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Ameaça profética aos ciclistas amadores

Publicado em 31/05/2008, às 17:09, por B.Cardoso


Ele vinha num ritmo rápido, caminhando. Calvo, restavam-lhe apenas cabelos nas laterais da cabeça, esses um tanto compridos, brancos, quase aos ombros. A barba comprida cobria-lhe o rosto pardo. Olhar sério, cansado mas determinado. Passou rapidamente por mim e pelas várias pessoas que ali estavam. Vestia-se de bege, a calça num tom mais escuro e o agasalho de lã, mais claro, trazia alguns desenhos na frente, feitos com novelos coloridos.

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Mono

Publicado em 23/04/2008, às 01:54, por B.Cardoso


De noite, na faculdade, aguardando o ônibus.

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Veia Científica

Publicado em 17/04/2008, às 04:28, por B.Cardoso


Nos comentários do post anterior, o Vinhal compartilhou o link de uma matéria da revista Piauí sobre a Ayahuasca, mais especificamente sobre as experiências de um voluntário num estudo sobre os efeitos do cházinho. O relato é mesmo muito interessante e engraçado, vale a leitura. E em vez de comentar mais uma vez sobre o Daime, ocorreu-me outra coisa.

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Digressões

Publicado em 16/04/2008, às 00:26, por B.Cardoso


Ontem dediquei um tempo considerável em reflexões diante da tela em branco para constatar que eu realmente não tinha nada pra dizer. Mas eis que hoje, sob o chuveiro, tudo se conectou como num estalo eu escrevi a coisa toda mentalmente. O único problema das epifanias regadas à água quente é que metade da inspiração escorre pelo ralo e o restante vai secando até o preciso momento em que me acomodo diante da máquina e não me restam mais que alguns vestígios. É deles, contudo, que dá pra tirar alguma coisa. O título do post é sugestivo. Os assuntos, por outro lado, não têm relevância alguma.

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Kaiser Blues

Publicado em 10/04/2008, às 06:00, por B.Cardoso


Me puxou pelo braço para um canto ermo e discreto cá em Curitiba downtown, onde o céu estava azul e os carros zuniam como sempre zuniram pelas ruas de mão única straight to their jobs, e aí fui puxado, como vos disse, para baixo de um toldo amarelo de uma loja de superstições, o cheiro de incenso chegava à calçada e víamos Buda encarando-nos com os olhos cerrados e sorriso jovial. Ainda que protegidos do sol, o calor continuava o mesmo e estava abafado. Foi me dizendo muito brevemente para eu pegar leve, sabe?, e me entregou uns papéis que servem agora de porta-copos, já bem umedecidos e que irão direto para o lixo logo depois do último ponto final.

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Bush de barba

Publicado em 25/03/2008, às 23:58, por B.Cardoso


Última aula do dia, alguns minutos antes do início da disciplina na qual me matriculei com uma das engenharias simplesmente porque ali é mais fácil. Sala vazia, eu sentado ao fundo, lendo, quando entram três amigos. Caminham entre as mesas e o primeiro pára, olhando fixamente para um desenho em uma delas:

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Curitibanas transando (ou pequenas alegrias)

Publicado em 18/03/2008, às 12:20, por B.Cardoso


Antes eu costumava conferir todos os dias, e avidamente, as estatísticas de acesso deste humilde e inconsistente espaço. Era divertido saber que os termos de busca mais improváveis traziam o visitante incauto -- e, imagino, ingênuo -- para este pedaço de mau caminho. Depois cansei. Fui deixando essas coisas de lado e quando resolvo dar uma olhadinha sempre sou surpreendido com algum acontecimento inexplicável. Desta vez foram dois.

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O Pior Filme do Mundo

Publicado em 08/03/2008, às 18:33, por B.Cardoso


Recentemente li em um blog alguns posts sobre os piores filmes do mundo, ou, sendo um pouco menos cruel com o empreendimento cinematográfico alheio, as obras trash mais bizarras jamais criadas por mãos humanas. Seguindo o link vocês terão um bom panorama sobre a genialidade das bizarrices turcas e vários links e fotos à respeito.

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Curitibanas

Publicado em 25/02/2008, às 11:17, por B.Cardoso


Criei a categoria Curitibanas não para falar exclusivamente das moças daqui e de suas ascendências polacas -- mesmo porque, esteticamente, acho as morenas bem mais interessantes --, mas para abrigar alguns relatos e comentários sobre a capital paranaense.

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João sem braço

Publicado em 25/02/2008, às 09:50, por B.Cardoso


5h45, domingo, rodoviária. Entro no taxi e, após um “bom dia” breve e mecânico, informo o endereço. O taxista me olha desapontado pelo retrovisor e repete minhas palavras ao colega de profissão com quem conversava antes que eu entrasse no carro. Este, junto à janela, afirma que é pertinho, basta chegar até um determinado ponto e virar a direita. Qualquer um sabe onde fica. O sujeito pragueja e põe o carro em movimento; bandeira 2. Eu conto o dinheiro: daria no máximo R$8,00 -- e o peso exagerado de uma das malas tornaria desnecessariamente tortuosa uma marcha à pé, como costumo fazer; são, afinal, poucas quadras. No cruzamento onde deveria virar à direita, ele pára por alguns instantes diante do semáforo e fica do lado esquerdo da rua, para continuar em frente. Digo que deveria ter virado à direita e ele balbucia. Encosta o carro na esquina seguinte e eu aponto para o prédio que ficou um pouco para trás, mas ainda visível: “é ali.” O taxista me diz que, na verdade, o número que desejo não ficava ali, mas à esquerda, o que o obrigaria a contornar a quadra para percorrer a rua em questão desde o início. Repito minhas duas palavras. Ele aponta para o outro lado. Eu insisto e aponto novamente para prédio. Ele, com ar de desentendido, diz que não. Encerro o impasse de forma simples: “cara, eu moro ali.”

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