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I got some words of wisdom

Publicado em 11/05/2008, às 01:08, por B.Cardoso


Em três dias eu escutei o mesmo disco, em alto e bom som, umas quatro ou cinco vezes, de tal modo que já estou habilitado a cantarolar os versos das minhas faixas favoritas, para o desprazer dos vizinhos, em intensidade similar, esbanjando todo meu inglês paraguaio made in china. Aliás, felizes de vocês, meus não-roommates: morar sozinho é como estar sempre sob um chuveiro.

Pois bem, já comentei sobre disco por e, não satisfeito, estendo o comentário audiovisual para cá, para vossa devida degustação e posterior karaokerização, caso este rock de tiozões — aka Nick Cave & Cia. ou Mustache Division — satisfaça plenamente vosso par de ouvidos.

Grinderman - Honey Bee (Let’s Fly to Mars)

A leitora sagaz (dorovante denominada Honey Bee, a nivel de deboche), possuidora de bom gosto musical, já tascou um clique no link acima e provavelmente já está com os pezinhos atolados no solo cinza-escuro da desolação (o supracitado “”), correndo os olhos por sobre o imperativo anglófono — “grab it” — que contém em si as coordenadas para a obtenção ilegal do disco único e homônimo do Grinderman.

Ufa. É ou não é, Honey Bee? E já que estás a clicar, aproveita para contemplar todo o sentimento de No Pussy Blues. Uma canção sempre muito pertinente para nós, os zangões.

Bzzz.

Mudo completamente de assunto para fazer um outro comentário, que não teria lugar em post algum senão precisamente este aqui, e os motivos ignoro.

O fato (e começo sempre com fatos, para termos um bom alicerce), o fato, como vos dizia, é que eu assistia agora há pouco à reprise compacta do CQC — que não levou ao ar a matéria sobre a marcha da maconha — e assim que veio o intervalo pus-me a zapear os canais da minha recém descoberta “TV a gato”, apertando, para isso, no não-anatômico controle remoto, a setinha que aponta para o norte. E lá estava eu, instantaneamente, vislumbrando um edificante programa de relacionamentos da grotesca MTV, onde um sujeito bombadinho estava confinado numa redoma de vidro (eram as regras do joguinho, suponho, mas prefiro imaginar que o infeliz não possuía sistema imunológico), e a apresentadora, vejam só, apresentava ao rapaz uma meia dúzia de pretendentes (“guerreiras”, segundo ela); porém o playboy, estando preso em sua jaula hermética, de cantos arredondados e tons pastéis, via apenas partes das guerreiras num monitor ao lado dele. Nos poucos segundos que me detive ali, apareceu o olho de uma gordinha e o cara, como se estivesse analisando uma obra da prefeitura, foi logo dizendo que ali tinha muito rímel (e ele gostava de garotas “ao natural”, isto é, com uma quantidade de maquiagem ligeiramente inferior àquela), mas que a sobrancelha estava bem delineada e construída. Setinha pra cima.

E fui subindo, subindo e subindo, passando por canais educativos, TVE en español, programas de vendas de carros e eletrodomésticos, etc. Em pouco tempo estava de volta à Band, levemente embasbacado e bastante frustrado (embora não surpreso) com a inutilidade daquilo tudo. E é nesse preciso momento — esta sensação me acomete uma vez por semana, às segundas-feiras, 22h15, aos intervalos — que eu me sinto como um personagem de um daqueles filmes da sessão da tarde, onde um grupo de garotos e um professor de ciências maluco, depois de aprontarem altas confusões, conseguem trazer do passado alguma personalidade histórica ou mesmo um sujeito qualquer, que pode ser tando um burguês do século XVIII quanto um Neanderthal (há uma meia dúzia de filmes com este mesmo “argumento”). E eu me sinto, pois, justamente como o personagem trazido de algum século anterior ao corrente, fascinado pela tecnologia do televisor e que observa aquilo com muita atenção, sem entender nada.

E dessas zapeadas, vos digo, eu pude tirar uma importante conclusão: a única coisa boa do caso Isabella é a madrasta e a pior de todas as coberturas é a evangélica, que vê na defenestração da menina mais uma obra do ardiloso Satanás-aleluia-glória-a-deus-nos-dê-dinheiro.

Portanto, também não foi à toa, Honey Bee, que escutei o mesmo disco umas quatro ou cinco vezes, entremeadas por outras tantas audições: a salvação está na música.

Ainda sobre a Marcha da Maconha

Publicado em 09/05/2008, às 18:19, por B.Cardoso


Eu tinha perdido o programa CQC dessa semana e só agora vi que eles fizeram uma cobertura da Marcha da Maconha em São Paulo e no Rio de Janeiro. Aliás, na semana anterior eu até tinha mandado um e-mail pra eles sugerindo esse tema e independente da relevância da minha humilde sugestão (e a de tantos outros, provavelmente), fiquei contente com o resultado. Ficou bem engraçado. Principalmente o finalzinho.

O Elucidante Yahoo Respostas

Publicado em 09/05/2008, às 00:26, por B.Cardoso


De vez em quando cismo que determinada palavra ou expressão está errada. Eu falei em “borra de café” no post anterior e acabei jogando isso no google. Logo nos primeiros resultados descobri que a borra pode matar o mosquito da dengue. Não me perguntem como, não li.

Porém, na segunda página de resultados, veio o nonsense:

Borra de cafe?

Aconteceu isso ae abaixo

“E o seguinte minha mestruação desdeu dia 21/04 e termino dia 25/04
ai ontem eu dei uns amassos com meu namo ai ele foi e coloco a mao dentro da minha calça e eu coloquei a mao no penis dele por cima do short de textel..ai ele foi no banheiro e coloco uma papel la no penis ai ele lavou a mao e depois coloco a mao em mim de novo…so que nom teve contato vagina e penis…
Ai eu fikei com akele paranoica e tomei a pilula do dia seguinte isso aconteceu era umas 3 ou 4 e pouco…
ai eu tomei a primeia pilula hj as 12:49 =isso na terça feira que passou”

Ai hoje desceu um borra de cafe…sera que posso engravidar?

Tomara que não.

E há mais. Basta dois minutos de navegação nesse site para ter todas as suas esperanças na raça humana completa e impiedosamente dizimadas. Estejam avisados.

O Mito da Reciclagem

Publicado em 08/05/2008, às 23:59, por B.Cardoso


Eu não costumo reciclar. Sou meio preguiçoso. Cá no meu prédio, bem ali no fim do corredor, há uma portinha que dá para um grande tambor plástico e uma prateleira. No tambor vai o lixo comum e na grade de metal fica tudo o que for reciclável. É fácil.

A quantidade de lixo que produzo (no mundo real, não aqui) é ridícula. Basicamente são embalagens de leite, pão, frios em geral, borra de café e coisas assim. Quando garrafas plásticas ou as de cerveja, vinho, etc. vão acumulando, coloco-as num saco plástico e as repouso na prateleira metálica para serem reaproveitadas. Caixas de papelão daquelas pizzas de forno, idem. Mas é só. Crucifiquem-me.

Na faculdade, no entanto, há vários daqueles conjuntos de lixeiras coloridas, uma para cada tipo de material. Como bom cidadão, jogo as coisas nos cestos corretos. Aliás, não sei se li em algum lugar ou se me disseram (nada muito confiável), mas parece que aqui em Curitiba reciclam muita coisa, se bem lembro, algo como 1/3 do lixo. O número deve ser falso.

A começar pelo meu próprio prédio, há um grande incentivo à reciclagem na cidade. Na traseira de alguns ônibus, bolinhas de papel dotadas de pernas e um grande sorriso te dizem que separar o lixo é legal, qualquer coisa como “se você reciclar o papel, ele volta”. Há propagandas nos pontos de ônibus e outdoors e as lixeiras coloridas não costumam ser raridade. Como já vos disse, é bem fácil ser “ecologicamente correto” por aqui.

No entanto, hoje presenciei uma cena impagável, da qual já desconfiava ser verdade: enquanto falávamos besteira num dos bancos da faculdade, observávamos um pequeno tratorzinho que puxava uma carreta de madeira, cheia de sacos de lixo. Este parou bem à nossa frente e dois funcionários desceram da carreta para recolher o lixo separado das lixeiras. Eu ri meio desiludido, um colega também, mas os outros ficaram um tanto indignados aos ver os copinhos plásticos serem misturados com restos de comida e latas de refrigerante, tudo num mesmo saco. Jogaram-no na carreta e foram para o próximo conjunto de lixeiras.

Lixeiras
Lixo separado é lixo reciclado… NOT!

As histórias de que isso acontece são várias, mas ver a cena toda foi interessante.

Como eu disse no post anterior, é muito mais fácil querer conscientizar os outros do que realmente fazer alguma coisa. Você é adestrado para separar o lixo, para ser ecologicamente correto, para preocupar-se com o planeta e toda aquela ladainha incrivelmente maçante dos ecochatos, mas eles (os funcionários, a prefeitura, o Satã) juntam tudo num saco só e foda-se. A partir de hoje, ao menos na faculdade, sei que posso poupar os dois ou três segundos necessários para descobrir qual é a cor correta para o meu copinho plástico (os adesivos inexistem indicativos, você tem que enfiar a cara na lixeira pra ver o que predomina lá dentro). Ou então eu poderia seguir o exemplo de alguns alunos e jogar tudo no chão. Afinal, tanto faz, não é mesmo?

Enfim, ouso dizer que a moral da história é a seguinte: a preguiça nos livra da auto-enganação. Qualquer coisa assim.

Mas reciclem, sei lá. Continuem “fazendo a sua parte” e tal. Vai que eles passam a fazer a coleta direito. Nunca se sabe.

Em tempo: o título do post vem deste artigo. Eu o li há muito, muito tempo, nem sei como cheguei até ele, e confesso que já não me lembro da argumentação do sujeito. Resta-me apenas a lembrança de ser um bom artigo e por isso o recomendo — e faz mais jus ao título do que este meu texto; diz que a reciclagem muitas vezes não é viável e, por isso, é um mito (yeah, tremei, ecochatos! Leiam lá).

Ativismo doméstico

Publicado em 08/05/2008, às 11:06, por B.Cardoso


Algumas iniciativas ecológicas me parecem contraproducentes. Tipo, você entra num hotsite cheio de animações e tal, clica aqui e ali, conforme é instruído, e daí aparece uma mensagem dizendo que graças à sua ajuda inenarrável, eles plantarão uma árvore. Ok.

Vi agora que o Google também está nessa, com um tal de Ecoogler. Cada busca que você faz nesse site conta como uma folha. E a cada 10 mil folhas eles vão plantar uma árvore na Amazônia. Ok.

O que eu não entendo é porque esse pessoal simplesmente não planta todas as árvores que ele puderem de uma vez só, sem depender de cliques, ou buscas, ou qualquer outra coisa vinda do usuário. Creio que seria muito mais eficiente um site desses dizendo “olha só, gastamos toda nossa grana pra plantar 2 mil árvores na floresta amazônica e precisamos de doações pra continuar o trabalho”, com fotos, vídeos, documentários e até um how-to de como plantar uma muda de pau-brasil no seu quintal. Isso sim seria uma atitude interessante.

Por outro lado, eu reconheço que o apelo ecológico seja maior quando você diz ao sujeito que ele pode “fazer a parte dele” sem se levantar da cadeira, clicando aqui e ali e fazendo suas buscas em um site verdinho. Porque pra conscientizar o usuário basta fazer um site e continuar sentado também. É provável que o número de árvores plantadas acabe sendo pouco expressivo, longe das expectativas e da real capacidade do projeto, mas, ei!, as pessoas vão se sentir bem por ter “ajudado”.

Ok.

Nem tudo são plantas psicotrópicas

Publicado em 07/05/2008, às 22:47, por B.Cardoso


Com o ligeiro receio de que isso aqui vire um “portal da maconha” ou qualquer coisa assim (ainda que esta seja uma discussão muito mais útil e relevante do que qualquer outra coisa que vocês possam encontrar neste blog), vou mudar de assunto. Mesmo porque, para um não-usuário (acreditem), já falei bastante. Por ora, pelo menos.

Tanto faz.

Acontece que — e a partir de agora irei “citar-me a mim mesmo” algumas vezes e de modo obscuro, para o deleite do leitor atento — acontece que as coisas parecem-me muito mais claras em movimento do que quando estou sentado junto à máquina ou ali perto da janela ou cama. Enfim, a paisagem precisa correr e eram umas cinco da manhã de ontem quando eu despertei de um sono literalmente trepidante, correndo a 80km/h sobre a esburacada Régis Bittencourt, já em solo paranaense e cada vez mais próximo do perímetro da capital; foi nessas circunstâncias, pois, que despertei assim, sem mais nem menos, para encontrar alento através da janela, naquela escuridão rápida que ia ficando pra trás, muito mato e asfalto e caminhões, ficando todos lá para trás. Estrelas plenamente visíveis, embora o reflexo do vidro tirasse boa parte de seu brilho, e não consigo me esquivar da sensação nostálgica que tenho (bem sutil, no entanto) quando olho para o céu e vejo aquele punhado de estrelas bem brilhantes, pois aqui o céu noturno é quase sempre nublado e reflete a luz da própria cidade, ficando, então, ligeiramente avermelhado. Cansa. E entre cada solavanco mais forte do ônibus eu saia de um pensamento e saltava para outro, levando comigo o que podia para ir juntando as peças depois, costurando qualquer coisa com os olhos focados no cruzeiro do sul.

Resta-me uma teia esburaca, mas complexa. E inconstante; — solavanco.

Pois vejo blogs e afins como coisas inúteis, sabe?, mas no bom sentido da palavra, alguns deliciosamente inúteis e hospedeiros de causos e insatisfações e impressões e alegrias bobas, como pessoas muito simplificadas, idealizadas num conjunto de pixels e sem propósito nenhum. É interessante. A inexistência de uma pauta acaba fazendo com que as coisas fluam para um determinado lado e nada impede que os textos passem a apontar para outra direção assim, sem aviso. Coisas sem regra, sem rumo, espontâneas e randômicas, me atraem. Muito.

E eu não acredito em deus, tampouco em Blogosfera. Muito menos em blogueiro-repórter. Mas foda-se.

Em frente. (E me peguei esses dias dizendo “sim, sim” inconscientemente, como resposta para tudo, o que é engraçado.)

Eu começo as coisas pelo meio e procuro um início que as satisfaça, pois começar pelo início é mesmo muito difícil, seja lá do que estejamos falando agora. “Era uma vez” não é nada trivial. E geralmente é pouco interessante. Aqui, estou pulando começos que não quero forjar e condensando tudo, vejam só, pois é mais fácil e o impacto é semelhante. Introduções costumam chatas (vide primeiro parágrafo).

DaisyDepois de termos ultrapassado o septuagésimo caminhão, notei que “bonito” é uma palavra horrorosa. E o é justamente por lembrar um diminutivo, percebam, um diminutivo feio e errado de “bom”. Não sei bem porque pensei nisso, mas de fato não costumo dizer que algo é bonito, ou que alguém é bonita. Escrevo, sim, mas não falo. Opto por um extremo qualquer e digo logo que a garota da foto ao lado é linda (e não menos do que isso) ou que tal desenho é bonitinho, bem feitinho. Não sei de onde “bonito” realmente vem, mas aposto que não tem nada a ver com diminutivos.

Aliás, há uma série de coisas que não digo. Se me perguntam se estou bem, por exemplo, respondo que sim e pronto. Não consigo questionar o outro: “…e você?” soa artificial demais para mim. Na maioria das vezes isso acontece porque realmente não me importo. Entretanto, opto, quando necessário, por uma saída mais despojada e que funciona bem. “Tudo bem… e aí?” Feito. Absolutamente qualquer coisa responde essa pergunta. Tata-se do questionamento mais conciso e o mais próximo de uma grande interrogação solitária. Funciona, implicitamente, como ponto final, fim de frase, sinal verde para o outro, algo como o “câmbio” utilizado nas comunicações via rádio: “essa foi a minha resposta, sua vez de novo.”

Desconfio, por motivos análogos, que também não sei demonstrar afeto. Mas este, no entanto é um terreno muito impreciso. Se alguém resolve expor o sente por mim (em qualquer grau de intensidade, seja lá por qual razão) e se a recíproca for verdadeira, minha resposta é sempre “eu também”. Mesmo que no fundo seja muito mais do que isso. E se for menos, eu sorrio incomodado e nada digo — o silêncio que se segue costuma ser desagradável. Essas coisas são estranhas. Sei que depois deste parágrafo qualquer boa moça que nutria por mim alguma simpatia vai perder o belo sorriso e jamais voltará a me ler. Paciência.

(As moças más que ainda sorrirem maliciosa ou sarcasticamente, por favor, entrem em contato.)

Bem, havia mais. A troca de música, aqui, fez-me esquecer o restante, o gancho. Talvez seja culpa do humor, que varia junto. É o que costuma acontecer.

E aí?

Promessa é dívida

Publicado em 07/05/2008, às 18:50, por B.Cardoso


Antes tarde do que nunca.

Debate sobre o cânhamo:

Ouçam aí.

Debate sobre a Legalização da Maconha

Publicado em 05/05/2008, às 04:12, por B.Cardoso


Encontrei por acaso uma série de vídeos com um debate sobre a legalização da maconha. Se por um lado o programa é da MTV, por outro ele é apresentado pelo Lobão, o que significa algo como um equilíbrio na Força.

Pelo mesmo motivo, o debate acaba saindo meio truncado e sofrido, mas é, senão interessante, pelo menos bastante engraçado.

Abaixo, a primeira parte e os links para as restantes. São cinco, mas só encontrei as quatro primeiras. O sujeito que as enviou para o uitube deve ser meio esquecido…

Parte 2, Parte 3, Parte 4 e… se alguém encontrar a parte 5, me avise.

Marcha da Maconha

Publicado em 04/05/2008, às 02:23, por B.Cardoso


A Marcha Global da Maconha ocorre nesse ano em mais de 230 cidades e tem como objetivo reabrir o debate sobre a planta e seus diversos usos, que vão do medicinal ao recreativo. Cá no Brasil, as manifestações estavam programadas para a tarde do dia 4 de maio, às 14h, inicialmente em 10 cidades (Cuiabá, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Destas, somente a capital pernambucana poderá exercer o direito da livre expressão e questionar política antidrogas do país: a justiça proibiu o evento em todas as outras nove cidades com o argumento de que estariam fazendo apologia à maconha, o que é crime.

Surgiu daí uma nova proposta, o Dia de Luta pela Liberdade de Expressão, marcado para 10 de maio, no mesmo horário e nos mesmos locais, em protesto contra as proibições das marchas. A discussão da maconha perde força mas amplia o leque do debate: é proibido questionar algumas leis?

Agora há pouco o site da Marcha foi atualizado e a relação de cidades aumentou: Florianópolis, Porto Alegre e Vitória também terão suas marchas e elas, a princípio, estão confirmadas — isso se a justiça não intervir nas próximas doze horas. Os locais estão relacionados no site.

O evento já passou por aqui antes e desde 1999 mais de 450 cidades em todo o planeta já participaram.

E eu já falei sobre a famigerada planta algumas vezes, caso queiram dar uma olhada. Num dos posts eu havia disponibilizado links para uma entrevista com o pessoal da ONG Plantando a Paz e um debate sobre a legalização da droga. Porém, como previ, os links quebraram. Segunda-feira, pela manhã, dou um jeito de colocar tudo no ar, pois tenho cópias dos arquivos. Podem me cobrar.

Três

Publicado em 02/05/2008, às 20:13, por B.Cardoso


Três coisas rápidas e inúteis:

1) Mudei o header e vou mudá-lo mais uma vez.

2) Acho que vou voltar a postar diariamente e não sei bem porquê. Amanhã trago um post decente. (E sim, até isso aqui é considerado um “post”, o que torna a idéia menos interessante, eu sei.)

3) Arranjei, hoje de madrugada, um novo espaço, que vocês podem visitar clicando aqui. Em poucas palavras, pois prometi ser rápido, é um agregador de coisas julgo interessantes e que não caberiam nesse blog, um indexador de boas músicas que encontro nas rádios do Last.fm e outras coisas musicofotográficas que se encaixem nessa proposta. Sendo ainda mais sintético: quando você estiver sem saco pra leitura, passe lá.

Pronto. É isso.

E passe lá.

UPDATE: Por “posts diários” entenda-se “posts estatisticamente diários”.

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