PEQUENOS INCIDENTES OCORRIDOS NA PALESTINA HÁ CERCA DE DOIS MIL ANOS (1)
— Mulher, cheguei! Mulher! Mas o que é isso?!
— O que é isso pergunto eu! Tu tá enxergando, homem?!
— Não é incrível? Foi um tal de Jerúsio que apareceu na estrada. Cuspiu, passou as mão assim, ói. Fiquei curado.
— Que… que coisa boa!
— Maravilhosa, né? Agora me diga: que faz o vizinho ali no canto do quarto, nu, estirando a língua pra mim?
……………………………..
— A herança veio em boa hora!
— Finalmente a gente vai poder reformar a casa.
— Sonhei minha vida toda com isso, mulher.
— Graças a Deus!
— Pobre menina.
— Sim, pobre. Mas nos deixou ricos.
— Bom, vamos acompanhar o cortejo até o cemitério?
— Vamos, sim. Ué, mas que tumulto é aquele? Tem um cabeludo se aproximando ali do caixão. Que será que ele vai fa… Filho da p…!
……………………………..
— E então, trouxe os figos?
— Pai, a figueira tá morta.
— Morta, o quê! Não faz um mês ela tava vivinha!
— Pois morreu, pai.
— Impossível ter morrido em tão pouco tempo, menino! E agora é que ela ia começar a dar frutos!
— Juro, pai! Ela parece que tá ressecada!
— Preguiçoso! Passa pra cá! Tu vai levar uma surra pra aprender a nunca mais mentir!
……………………………..
— O que é que a senhora tá fazendo aqui, minha sogra?
— Opa! Eu pensei que você tivesse morrido!
— E que malas são essas?
— Bom, como eu pensei que você estivesse morto, vendi minha casa e vim morar aqui com minha filha.
— Morar aqui?
— Bom, agora não tenho mais aonde ir. Vou ter que fi… Não! O que é que você tá fazendo? Larga isso! Não! Não bebe! Me dá! Me dá esse vidro de veneno, Lázaro!
(CONTINUA AMANHÃ)

julho 25th, 2007 às 5:12
Marconi:
Depois dessas gracinhas, presumo que não acalentes a idéia de passar a eternidade no Céu, né mesmo?
***
Não sou muito de elogiar, mas, como estou de de bem com a vida - momentaneamente - lá vai:
Muito bom, seu viadão! Acertou na mosca, de novo (tadinha das moscas)
***
Tô esperando a continuação das Confissões Sexuais, sua besta quadrada! Quando o negócio ia ficar bom parou. Porque parou? Já esqueceu como é que é? (ou foi, no teu caso).
***
Arrá! Eu também sou porreta! Eu também sou porreta! Tá lá no Moacy.
***
Abração. Tenha uma bela quarta-feira com vinho, mulheres e canções.
julho 25th, 2007 às 11:58
Pode me elogiar à vontade, companheiro Jens. Os elogios, vindos do senhor, não me atingem. Já passar a eternidade no céu, acho improvável. Primeiro, porque, segundo dizem, lá não tem uísque. E segundo porque Deus é um sujeito maduro, racional, livre de superstições, de maneira que não acredita em mim.
julho 25th, 2007 às 13:33
Marconi, vc só esqueceu de colocar um Lula das antigas, tomando um homérico porre na águatransformada em vinho…
julho 25th, 2007 às 15:17
Marconi,
outro dia, no Centro Velho de Soterópolis, um perneta, completamente estropiado e com fome, olhou para o céu e ameaçou: “Cabeludo, fique na sua. Se descer novamente, eu lhe fodo todo”.
Não sei se por medo do referido capenga, o fato é que Jesus, que é esperado há mais de doismilanos, até agora ainda não deu o ar da graça.
julho 25th, 2007 às 15:21
Flávio:
A se crer no que falam do ego presidencial, Flávio, não sei se ele tomaria um porre. Mas certamente tentaria transformar a água em vinho.
julho 25th, 2007 às 15:29
El Franci:
O Filho do homem não tinha vindo ainda porque tava com medo. Mas agora que Antônio Carlos morreu, qualquer dia tu esbarra com o divino na arquibancada do Barradão, com radinho no ouvido, mulata do lado e camisa do Baêa (ele torce pelo tricolor, porque o Vitória tá muito associado ao Espírito Santo e há uma certa disputa entre os dois pela hegemonia da Santíssima Trindade).
julho 26th, 2007 às 0:21
Como sempre, dei boas gaitadas ao ler a postagem de hoje. Um abração.
julho 28th, 2007 às 16:53
kuaaaaaaaaaaaaaaaa!
Essa série tá algo… deveria ser utilizada pelas catequeistas na evangelização da pirralhada!
sorte e saúde pra todos!