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A volta, o Gre-nal e os Filmes de Junho

Publicado em 30/06/2008, às 00:02, por Milton Ribeiro


Só noto o quanto gosto deste espaço quando fico sem ele. Problemas técnicos me deixaram longe do blog desde a última sexta-feira. Oh, sim, ficamos sem o Porque Hoje é Sábado e espero não ser processado por esta falta, apesar das ameaças recebidas. É pior ainda quando a mulher cuja presença nos parece tão natural viaja. O momento de adormecer, então… É desalentador. Ainda bem que as duas faltas não ocorreram ao mesmo tempo, pois quando da viagem da segunda, o primeiro já havia retornado. É um precário vaivém de contrapartidas.

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30 horas

Publicado em 16/06/2008, às 10:06, por Milton Ribeiro


As últimas 30 horas do fim de semana foram algo como um carrossel de emoções (como dizia a Bia).

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Kubrick e Spielberg: uma amizade improvável

Publicado em 11/06/2008, às 00:04, por Milton Ribeiro


Sabiam que antes de gravar qualquer canção, Roberto Carlos consultava Tom Jobim a respeito? Só após o OK de Tom é que Roberto aprovava a divulgação de qualquer obra. O Rei ficou inconsolável com a morte de seu mentor. Está confuso. O mesmo acontece até hoje com Paulo Coelho e José Saramago. O mago só manda seus escritos para o prelo se o português lhe diz: tá bom, alquimista, vá em frente. Fernando Sabino fazia o mesmo com Clarice Lispector; se a autora de Água Viva e Laços de Família não lhe escrevesse “Alles klar. Clarice.”, estaríamos livres de Zélia, Uma Paixão.

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Porque hoje é sábado, as mulheres dos filmes de Bergman

Publicado em 07/06/2008, às 00:01, por Milton Ribeiro


Gosto tanto das personagens femininas dos filmes de Bergman, que costumo extasiar-me com suas atrizes. Adoro-as todas, as bonitas e as nem tanto. Este post é feito de registros de alguns filmes do mestre.

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Últimos Filmes Vistos

Publicado em 06/06/2008, às 00:06, por Milton Ribeiro


Fazia tempo que eu não fazia uma listinha dessas, né? Acho até que esqueci de anotar alguns filmes na agenda. As notas ao final de cada linha revelam meu grau de satisfação à saída do cinema e significam algo como isso:

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O Marabá está morto

Publicado em 28/04/2008, às 00:01, por Milton Ribeiro


Não há mais cinemas de rua em Porto Alegre. Todos os cinemas se internaram em shoppings ou em Centros “Culturais”. À noite, não se vê mais placas luminosas de letras quase sempre tortas ou faltantes anunciando filmes. Além, disto, os cinemas reduziram seu tamanho. Já faz tempo que desapareceram aquelas imensas salas em que funcionários com lanterninhas nos indicavam os lugares livres, pois lotavam… A televisão, o VHS e o DVD, aliados à falta de espaço, de tempo e charme transformaram nossas salas em coisas diminutas e bonitinhas, mas com pouco a mostrar na tela. Os filmes mudaram, tornaram-se infantis, acelerados, meio bestas. Suas fórmulas passaram a se repetir como os sapatos à venda nos shoppings e alguns são criados como em série, como Big Macs.

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Tropa de Elite recebe o Urso de Ouro

Publicado em 17/02/2008, às 14:00, por Milton Ribeiro


Dez anos depois de Central do Brasil, Tropa de Elite repete o feito. Fico autenticamente feliz, pois este blog foi dos primeiros a defender o filme quando começaram as acusações de fascismo, etc. Tenho certeza de que o Arranhaponte e o Idelber devem ter ficado bem felizes. Acredito que nem eu nem eles precisemos de grifes para apoiar nossas opiniões, porém, como não somos cineastas, não vou deixar de utilizar o fato de o presidente do juri berlinense ser alguém que saberia reconhecer um filme fascista de longe: o diretor grego Constantin Costa-Gavras.

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Bergman, os Vogler e os Vergerus

Publicado em 05/02/2008, às 20:53, por Milton Ribeiro


Bertil Guve E Jan Malsmjoe Em Fanny E AlexanderPoucos bergmanianos dão importância ao fato, mas sempre me interessaram os nomes dos personagens de Ingmar Bergman e suas repetições através dos filmes. A insistente presença dos sobrenomes Vogler e Vergerus me é particularmente atraente e, cada vez que descubro mais um, fico inexplicavelmente feliz. É como se me apresentassem mais um membro destas previsíveis famílias; por algum motivo, é tranqüilizador. Vogler é o mágico, o sensível, o cômico, o que põe a máscara, o que engana, o que crê, é a fantasia e a liberdade que se opõe aos Vergerus, que representam a razão, a seriedade, o estabelecido, a maldade, o ceticismo, a ciência, a aceitação das limitações. É claro que Bergman considera estar ao lado dos Vogler. Porém temos mais facilidade para lembrar dos maus. Quem esquece do bispo Edvard Vergerus de “Fanny e Alexander” ou do médico nazista Hans Vergerus que fazia experiências com seres humanos em “O Ovo da Serpente”?

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