro ou cinco vezes, entremeadas por outras tantas audições: a salvação está na música.

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Ainda sobre a Marcha da Maconha

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Eu tinha perdido o programa CQC dessa semana e só agora vi que eles fizeram uma cobertura da Marcha da Maconha em São Paulo e no Rio de Janeiro. Aliás, na semana anterior eu até tinha mandado um e-mail pra eles sugerindo esse tema e independente da relevância da minha humilde sugestão (e a de tantos outros, provavelmente), fiquei contente com o resultado. Ficou bem engraçado. Principalmente o finalzinho.

http://www.youtube.com/watch?v=oitCOTTTAvQ

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Rainy Sunday Boogie-Woogie

domingo, 30 de março de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=-dxtUGbCXnI

Boogie Chillen’

Categorias: Música.

Cinema, Glauber e Merda

sábado, 29 de março de 2008

Glauber Rocha veio à tona nessa semana por conta de uma polêmica meio besta. Um Casseta comparou-o com merda e um bando de cineastas foram fazer protestos. A família pensa em processar o sujeito.

Gosto bastante dos filmes do Glauber — e já postei algumas coisas sobre ele aqui –, mas é uma besteira enorme essa reação histérica de alguns cineastas. O Ricardo Soares e o Sérgio Leo fizeram posts interessantes sobre o assunto.

De minha parte, trago um trecho do programa Abertura, onde Glauber fala da péssima situação do cinema nacional. Se não me engano, o minuto final dessa gravação aparece no documentário Labirinto do Brasil (2003), do Silvio Tendler. Acho que é um dos trechos mais legais que foram iutubificados. Ei-lo:

http://www.youtube.com/watch?v=SIZ0lBaKUNg

Categorias: Cinemascope.

10 Dimensões

terça-feira, 25 de março de 2008

O Marcos, lá do Hedonismos, fez um post interessante e por causa dele acabei me lembrando desse vídeo que levanta a possibilidade de existirem outras 7 dimensões além das 3 mais óbvias que já conhecemos.

Longe de misticismos, esoterismos e outros paulo-coelhismos, a animação traz uma argumentação sensata, embora, no fim, não explique muita coisa — trata-se de um teaser para um livro e as respostas, se existirem, devem estar lá. Ainda assim, deve servir para tirar o sono de alguns.

Categorias: Arte e Etc..

Hot Hot Sex

sábado, 8 de março de 2008

Caí na besteira de ir ver o vídeo de Music is My Hot Hot Sex, da banda Cansei de Ser Sexy, por causa de toda a polêmica que está rolando e agora a frase final fica martelando na minha cabeça sem nenhuma perspectiva de se desvanecer no meu emaranhado de neurônios.

Tem algo que me agrada na voz na garota — o que mais esperar de alguém cujo nome artístico é Lovefoxxx? — e devo dizer que foi genial a idéia de fazer um videoclipe onde os músicos não tocam nem cantam a música em questão. Eles quase o fazem, como se tivessem juntado as cenas do aquecimento ou ensaio. É simples e ao mesmo tempo bem bolado.

Eu, que não gosto desse tipo de música, vi o vídeo mais de uma vez. Acho que a explicação para o número absurdo de visualizações tenha algo a ver com tudo isso.

Categorias: Música.

Curta de Quinta ou quase isso

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ok, não é exatamente um curta, mas vale pelo conteúdo e pelas associações que o Bruce Dickinson faz para encaixar o contexto do show com a música seguinte (Rime of the Ancient Mariner). Havia, de fato, umas 3 ou 4 camisinhas cheias voando para lá e para cá; há, também, um lago no fundo do lugar do show e, porra, a Pedreira Paulo Leminski nada mais é do que um grande buraco no chão — aliás, um belo buraco.

This is what no to do if a bird shits on you

http://www.youtube.com/watch?v=vDcrKq28unI

Tem mais trechos porcamente gravados aqui, pois era realmente impossível filmar alguma coisa direito. E não foram todos que conseguiram atravessar a fronteira de seguranças empunhando suas câmeras para efetivamente run to the (Paulo Leminski) hills.

Esse post serve mais como uma “piada” interna, já que está direcionado aos companheiros que passaram horas em pé na fila gigantesca e, depois, se digladiaram por um bom lugar. Como diria o pessoal do AC/DC, que também precisa dar as caras por aqui: we salut you!

Ainda estou ligeiramente avariado e com a voz meio rouca, mas valeu a pena. Pude saciar a vontade (ou necessidade) de ir a pelo menos um show do Iron Maiden, mesmo que ultimamente eu não tenha escutado tanto quanto já o fiz, digamos, somewhere back in time.

Categorias: Curta de Quinta.

Um Quase-Trackback Audiovisual

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=zT2MavSyIiY

Retorno rapidamente ao assunto do Campus Party só para mostrar esse vídeo que está aí em cima, sobre as já citadas proibições impostas pela organização do evento. Quem começa dando o seu depoimento é o Daniel Duende e, para minha surpresa, este humilde blog está ali aberto no navegador do notebook dele. E, claro, o melhor (e a verdadeira surpresa) foi ter a piadinha que fiz citada pelo Daniel.

Tem uns comentários legais dos participantes e a parte final, com o Sérgio Amadeu, também é bem interessante. Aliás, é um bom contraponto ao que eu escrevi aqui. Assistam — ou pelo menos vejam os primeiros 30 segundos, ok?

Categorias: Vulgar.

Clarice Lispector

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

No ano passado eu tinha visto na TV Cultura o finalzinho da entrevista da Clarice Lispector, realizada em 1977. Procurei, logo depois, pelo programa completo em vários desses sites de vídeo, mas nada encontrei.

Vi, então, nessa semana, no blog do Leonardo Bernardes, que a entrevista andava escondida na imensidão do iutube. São três partes (ou quatro, com esta). Excelente.

Não Pare de Fumar

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Transe

Não, não é uma ironia. Nem uma piada.

Também não é uma manifestação indireta de repúdio aos fumantes e tampouco um incentivo para que morram mais cedo. Mesmo porque essas coisas fazem parte do repertório apocalíptico daqueles que enchem o saco dos outros para que parem de fumar — o que não é o meu caso, pois estou dizendo justamente o contrário. E, novamente, não é uma ironia.

As pessoas adoram mandar nas outras. No caso do tabaco, eu ouço apenas dois tipos de imperativos diferentes: o dos chatos que bradam o clássico “pare de fumar” e o dos donos de empresas do setor que, também inconvenientes, gritam o seu “fumar é legal.” Quer dizer, agora eles apanas sussurram por aí, meio que subliminarmente, nas padarias e nos botecos, já que foram afastados da onipotência televisiva.

E como qualquer pessoa normal, este que vos fala também é acometido por certos ímpetos totalitaristas, mas que, felizmente, revelam-se efêmeros e quase indolores. Pode não parecer, mas sou uma pessoa mais ou menos boa.

Enfim, apesar de soar como uma ordem, o título não-irônico deste texto pode ser entendido mais como um conselho amigável do que como um terceiro imperativo — muito embora ele tenha suas semelhanças com o que repetem as grandes empresas. Profiro-o, pois, justamente para dar ao leitor fumante uma alternativa mais agradável e plausível, condizente com a realidade dos que fumam porque gostam nesse mundinho tão hostil e intolerante.

Expressão facial que ilustra bem o

Eu, por exemplo, fumo esporadicamente. Naquelas madrugadas longas e silenciosas, escorado na janela e olhando para o Nada, um cigarro cai bem. Um maço, comigo, dura vários dias. Poder-se-ia até dizer que sou como um fumante semi-passivo (ou semi-ativo), como um proto-fumante, um quase-viciado, um semi-dependente, um fumista parcial, um (por que não?) incompleto “idiota”. Eu sei, leitor mal-cheiroso, mais ou menos como você se sente.

No entanto, o meu imperativo, sem fins lucrativos ou homicidas, é pra ser entendido como um belo e sonoro “fodam-se”. Aos chatos, claro. Pois me incomoda essa preocupação excessiva que as pessoas têm com a saúde alheia: se eu fumo, se eu bebo, se eu uso drogas, se passo o dia inteiro vidrado na Rede Globo, se eu me alimento apenas com fast-food ou se tudo o que leio são “livros” de auto-ajuda, isso é um problema exclusivamente meu.

(Ok, nem tanto. Ler auto-ajuda passa a ser um problema para as pessoas próximas também, uma vez que os leitores dessas coisas tornam-se tão chatos quanto os Testemunhas de Jeová que costumavam me acordar no sábado de manhã. Citei esses panfletos apenas pela força do exemplo, espero que compreendam.)

O que eu quero dizer é que a exaltação ao bem-estar e a busca desesperada por qualidade de vida (seja lá o que isso realmente signifique) deveria ser voluntária e pessoal, e não motivo de campanhas e histeria coletiva. Deixem os fumantes fumarem, ora! Se isso lhes dá prazer, se lhes faz sentir bem, ótimo. Prazer é “qualidade de vida” também, não é? Quem acha que esse prazer não compensa os riscos à saúde, simplesmente não fuma. Por que havemos de complicar as coisas?

Continuem, pois, fumando tranqüilamente: cada um faz o que quer — e eu sei que esta é uma frase já calejada e pouco original, mas alguns se esquecem ou ignoram até mesmo as constatações mais triviais.

Oh Mal-cheiro...

E ainda, o que acho curioso, tem gente que se empenha, por motivos ocultos, em decorar discursos anti-tabaco, em citar estatísticas e pesquisas, em falar de câncer, de problemas cardio-respiratórios e outras tantas complicações — vocês conhecem esses tipos — mas que acabam se revelando pessoas infelizes e, claro (e talvez por isso mesmo), incômodas. Ao invés de gozar de seus prazeres, atrapalham o gozo alheio. O que é, para dizer o mínimo, uma baita sacanagem.

Sei que há aquele argumento hipocondríaco dos fumantes passivos, que afirmam estar morrendo aos poucos. Paciência, colegas, todos nós estamos. E o cigarro não é lá um ícone muito importante em nosso avantajado panteão de problemas — a não ser que surjam com um estudo científico dizendo que os fumantes são os principais responsáveis pelo aquecimento global; daí eu me rendo e aceito as pedradas.

Para os que chegaram até aqui sem fazer cara feia, um vídeo, que nesses tempos digitais também vale mais do que um punhado de palavras, do comediante ianque Bill Hicks (falecido, sim. Câncer. No pâncreas):

http://www.youtube.com/watch?v=w9ySCcnoo3c

Trecho da apresentação chamada Sane Man.
Se lhe agradar, ela está disponível no iutube também.

* * *

Texto inspirado, numa madrugada longa e sem cigarros, por este bom artigo da Ariadne Rengstl. Ou melhor, por um dos comentários deixados por lá.

A Cura para a Insônia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Por Alfred Hitchcock:

http://www.youtube.com/watch?v=09Zsd858KQs

Essa realmente é tiro e queda.