Donato, go home!
João Donato é um dos grandes, ao piano. Tem pelo menos dois discos antológicos: A Bad Donato e Piano of João Donato -The New Sound of Brazil, duas obras-primas que caíram no gosto internacional e o projetaram no hemisfério norte. É um dos artistas fundamentais da Bossa Nova, ao lado de Jobim, Gilberto, Menescal, Sérgio Mendes e Vinícius. É bem recebido em todos os lugares aos quais se dirige: o público reconhece-o como um expoente, quer ouvi-lo, quer que ele interaja com a platéia, quer vê-lo sorrir e chefiar os músicos que têm o privilégio de dividir o palco com ele. Esse é João Donato, admirado por todos - menos pelo povo de Vitória, ES.

Hoje, segunda-feira, 21, João Donato apresentou-se no projeto Vitória Bossa Nova. Estava acompanhado de Jessé Sadoc (trumpete), Ricardo Pontes (sax), Robertinho Silva (bateria) e Luiz Alves (contrabaixo). Um supertime de impressionar qualquer ouvido, mas a platéia não se impressionou. Aliás, nem deu muita bola. Era mais fácil ouvir burburinhos, gritos e conversas do que as esplêndidas performances dos músicos. Não perdoaram nem a música doméstica. O Afonso Abreu Trio abriu o show. O pianista, Pedro Alcântara, executou a melhor versão que já ouvi de Zíngaro (que muitos chamam de Retrato em Branco e Preto). Não lhe deram muita bola. Nem a ele nem aos outros dois componentes do trio, dois excepcionais instrumentistas, Marco Grijó (bateria) e o próprio Afonso (contrabaixo).
João Gilberto dizia que show tem de ser pago - e de preferência caro. O público precisa gastar para respeitar o que vai ser visto e ouvido. Shows gratuitos são para bandas de rock, não para músicos de verdade. Em parte ele tem razão. O público que lotou o antigo armazém 5, do Porto de Vitória, ignorou, de cara, Miéle - sim, o próprio, Luiz Carlos Miéle, testemunha ocular, auditiva, tátil e sentimental de tudo o que foi realizado em Bossa Nova. Falou para poucos, contou algumas ótimas passagens sobre Tim Maia, Roberto Carlos e Jorge Goulart. Foi um mestre de cerimônia de luxo. E o público nem tchuns: comportou-se como se todos aqueles que subiam no palco tivessem apenas um propósito: criar música de fundo para conversas fúteis regadas a skol e batatinhas fritas.
Sei que toda generalização é burra. Havia gente prestando atenção ao show. Muitos - como eu - foram ao centro da cidade para ver o mitológico João Donato e seu grupo. Sei que muita gente ficou satisfeita, principalmente porque conseguiu ignorar o barulho irritante que era feito pela maioria. Eu não consegui. Incomodei-me. Sou chato, eu sei. Em alguns momentos, virei-me para constatar, visualmente, o que eu só percebia por ouvidos. Vi gente de costas para o palco, em conversas animadas, flertes descompromissados, diálogos fúteis. O que significa isso? Eu sei. Esse tipo de comportamento quer dizer “Vá para casa, João Donato, e não volte. O que nós gostamos, de fato, é de Ivete, de Jota Quest, de Bruno e Marrone, de Asa de Águia. Neles prestamos atenção, com eles gastamos dinheiro.” Triste, triste.
julho 22nd, 2008 às 12:03
Estive no show, Grijó, e gostei, mas vc tem razão. O púbico é mal educado mesmo. Meu pai saiu antes da hora, estava zangado. Mas vc tem razão sim, show dessa categoria tem de ser pago, as pessoas tem de meter a mão no bolso porque senão não valorizam. Agora eu pergunto: por que sair de casa, numa segunda à noite, ir até o centro, enfrentar flanelinha e tudo mais…pra ficar de conversinha enquanto o show rola? é demais mesmo…mas olha Grijó, não sei se vc percebeu, o João Donato não estava nem aí. Brincou com o público, bateu palmas, etc. Acho que ele estava tocando para ele mesmo…rsrsrs..bjuss
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julho 22nd, 2008 às 12:37
Olá! Grijó…
Por aqui em São Paulo também já me deparei com lamentável situação…
Mas, realmente é muito difícil encontrar um público interessado na apresentação de artistas quando da atividade gratuita, embora já observei platéias hipnotizadas aqui em campo aberto no Ibirapuera… Quanto ao João Donato, imperdivel…
Ainda não conheço o “som” do Afonso Abreu Trio - vou pesquisar por aqui…
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/
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julho 22nd, 2008 às 12:40
Ruim ou não, essa é a nossa cultura. É o nosso modo de ouvir a música que não nos convém no momento.
Tenho quase certeza que as pessoas não foram pra assistir João Donato. Foram, sim, para tomar umas cervejas e se divertir. E o que João Donato tem a ver com isso? Aí eu já não sei, fica a cargo do contratante do show e da consciência do músico.
Show tem de ser pago? Acredito que não. O dinheiro dá mais valor à música, mas só para quem é boçal mesmo. Se o João Gilberto se contenta em tocar para um bando de boçais adestrados pelo preço do ingresso, o problema é só dele.
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julho 22nd, 2008 às 12:47
show tem de ser gratuito? Quer dizer que o artista rala um bocado, pratica, estuda, para fazer show de graça? E João Gilberto é que é boçal?
Tenha santa paciência!!! Isso é mentalidade subdesenvolvida mesmo.
“Ruim ou não essa é nossa cultura.” De onde saiu essa pérola? Essa é a cutura de alguns, cara, mas nao de quem respeita o artista e a arte. Arte precisa ser consumida, sim, mas de forma profisional. Essa deve ser SUA cultura…não minha.
Tem cada uma!
Tenho de rir. Vc entra clandestinamente nos shows, cara? hahaha…”o dinheiro dá mais valor à música, mas ó pra quem é boçal mesmo”…que gênio!
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julho 22nd, 2008 às 12:50
Você sabe como são as pessoas!
Se um dia o João Donato tocar em minha cidade, mesmo gratuitamente, as pessoas certamente o deixarão de lado por uma bestialidade chamada “arrocha”, moda musical do momento aqui na Bahia.
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julho 22nd, 2008 às 13:12
Infelizmente a boa música é apreciada por poucos… o povão gosta mesmo é de Ivete Sangalo e tals. Mas, o importante é curtirmos o show e não dar atenção a quem incomoda. Azar o deles que estão perdendo ó show, não?!
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julho 22nd, 2008 às 14:54
Concordo plenamente que show deve ser caro, e muito. E incluo aí oo teatro. Eu sou ator e vejo que, na minha cidade, as pessoas só vão ao teatro quando a peça é de graça (e olhe lá) ou quando é um besteirol vindo do circuito Rio-São Paulo com algum ator Global.
Olha! Estou em uma fase de buscas por novos sons. Sou louco por músicas instrumentais e, de sempre, por trilhas sonoras. Tô achando seus posts sobre músicas super interessantes e bem-vindos. Ando experimentando cada som que você apresenta por aqui.
Tenho que ver o que você já mostrou lá pra trás!
Abraço!
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julho 22nd, 2008 às 15:14
Eu não fui ao show porque estou aqui, no Rio, não fazendo nada, de papo pro ar, mas sempre atenta ao blog, mr. Grijó.
Agora, essa de show ter de ser gratuito é boa, né? Que idiotice. Esse deve ser daqueles que curtem Engenheiros do Havaí. (rsrsrs)
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julho 22nd, 2008 às 15:36
Eu também fui ao show, Grijó, até te vi por lá, e também percebi o que você falou. Eu, infelizmente, cheguei um pouco mais tarde, devido ao trabalho, e tive que assistir de pé, o que me prejudicou bastante. Até conseguir achar um local bacana para ter uma melhor visualização, conseguir ouvir melhor o som, foi demorado.
Quanto ao público, até em shows pagos existe isso que você falou, das pessoas deixarem a música em segudo plano. É lamentável. Mas, quarta feira estarei lá para assistir o Menescal. Vai aparecer também, Grijó?
Abraço!
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julho 22nd, 2008 às 15:56
Acho que não, Renan.
já vi shows do Menescal - e gostei -, mas não quero me arriscar a presenciar as cenas lamentáveis que presenciei.
De repente até mudo de idéia…vamos ver.
Abraço.
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julho 22nd, 2008 às 16:02
Passando pra deixar uma beijoka e xeretar um pouco…
Que bela oportunidade de show hein!Realmente é uma pena que o povo se comporta assim tão deselegantemente…
Infelismente é um problema cultural… ou falta da mesma.Falta de educação, de memória.
Engraçado que deixei na caixinha de musica do Pitacos da naninha umas musicas com o João Donato, que eu amoooooo!Beijos
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julho 22nd, 2008 às 16:24
Prezados,
Como carioca de Vila Isabel, terra de Noel, prefiro abstenção à crítica. Que os capixabas fixem o espelho.
Mas que tenho saudades da Sala Cecília Meireles, isso eu tenho. Na Lapa…
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julho 22nd, 2008 às 18:24
Realmente a falta de educação das pessoas atrapalha e muito, neste final de semana estive em um show em São Paulo, era impossível de se assistir.
Seu blog é muito bom, gostei do post sobre Batman
Eu poderia falar para vc continuar assim, mas você já ta com o blog há 1 ano, então eu só posso dizer: parabéns.
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julho 22nd, 2008 às 19:10
É um absurdo que algumas (muitas) pessoas compareçam a esses shows e procedam desta maneira, desrespeitando os músicos e as outras pessoas interessadas em apreciar a boa música. Eu também fico uma “arara” quando isso acontece.
E acho que não faz muita diferença o fato de o show ser ou não pago; eu já presenciei situações em locais pagos, em que pessoas que reservam mesas junto ao palco (o que demonstraria interesse em ver/ouvir melhor) e que passaram a maior parte do tempo conversando, rindo alto, incomodando os demais.
É mesmo “de lascar”…
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julho 22nd, 2008 às 19:19
Respeito a opinião de vocês quanto a questão do show ser ou não caro. Embora, nem todos tenham dinheiro para investir (e não gastar) em espetáculos como o de João Donato.
Apesar da situação lamentável, creio que oportunidades como esta são raras e mesmo sob forte indiferença (da parte de seres insensíveis à boa música), são únicas, mágicas.
Penso que a boa música não deve estar ligada à posses, mas sim a questão cultural. Grande parte da população brasileira se mostra incapaz de perceber os acordes, as melodias e o trabalho artístico e técnico da Bossa. O que é uma pena.
Contudo, há quem goste de gêneros mais refinados, mesmo sendo afastado deles por meio de suas condições finaceiras.
Como espaço democrático que é, deixo a minha visão acerca das afirmativas acima. Concordem ou não, é uma opinião.
Abraços e continue promovendo a cultura, como você faz a mais de um ano.
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julho 22nd, 2008 às 20:20
Grijó,
Lá estive, desde o começo. Discordo quando você diz que o problema foi o público. O problema envolve outros fatores, também básicos: a estrutura do ambiente (acústica) e os técnicos do som. O galpão ficou fechado durante um tempão para reforma e nada fizeram para sanar as dificuldades acústicas.
Quando Pedro “neneco” Alcântara começou a dedilhar no piano, mal e porcamente era possível ouvir as oitavas mais agudas (mesmo assim sem nenhuma dinâmica - ouvia-se apenas o “pico” das notas) - a mão esquerda, que zela pela harmonia, foi anulada. O baixo do Afonso estava uma catástrofe e a bateria do Marco Antônio ficou pífia.
A cantora (boa, aliás - ouvi em outras oportunidades) sucumbiu ao caos e soou desafinada como um camelo no cio. Sacanagem das grossas com os músicos.
Comentava com colegas: será que o timaço que vai entrar em campo conseguirá “tirar leite de pedra”? Eles não conseguiram. Logo na abertura, com a deliciosa Amazonas, não foi possível ouvir a flauta e o piano ficou a mesma droga. Quando o naipe atacava era uma catástrofe. Luiz Alves sofreu com microfonias horríveis. Eu saí logo após a primeira e fiquei na porta, indignado com o tratamento oferecido aos grandes nomes que ali se apresentavam. O burburinho do público me incomodou menos do que esses fatores (aliás, muitos que conversavam tratavam desse tema: o som ruim).
Depois do show fui ao camarim conversar com a rapaziada (estavam com semblante que não disfarçava a consternação - insatisfeitos, mesmo - principalmente com o som). Pedi a benção e saí. Para mim, eles são músicos que não precisam da apresentação, já para boa parte que lá estava, por não conhecer a história nem a competência deles, pode ter saído com a idéia equivocada que os músicos não prestam.
Um bom som, meu caro, faz com que os ouvidos, mesmos inexperientes com determinadas linguagens musicais, sejam receptivos e que as bocas se calem.
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julho 22nd, 2008 às 20:33
Isso nem se discute, amigo Salsa. Assim ue Pedro bateu a mão esquerda no teclado, virei-me para minha consorte e disse que a acústica não ajudaria. Sim, sem dúvidas houve prejuízo sonoro para todos os músicos. Mas isso, creio eu, não justifica a atitude provinciana do público.
Era o quê? Reencontro de amigos? Vamos colocar o papo em dia, aproveitando que não desembolsamos nem um centavo?
Vc mesmo viu que o JD, lá pelas tantas, não conseguiu levar adiante o tema escolhido (nem me lembro qual foi). Problemas com o som, deduzi, mas não era só isso. encontrei Miéle, na saída, e comentei com ele sobre o ocorrido. Miéle disse que estava chateado, mas “não somente com o som”.
Salsa, vc é músico e sabe o quanto é fundamental que se ouça o que vc toca. A não ser que a proposta seja “música para seu almoço”, “som para seu bate-papo”. Se a proposta é essa, tudo bem.
Mas ali não era isso.
Valeu.
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julho 23rd, 2008 às 0:57
Já conhecia o João. Muito bom mesmo.
Abraços!
http://www.debateaberto.zip.net
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julho 23rd, 2008 às 1:03
Eu achei que isso só acontecesse aqui. Sempre me irrita, independente da fama do artista, mas num caso desse, onde o peso do tempo e da dimensão da obra seja tão presente, me entristece.
Mas mais do provincianismo, acho que é falta de respeito. Concordo com o que tu disse no teu comentário logo aqui acima, é mais ou menos o que eu penso sobre lugares para as coisas. Só acho que vivemos numa sociedade onde o cerimonioso é tão ritualizado, que quando a coisa não é assim, ninguém respeita.
é triste.
mas morri de inveja de ti que pode estar lá e mesmo assim, aproveitar um pouco. parece que foi um espetáculo completo no que toca aos artistas.
abração
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julho 23rd, 2008 às 12:23
Concordo com o Grijó, o Salsa o Eleison, Carlos Porto, Rubinho Gomes e Oleari. Que coisa é esta, colocam apadrinhados de políticos para administra locais onde profissionais deveriam estar atuando dá nisso. Infelizmente.
Um abraço a todos que sofremos juntos com nossa esposas. Vamos acabar com o centro da cidade desta forma. Osvaldo
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julho 23rd, 2008 às 16:24
Cara, isso é realmente triste, principalmente porque acredito que a gratuidade deveria ser o melhor incentivo para o crescimento cultural de quem não pode pagar duzentos mangos para ver algum mestre da bossa tocando. è questão de cultura e educação no geral também, tenho certeza de que, em algum lugar do universo, algum público conseguiria respeitar um show gratuito até mesmo do Elimar Santos! Logo o João Donato que, podre de bêbado, falou pros caras do CQC que quer morrer antes da gravação do Crew. O cara merece respeito!
è isso aí, abração!
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julho 23rd, 2008 às 22:24
É verdade, Caio.
Seria fantástico se chegássemos a um nível de educação que nos proporcionasse consumir, de forma civiizada, eventos artísticos sem pagar.
Quando?
Abraço.
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agosto 14th, 2008 às 18:00
Professor Grijó.
Parabens pelo site.Belo texto,como sempre…Diziam…as nossas tias:”peido de feijão frio,derruba prédio e afunda navios…”
A vida é assim mesmo;a BN faz 50 anos debaixo de tanta ignorância tecnológica.A gente , tenha a certeza,preparou tudo com muito amor e dedicação mas,na hora prevalesceu a confusão.
Não se ouvia nada…no ensaio da tarde o ficara combinado ia dar certo,talvez melhor do que ficou.É isso ai.Viva a roça!
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agosto 14th, 2008 às 18:06
Bicho,um abraço apertado.Parabéns pelo site.Belo texto e sua importante visão de jogo…É isso aí.Ignorancia tecnológica .
Tenha certeza;fizemos tudo certo mas não deu…Lamentável.50 anos só daqui a 50 anos;e quem sabe,tomando um bom vinho e tocando violão baixinho só pra gente…isso é bossa nova,isso é muito natural.Um grande abraço do Afonso Abreu
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