continua valendo
Então parece assim que às vezes a vida passa, e a gente fica assim tanto tempo sem nem dar bola para os nossos amigos, leitores, conhecidos, desconhecidos, aquela meia dúzia que quer saber afinal de contas o que anda acontecendo com a lulu, ou não, simplesmente gosta de ler o que acontece aqui pelo diário e meio que se acostumaram, sei lá, e sabem? eu tinha me decidido que ia começar os posts já anunciando logo o assunto, para que os muito ocupados lessem logo as primeiras linhas e já soubessem quem quando onde e como , e não consigo. As manchetes que me perdoem, mas não ter a mínima idéia de onde vou chegar é fundamental. Pelo menos, às vezes.
Porque às vezes a gente não sabe. Porque às vezes nosso pai vai lá e meio que adoece de novo, nada de grave, mas alguma coisa, mas nada que permita assim nenhuma síncope nem nada. Um talvez, que já é o suficiente para ressuscitar essas páginas por aqui tão esquecidas, as pobres.
gente, então vou contar: a lulu está meio que assim namorando. E é chavão. é até meio chato e é definitivamente um grande descerviço à literatura ( ai meus sais de modéstia ) mas quando eu estou assim meio que feliz ( porque falar de felicidade inteira é quase um pecado) escrever não é assim mais tão, tão fundamental. Sim meus leitores, não tenho escrito por plenitude, e falta de tempo também, mas uma coisa tem a ver com a outra.
e sei que muitos querem e talvez estejam mesmo morrendo de vontade e curiosidade de saber afinal o que aconteceu, quem quando onde e como, mas aí vem essa coisa de também de repente não querer contar, porque algumas coisas da vida são da alçada dos particulares, que a gente deixa para a gente, e basta contar por aqui que parece que sim. Parece que sim.
e então queria dizer que a aventura da vida continua valendo. e que por enquanto é isso. e só. e tanto.
maio 31st, 2008 às 19:40
Lulu, havia lido seu post sobre Maria Antonieta de Sofia Coppola e, outro dia, quando finalmente assisti o filme me lembrei dele. Fui la no google, o achei e reli, e queria comentar. Engraçado, concordo contigo até um certo ponto. Quando vc critica a mudança de postura depois que ela se torna mãe, discordo. Porque no filme, da forma como é mostrada, parece simplista mesmo, mas comigo aconteceu algo não igual, mas que dá pra traçar um paralelo. Depois que me tornei mãe, rolou sim uma mudança radical, e me tornei extraordinariamente mais simples e passei a valorizar coisas que até então não faziam parte da minha vida. Passei a enxergar muitas coisas de forma totalmente diferente, e consequentemente de uma forma mais crítica, o que me levou a mudar muita coisa, e tomar decisões totalmente “outside the mainstream”, o que não foi fácil, mas está sendo gratificante e estou muito mais feliz, vivendo de forma muito mais respeitosa comigo mesma, com minha essencia, do que antes.
Quando vc falou em “vidas esvaziadas de afeto e experiências humanas de fato, vidas cada vez mais abundantes por aí” me vem na mente exatamente o que tem me movido nos ultimos anos: criar minha filha de forma que ela seja exatamente o oposto disso, portanto capaz de fazer escolhas honestas e ser feliz. Isso tem a ver com a criação, com nossa filosofia de vida em família e, mais a frente, com a educação formal dela. E vc, como professora, deve entender do que estou falado. Tá muito difícil de encontrar uma escolinha pra ela numa sociedade em que as pessoas com o mesmo nivel social que a gente pensam que o melhor é colocar uma criança de 1ano e meio numa escolinha que prepara para o “vestibulinho” do Santo Agostinho (uma escola super tradicional aqui do Rio, considerada a melhor pra quem está pensando no vestibular, pós graduação e no futuro do filho como CEO de uma grand empresa).
Beijo
Renata
maio 31st, 2008 às 20:11
Ops!
que bom reler seus “desabafos/pensamentos” sinceros, e ainda por cima concordar!
Eh mesmo quase um pecado ser feliz! Eu mesma quase me pego nao me permitindo as vezes, quase q me auto-boicotando ou sabotando a propria.
E ser por inteira! o tempo todo entao? e a culpa de olhar em volta, e querer se declarar feliz com tanta desgraca?
E ainda de nao querer conta o real motivo, declarar a todos e assumir assim, dizer que nao que nao conta! Dificil ir contra a curiosidade alheia! E que ainda assim muitas coisas nao deixam de existir, mas ficam menos importantes, mudam os valores! e as prioridades!
E mesmo assim CONTINUA VALENDO!
eh isso ai!
E bom mesmo eh ter forca e coragem de continuar seguindo em frente, mesmo que as vezes nao se sabe ao certo aonde se quer chegar!
junho 1st, 2008 às 5:33
E ai Lulu, porque não vai mas para a Russia?
Problemas para tirar o passaporte? hehehe
beijos
junho 2nd, 2008 às 8:50
Lulu,
Seja mais feliz a cada dia mesmo que leitores fieis (uia!) como eu tenham que ler menos linhas suas.
Mas só não pare por inteiro ok? E, sempre que tiver tempo ou vontade, passa lá no meu canto.
Beijos.
miranda
junho 3rd, 2008 às 16:51
Eu acho que se apaixonar - vc não disse isso, mas eu tô aqui elocurabrando …- além de ser bom - er…quase sempre, quase sempre - ainda gera textos deliciosos.
Eu vou adorar ler a Lulu apaixonada.
beijão.
junho 3rd, 2008 às 20:31
Lulu,
É muito bom ver os amigos felizes.
Beijo grande
junho 6th, 2008 às 22:02
“elocubrando”….(correção, ops)