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Judas

Publicado em 31/05/2008, às 23:47, por B.Cardoso


Em maio de 1966, durante sua conturbada turnê européia, Bob Dylan perambulou por um bom tempo pela Inglaterra, onde fez, entre outras, sua clássica apresentação em Manchester -- e não, como todos pensam, em Londres; e é por isso que “Royal Albert Hall” está entre aspas, folks.

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Dê Esmolas

Publicado em 31/05/2008, às 20:38, por B.Cardoso


Ontem, umas 11 e pouco da noite, quando eu voltava de um ritualístico perambular pelas ruas em uma noite um tantinho fria e ventosa, já nos arredores do meu lar e desatento justamente por isso, fui interpelado por um sujeito encolhido em sua jaqueta, provavelmente da minha idade, que quis saber se eu poderia lhe inteirar o dinheiro para uma passagem de ônibus até São José dos Pinhais (cidade aqui ao lado).

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Ameaça profética aos ciclistas amadores

Publicado em 31/05/2008, às 17:09, por B.Cardoso


Ele vinha num ritmo rápido, caminhando. Calvo, restavam-lhe apenas cabelos nas laterais da cabeça, esses um tanto compridos, brancos, quase aos ombros. A barba comprida cobria-lhe o rosto pardo. Olhar sério, cansado mas determinado. Passou rapidamente por mim e pelas várias pessoas que ali estavam. Vestia-se de bege, a calça num tom mais escuro e o agasalho de lã, mais claro, trazia alguns desenhos na frente, feitos com novelos coloridos.

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16h10

Publicado em 31/05/2008, às 16:24, por B.Cardoso


Eu gosto dessa hora, assim, tudo quieto, nublado, meio frio. Todos em suas casas vendo tevê e as ruas mais vazias, sem crianças correndo pelo pátio e berrando como garotinhas e sem um sujeito gritando para um outro que deve estar bem longe, sem o barulho dos ônibus que teimam em passar a todo momento durante a semana, sem as músicas sertanejas da oficina mecânica aqui ao lado, sem a cantoria religiosa das duas funcionárias que limpam os corredores e recolhem o lixo, sem aquela pressa e sem compromissos, até mesmo sem música, num silêncio denso e perturbável apenas pelas teclas do teclado e as ventoinhas do computador, sem sol e ainda assim bem iluminado (e no quarto eu cerro as cortinas e fico na penumbra, que me é agradável), sem perceber que a hora não passa e que a tarde toda se reduz a este momento às 16h10 até que de repente escureça, sem aviso e sem alarde, e o sábado acabe num instante. Puff.

While my guitar gently sleeps (& my harmonica gently rests)

Publicado em 31/05/2008, às 14:39, por B.Cardoso


Minha guitarra descansa numa prateleira alta já há algum tempo -- lanço-lhe um olhar conformado agora -- e cá ao meu lado o amplificador e os fios emaranhados vão sendo cobertos de pó ao longo dos dias.

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ArtSense

Publicado em 29/05/2008, às 10:44, por B.Cardoso


Add ArtPorque embora eu tenha desenvolvido as habilidades necessárias para ignorar todo e qualquer anúncio, propagandas diversas e links espertinhos que te lançam para lojas de tranqueiras, não há nada mais agradável para os meus belos olhos que eliminar toda essa tralha e garantir a despoluição visual das páginas que visito, mesmo que naqueles locais reste apenas um espaço em branco -- mas, ei, eu não olhava pra lá mesmo.

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Simples

Publicado em 29/05/2008, às 02:47, por B.Cardoso


Um infeliz caiu aqui, mais especificamente aqui, via google, com o seguinte termo: “oq falar para um fumante que nao aceita largar o vicio”.

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Fazendo títulos de título

Publicado em 29/05/2008, às 02:14, por B.Cardoso


Demorei um bom tempo para vir com o título do post anterior e isso é algo que sempre acontece comigo. No entanto, desta vez a dificuldade me fez lembrar de algo completamente diferente, de um fotógrafo que eu realmente gosto, e que intitula as fotos usando a palavra title no lugar de outras palavras, como “it's a title statement”, “don't you title from there” ou “at the foot of the title”. E, vejam, é tão simples e tão genial e tão VASTO. Mas esta é uma das últimas coisas nas quais você irá reparar, acredite, pois só estou dizendo isso uns 3 anos depois de ter conhecido o trabalho do Raphael Class. Você vai entender.

Subpost

Publicado em 29/05/2008, às 01:42, por B.Cardoso


Durante essa semana e a outra eu fui tentando escrever qualquer coisa para cá, mas tudo o que consegui foram 10 rascunhos impossíveis de levar adiante e um tanto vagos em suas pequeninas dimensões. Olho para eles, eles olham para mim; dou aquela piscadela sexy e passo a língua pelos lábios. Nada. Tento juntar um com outro mas eles rosnam e esperneiam, e ao querer buscar um denominador comum não sobra sequer um vestígio deles para contar a história.

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Dancing with myself

Publicado em 25/05/2008, às 00:54, por B.Cardoso


Ler o próprio blog é, de certa forma, patético. Também pode ser nostálgico e divertido, mas não foi o que senti enquanto estive dando uma olhada nos posts dos últimos meses. Um fenômeno curioso que já havia notado e do qual obtive confirmação nesse passeio despreocupado pelos arquivos, é que os posts que me dão mais trabalho e que julgo serem os melhores têm menos comentários (ou nenhum) em relação àqueles que escrevo sem muita preocupação ou que me arrependo de tê-los publicado (vários). Eu não sei bem o que isso quer dizer.

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