O camarada Renmero fez o seu Top 10 de 2008 so far e eu lhe garanti que tentaria rascunhar alguma coisa também, deixando para lá a minha pouca destreza no manuseio de listas e de discos que saem no ano corrente. Revisitei alguns pra ter certeza, risquei outros e deixei de ouvir muitos, porque não é fácil acompanhar todos os lançamentos.
Mas desse universo não tão vasto deu pra pinçar os 10 que mais me agradaram até agora e os jogar aqui, comentados e desordenados — pois ordená-los seria um tanto injusto, creio.
Ei-los:
A Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons

Post-rock feito com VONTADE e vocais pegajosos, mais presentes aqui que nos discos anteriores. Um dos melhores dos canadenses, sem dúvida.
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Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!!

Muito bom. Coloco ao lado de Murder Ballads, que é um dos meus preferidos. Porém, em vez de bad motherfuckers matando gente a torto e a direito, temos Cave & companhia se divertindo. Mesmo. Aparentemente ainda estão no embalo do Grinderman.
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The Tallest Man on Earth - Shallow Grave

Já comentei sobre esse disco noutro post. Vejam lá.
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Russian Circles - Station

Porrada. Ouçam Harper Lewis (e Youngblood; e o disco todo, ora). E eu acho essa capa genial.
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Isobel Campbell & Mark Lanegan - Sunday at Devil Dirt

Na verdade, isso aqui é mais Mark Lanegan que Isobel, que acaba ficando como segunda voz na maioria das faixas. Atmosfera interessante e belas melodias. Chamber folk, ou assim o dizem.
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The Black Angels - Directions to See a Ghost

Revival da psicodelia sessentista com guitarras sujas, vocal abafado e tudo mais. Talvez um pouco repetitivo em alguns momentos — em parte por culpa das faixas mais longas, mas vale MUITO a pena.
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Diamanda Galás - Guilty Guilty Guilty

Ao vivo, ela toca o piano com tanta força e VONTADE que é impossível não prestar atenção nas marteladas e nos belos, e quase desumanos, vocais que se seguem e se espalham por todo o disco num blues/jazz lento e INTENSO. Mais acessível que seus outros trabalhos, é uma boa introdução para quem não conhece essa versão feminina do Satã.
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Maybeshewill - Not for Want of Trying

“What Is Maybeshewill? Maybeshewill is the product of a broken laptop and four boys’ over-active imaginations.” E ao contrário do que sugere a capa e a menção ao laptop, é um post-rock pesado e rápido (bem animado, até) que por vezes joga o avariado computador pro background. (Não fosse a terrível faixa #6, Heartflusters, o disco poderia ganhar uns pontinhos a mais.)
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Balmorhea - Rivers Arms

Concordo com o Renmero sobre esse disco (que assim como o do Russian Circles, consta na lista dele), e provavelmente será um dos poucos que continuará na minha lista até o fim do ano.
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LSD Pond - LSD Pond

Lindo. Registro de duas noites de jams dos japoneses do LSD March com os anfitriões do Bardo Pond, em algum canto dos EUA. Disco duplo com quase 2h30 de duração (!), totalmente psicodélico e improvisado. Lindo mesmo, ó.
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É um top 10 descompromissado, ainda que eu recomende fortemente todos eles. A única excessão, confesso, talvez seja o disco do Maybeshewill, que eu tiraria sem pensar duas vezes pra dar lugar ao novo do Sigur Rós, que também é muito bom. Só não o fiz porque Not for Want of Trying tem seus méritos e os islandeses já estão hypados o suficiente para serem uma audição quase que obrigatória a cada novo lançamento.
E, claro, VONTADE, em caixa alta, será o tema do próximo post.