Licantropo 2 (conto publicado em LICANTROPO, 2001)
Os jornais são engraçados, digo à amiga, que se penteia na frente do espelho. A manchete fala sobre assassinatos no Parque Moscoso, três pessoas dilaceradas por um maníaco que eles vão chamar de quê? Vão dar um título a alguém que eles desconhecem e que nunca a polícia vai encontrar, isso sim, digo eu. A amiga continua penteando-se. Tem longos cabelos castanhos, alguns fios se mostram grisalhos, mas ela não parece se preocupar.
Vão acabar chamando o cara de estripador, eu falo.
Esquecem logo, diz a amiga, voltando-se ao banheiro. Havia tomado um banho demorado, saíra dele com o cheiro perfumado de xampu para cabelos secos, como são os dela. Meu olfato é potente.
A imprensa gosta de violência, eu disse. São necrófagos, pode apostar. Alimentam-se da carnificina, os abutres. A página policial é a mais lida, depois da coluna social, mas aí é outra clientela, fútil, mas não menos rapinante. Estupros, surras, acidentes automobilísticos, matricídios, brigas de casais, facadas, pancadaria. Um homem matou o vizinho com uma chave de fenda, primeiro furou os olhos dele, diz aqui.
Impostos são violência, e a imprensa não diz nada, ela comenta.
O corpo da amiga é bonito, mas não modelar. Seus peitos têm bom tamanho, cabem na minha mão, e não são empinados. Um conhecido meu disse que gosta de peitos levemente caídos, daqueles em cuja dobradura se pode colocar um lápis – e o lápis não cair. A amiga tem ancas que já foram mais bonitas, mas ainda mantêm a graça, abauladas. Seu corpo é ágil, de boa locomoção. Com um cortador de unhas, uma das pernas sobre a cama, inicia o ritual hebdomadário: todos os seus vinte dedos são minuciosamente cuidados, retira-se o desnecessário. Senta-se, recolhendo cutículas e restos de unhas, na cama, enquanto me demoro na página policial. Um grupo de religiosos fanáticos espancou um entregador de pizza.
Vai sair hoje?, ela pergunta.
Ainda não sei, respondo.
Vou dormir cedo, diz ela. Gosto de acordar disposta na segunda-feira. A amiga tem essa propriedade, que chego a invejar. Deita-se e, em segundos, adormece, para acordar sete horas depois, disposta a encarar seu trabalho como manicure.
Notícias do dilaceramento. Três vítimas. Um casal de namorados foi selvagemente assassinado. E mais adiante, no mesmo local, ainda nas redondezas do Parque Moscoso, uma mulher de trinta e cinco anos, identificada como Marlene Peçanha. Todos assassinados na sexta-feira à noite ou madrugada do sábado. O rapaz teve um braço e uma orelha arrancados e a moça, a namorada, foi encontrada a dois metros dele, com um enorme rombo no tórax. Morte instantânea. A mulher de trinta e cinco, Marlene (foto: morena, sem sorrir, 3×4), teve ferimentos profundos na garganta e na região ventral, os dedos da mão direita desapareceram, o fêmur esquerdo havia sido partido como um graveto frágil. A polícia suspeita de um maníaco dotado de extrema força – ou mais de um –, possivelmente sob efeito de drogas, acompanhado por um animal feroz, provavelmente um cão, treinado para matar. As mordeduras sugerem um animal de grande porte. O crime chocou a comunidade da Vila Rubim, onde moravam as três vítimas.
Fecho o jornal, vou até o banheiro, no qual se impregnou o perfume de xampu. No espelho a imagem do meu rosto é a de um homem comum que chega aos quarenta e cinco dignamente: poucas rugas, o cabelo está ralo mas é possível disfarçar, se houver paciência, os olhos ainda trazem a tonalidade jovem dos bons tempos. Do pescoço para baixo sou um tanque pronto para a guerra. Sou alto, lânguido, desenvoltura mortal, peitorais avantajados, braços longos nos quais os músculos se retesam ao menor aviso. Minhas mãos são máquinas de moer carne e vida; em volta do pescoço alheio, são capazes de esmagar as cartilagens traqueais em segundos. Meu abdômen é rijo e minhas pernas são blocos de concreto velozes, meus pés são asas. Não sou bonito, mas, no meu ramo, isso não conta ponto.
Assim que a amiga dorme, visto minha roupa. Caminhar pelo parque, à noite, pode ser perigoso para muitos, mas não para um homem como eu, acostumado volantim noturno. Já passa das onze, as noites de julho não chegam a ser geladas, mas há um certo frio que posso suportar sem necessidade de agasalhos. Caminho vagaroso pela área que foi, no final do século dezenove, um imenso mangue, uma área conhecida como Lapa do Mangal, e que hoje, aterrada e urbanizada, ganhou cor e vida. O aterro, obra de método e zelo, foi concebido durante o mandato de Henrique Moscoso, então presidente da Província – daí ter esse nome, cuja pronúncia não me agrada. Dou a volta no parque durante a noite. Faço o percurso morosamente, poderia assobiar se quisesse, solitário como sempre me sinto – mas no meu ofício é melhor que seja assim. Ninguém no parque. Toda a volta, passando pelas avenidas e retornando à rua José de Anchieta, onde moro, leva apenas alguns minutos, mesmo vagaroso. Nada me interrompe, nem ninguém. Domingo à noite é assim: nenhuma alma, nenhum corpo.
Durante toda a semana procurei emprego. Olhei nos classificados, havia dezenas de ofertas, de vigia noturno a caixa de supermercado, empregos dignos, mas que pagam mal e um homem como eu não pode trabalhar num estabelecimento onde um funcionário é mal remunerado. A questão não é financeira, é uma questão de previdência. Trabalhei como carregador, como porteiro de boate, como segurança num centro de compras. As pessoas olham minhas dimensões e me acham adequado, embora não cheguem a gostar muito da minha cara, estou quase sempre de sobrancelhas tensas, mal encarado, tento disfarçar até, mas é difícil, não estou acostumado a sorrir nem tenho motivos para isso. Nesses lugares você fica sujeito a se relacionar com todo tipo de gente, não pode escolher, não faz triagem, seleção. Por isso é que prefiro me prevenir. Na impossibilidade de manter contato com pessoas de condição mais elevada – educação, escolaridade, higiene –, opto por ficar em casa vendo televisão, andando de um lado pro outro, conversando com a amiga, dormindo, indo ao banheiro.
Em certa ocasião, quando trabalhava como segurança num motel, fui obrigado a apelar para a força, que é o que sei fazer muito bem. Um sujeito grande, devia ter uns cem quilos, forte como uma árvore, surrou as duas garotas que tinha levado para uma festinha particular. O que acontecia lá dentro, na cama e entre quatro paredes e espelhos, não era da minha conta nem de ninguém. Uma das garotas, soluçando, chorando muito, ligou pra recepção, queria ajuda, disse que o sujeito havia perdido a cabeça e que estava quebrando tudo, inclusive a cara dela. Isso acontece muito, mas ninguém fala nada, não convém, porque geralmente esses caras violentos são oriundos de famílias ricas e têm carro esporte, fazem faculdade particular e não trabalham – só se divertem. Me mandaram resolver o assunto. Não chamam a polícia, mas deveriam chamar. Fui lá, o cara abriu a porta, era grande pra valer, estava nu, a barriga definida de quem fazia exercícios diariamente. O quarto estava revirado, maços de cigarro e bombons e toalhas, tudo pelo chão e em cima da cama. O espelho frontal havia sido destruído, havia copos quebrados e lençóis rasgados. O frigobar estava aberto, o som estava alto, efeeme. As duas garotas, abraçadas no canto do quarto, estavam assustadas. Ele ouviu a campainha, abriu a porta com violência, eu perguntei, algum problema, meu chapa? Ele falou alguma coisa que eu não ouvi e tentou fechar a porta, mas foi inútil. O primeiro soco – e foi só um – que eu dei destruiu a mandíbula dele e quebrou-lhe também o nariz, transformando seu rosto numa massa disforme de osso, sangue, carne e cartilagem. As garotas começaram a gritar comigo. Eu havia resolvido o problema delas, mas elas gritavam comigo, me chamaram de selvagem, de bruto, e que iam me denunciar, essas coisas. Saí, fui até a direção do motel e disse que estava tudo resolvido. A direção acalmou as garotas, o grandão foi para o hospital e no outro dia, pela manhã, me ligaram dizendo que eu não precisava voltar para trabalhar. É isso. Eu deveria arrumar emprego num ambiente cujos clientes não arrumassem confusão. Não posso trabalhar em escola, banco, shopping, restaurante, farmácia, feira livre, açougue, padaria, papelaria, loja de departamentos. A amiga sabe disso. Estou desempregado, mas não há muito com o que me preocupar porque minhas necessidades não vão muito além. Preciso me alimentar, é claro, mas isso não me preocupa por enquanto.
Também gosto de passear pelo parque no final da tarde, entre cinco e seis horas. É o que eu chamo de hora sublime, e a amiga ri nem sabe por quê. Talvez não compreenda de verdade o que o crepúsculo significa para um homem como eu. Vejo pessoas que esperam a condução de volta para casa. Há uma certa tristeza naquele amontoado de infelizes que trabalharam todo o dia e que retornarão ao ambiente que eles chamam lar mas que é apenas dormitório porque amanhã será tudo a mesma coisa. O sol desapareceu e isso me deixa em situação confortável, eu diria vantajosa em relação a esses pobres diabos. De fato, estou em posição de vantagem em relação a todos aqueles que conheço, incluindo a amiga. Andar pelas ruas do Parque Moscoso requer paciência e arte, e uma certa dose efetiva de nostalgia. Quarenta e cinco anos vividos no centro da cidade, criado e crescido próximo ao Clube Vitória, em vigília solitária observando as pessoas que tomariam o ônibus para outros estados, quando ali havia uma rodoviária, singela e alegre e não aquela nova estrutura na Ilha do Príncipe e não sei por que essa denominação nobre a um lugar tão desprovido de nobreza. Os filmes no Santa Cecília, as grandes produções que deram lugar à escatologia e ao despudor. Os bares, as lojas, os armarinhos, as lanchonetes, as escadarias, a passagem para a Cidade Alta, o viaduto. Memória, apenas.
A polícia não tem suspeitos quanto ao trucidamento que aconteceu no parque, na sexta-feira. Não acontecerá mais, diz um homem identificado como Celso Mattoso, delegado de sobrancelhas grossas e nariz chato, que parece ter sido feito com massa de modelar. Sua imagem não amedronta nem inspira proteção, é neutra. O policiamento será reforçado, diz ele, como se isso fosse adiantar alguma coisa. Nos últimos anos, regularmente, pessoas têm sido assassinadas no Parque Moscoso, sendo que os ataques – vítimas sempre fatais – ocorrem, invariavelmente, entre sexta à noite e madrugada de sábado. Lobisomem, diz uma senhora de idade avançada. Diante de uma câmera de tevê, sente-se à vontade, como uma atriz em fim de carreira, mas ainda luminosa em seu crepúsculo. Tem cabelos alisados, olhos quentes, orelhas grandes e gesticula. Também criada no Parque Moscoso, nascida há sessenta e tantos anos, sempre soube da existência de uma criatura maligna, horrenda, assassina, que passeava pelo parque à procura de comida. Um homem metade gente metade bicho, afirmou, apontando para a câmera como se pedisse cautela àqueles que são imprudentes. Imagens do parque. O apresentador do telejornal dá um risinho maroto ao final da matéria. Não acredita em lobisomens, é claro, como a maioria.
A polícia cumpriu a promessa. No outro dia, ando pelo parque pela manhã e vejo alguns policiais caminhando serenamente pela calçada, uniformizados, em duplas. Pelo que posso observar, são, ao todo, seis policiais, não vejo mais que isso. Poderia atacá-los à luz do dia, se quisesse, não veriam o que os atingiu – mas, assim, eu seria apenas um homem, uma parede de cimento, é verdade, mas ainda assim um ser humano. E, como homem, estaria sujeito às penas dos homens se, é claro, todo um destacamento policial me cercasse e me detivesse, o que é improvável. Eles não têm chance contra mim. É preciso esperar até sexta-feira, quando o policiamento estiver ostensivo, quando estiverem armados até os dentes, como eu. Assim, o embate será mais justo e o território será, enfim, demarcado. Vou esmagá-los sem compaixão. No meu ramo, a piedade não tem lugar, não há uma segunda chance. O parque é meu, meu burgo e meu lar – e não deles.
Durante dois dias se falou sobre o crime no parque. Fera à solta, estampou garrafal o tablóide que consegue sobreviver porque há tripas e excrementos que são servidos à população como guloseimas para crianças. Dois longos dias em que hipóteses vieram à superfície de forma irônica, mas também houve o choro, a lamentação, as famílias desesperadas – ninguém sequer imagina o motivo de tanto horror, não há como saberem por que destruo a carne alheia, por que pulverizo as ossadas. Depois de dois dias, um escândalo político me retira do ar, já não sou notícia que interessa. Nem eu nem a comunidade que sofre na Vila Rubim. Deputados depõem contra seus pares, corrupção desenfreada, delações, suborno, peculato. Isso sim é violência, diz a amiga, preparando-se para trabalhar. O café já está na mesa, e os biscoitos que você gosta, ela conclui, mostrando uma dentição limpa, com um leve toque de amarelo no canino esquerdo. Sua forma de falar comigo é suave, mas firme. Sabe que minha alma envenenada tem um destino a cumprir e não há nada que possa ser feito quanto a isso. Já conversamos sobre o assunto, ponderamos, avaliamos – e a conclusão é uma, apenas: essa é minha forma de amar. Vá em frente, então, diz ela.
Preparo-me na quinta-feira. Jejuar é uma obrigação à qual me acostumei em vésperas de sair para matar. Um pouco de exercício para manter o corpo estável e teso, as articulações estão tinindo, a respiração como um relógio, em pequenas pausas. Duas horas de halteres, mais uma de flexões sobre o chão – ao todo, mil. Não fumo, não bebo, apenas amo. Meu coração em ritmo preciso, não se acelera nem quando estou diante de minha vítima porque a emoção é um descuido em minha profissão. A amiga sabe disso, acostumou-se a essa rotina, já não chora como antes, não se comove, resignou-se de tal forma que chega a me trazer um certo remorso, que desaparece com a mesma rapidez que se instaura. Sai para trabalhar como se nada incomum pudesse alterar seu cotidiano. Vou a um banho prolongado, corrijo meu hálito, observo-me ao espelho com refinada vaidade. Incho meu tórax, respiro, incho-o novamente. Abro e fecho as mãos, soco uma vítima invisível, verifico meus dentes e unhas. Sou uma estrutura pronta para a destruição.
Desço as escadas, evitando o elevador. Passo pela portaria sem que me vejam, é sempre assim: a sumária desproteção. Ouço a voz de um casal que chega das compras reclamando da demora do elevador, o homem pragueja contra adolescentes que apertam todos os botões – pentelhos, diz ele. Pela voz, imagino seu tamanho, deve ser um homem pequeno, mas de carne sólida, uns trinta e cinco anos, no máximo. Atravesso a garagem subterrânea, poucos carros, ainda é cedo, a sexta-feira é feita para um chopinho antes de voltar para casa. Na rua, o cheiro azedo de carne humana misturado à fumaça que sai dos veículos é um verdadeiro pomar para meu olfato. Estão à minha espera, posso senti-los a distância, com medo, o qual também posso sentir pois o cheiro é característico. Nossa raça é assim, mesmo os parentes mais distantes têm essa habilidade, essa feliz particularidade que nos faz superiores. A lua dá seu primeiro sinal no céu.
O momento antes da carnagem, da matança: a escolha. Levo em conta peso, modo de andar, silhueta, ar burguês, elegância, displicência. Prefiro homens, porque o instinto de defesa deles é quase uma obrigação nessa época de efeminados e travestis. Gosto de atacar aqueles que têm – como eu – a influição para se manter vivos, que são capazes de lutar para sobreviver, embora eles mesmos saibam que é inútil tentar conter minha ira. Sou sempre mais forte, mais rápido que qualquer ser humano conhecido. Já matei mulheres, mas não é essa minha preferência, assim como sou capaz de poupar – mesmo em dias de extrema fome – crianças e adolescentes. A carne deles é açucarada, nada me diz ao paladar. Hoje não será necessário escolher. Saio de casa com as vítimas definidas: os policiais. O céu polifêmico, com seu único olho noturno que me guia, está limpo, não há sinais de chuva, mas há poucas estrelas. Onze horas.
Na curva da General Osório há dois deles. Um: alto e de bom tamanho, atlético, está rindo – possivelmente pela última vez. Outro: mais baixo, mas de aparência robusta e bem alimentada, conta-lhe uma história que não consigo ouvir, posto que minha audição também seja privilegiada. Talvez eu esteja ficando velho. São pesados para andar, não têm ritmo. Num salto olímpico, fico diante deles, e antes que possam esboçar qualquer resistência, golpeio, com a mão aberta, o pescoço do mais alto – que se chama Almir, posso ouvir o mais baixo gritar seu nome. É um golpe absoluto, furioso, que abre um rasgão de vários centímetros, e que provoca dor e grito. Minhas unhas são mais que lâminas frias, mais que navalhas precisas. O mais alto, com as duas mãos no pescoço, ainda vê meus olhos cheios de sangue, grandes e abertos, que por um segundo encontram os seus, assustados. O mais baixo tenta sacar a arma, fora treinado para emergências, mas não para enfrentar alguém como eu. Minha mão esquerda encontra sua barriga um tanto flácida e abre-lhe também uma fenda profunda. Um pouco mais de força veria suas vísceras ganharem vida na calçada, rolando vermelhas e escuras pelo chão. O mais alto, Almir, está caído, seu corpo espasmódico não apresenta reações satisfatórias. Quebro-lhe uma das pernas com um pisão violento. Depois outra, com um soco, minha mão fechada é uma bigorna. O mais baixo ainda está lúcido. O horror, o horror, grita ele, no coração das trevas, mas quem ouvirá? Coloco minhas duas mãos em sua cabeça e aproximo-me, dou-lhe um beijo mortal que lhe arranca a língua facilmente, enquanto pressiono seus ossos temporais. Está sem forças, solto-o e abraço-o novamente, rompo-lhe a coluna com meus braços à sua volta, posso ouvir as vértebras fazendo prop. Estão ambos no chão, agora. Olho para os lados, certifico-me de que estamos sozinhos. É possível que alguém nos esteja vendo, mas fechará a janela porque isso não é da conta de ninguém, ninguém quer se envolver, testemunhar. E assim a vida continua. Meu uivo é um aviso e a amiga pode ouvi-lo, deitada na cama, pronta para dormir e acordar mais tarde no sábado. Agacho-me diante dos corpos, inicio a mastigação com rapidez porque há muito ainda que fazer e o meu amor será pleno e a noite está apenas em seu início.


