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O fantástico rock nerd do Arcade Fire

Publicado em 28/05/2008, às 12:54, por Caio Cezar


Lembro que, da primeira vez que ouvi um verso de Zeca Baleiro que dizia “tava mais bobo que banda de rock…”, torci o nariz, contrariado. Como grande admirador do estilo, achei presunçoso e desrespeitoso o verso do cantor. Mas a verdade é que estava é com dificuldade de dar o braço a torcer, bastou pensar cinco segundinhos para ver que o cara estava certo. Adoro rock, guitarras plugadas, baterias nervosas, mas, vamos convir, um pouco de leitura e cultura não cairia nada mau em grande parte dos “rockeiros”, músicos ou não, do mundo. Eles podem começar, todos, assistindo insistentemente aos shows da banda canadense Arcade Fire.

Rock com cérebro, muito cérebro, é isso. Mistura de instrumentos e estilos, vocalizações, gritos, declamações, belíssimas letras, lindas vozes e rock´n´roll no palco. O verdadeiro, com direito a ceninhas de integrantes se estrebuchando no chão, caras de chapado espalhadas pelo palco, escândalos, pulos, troca de instrumentos, visitas ao público. Assistir a um show deles foi o maior presente que o acaso (e o Strokes) me deram na vida. E viva a internet que em um mês me fez estar apto a (quase) cantar junto com uma banda que ainda era desconhecida por aqui!

É aquela banda que tem uma canção mais diferente da outra, e mesmo assim todas têm cara de ser da mesma banda. É o tipo de identidade sem margem pra grandes rotulações que todo artista contemporâneo deveria procurar. Poderia dizer que parece Bowie com música folclórica irlandesa, francesa e canadense (mas óbvio que não conheço nenhuma dessas três!), seria mentira, não seria , não sei. Poderia dizer que lembra Velvet Underground com Mutantes com U2 em sua fase que presta com sei lá mais o que. Poderia dizer qualquer merda, mas a verdade é que quem precisa de um idiota dito “crítico” definindo o som de uma banda tão restritamente em tempos de E-Mule e YouTube? Dá um clik aí em baixo e pire você mesmo o cabeção!

E como se tudo isso não bastasse, eles ainda tem cara de nerds! Fantástico. Sem longas madeixas mal cuidadas ornando a cabeça de homens barbudos e babões, sem jaquetas de couro, sem bermudões, bonés ou qualquer coisa assim, as meninas de vestidos longos, lindas em sua beleza de nerds. Se todas as bandas de rock fossem como eles o Zeca Baleiro teria um verso a menos em sua canção.

***

Dêem uma olhada nesse vídeo. Nenhuma guitarra quebrada no chão é mais rock´n´roll do que essa “música de elevador”.

Pobre Menino – A tristeza infinita de Nick Drake

Publicado em 12/04/2008, às 15:04, por Caio Cezar


Diz a lenda que artista feliz não faz nada que preste. Talvez isso não seja uma verdade absoluta, mas o poder criativo que os piores estados de espírito produziram em certos artistas é inegável. Algumas das melhores obras de diversos artistas nasceram em seus piores momentos da vida. Nick Drake passou a vida em profundo estado de melancolia. Será por isso que a obra do músico folk atinge tamanho nível de excelência?Quando muito triste e querendo ficar sozinho, sempre costumei colocar Nick no meu som. Isso espantava as pessoas, que diziam que aquela música era tão triste que chegava a ser negativamente contagiante. Em dias de Claudia Leite gritando “extravasa!”, isso até me aprece compreensível, mas devo admitir que a falta de capacidade de nosso tempo em lidar com a tristeza é, perdão, extremamente triste.

Esse texto não pretende tratar da vida desse músico fantástico, que vendeu poucas cópias de seus três excelentes trabalhos e colheu críticas dos mais diversos tipos da mídia especializada na época (críticas essas que nem se comparam com a unanimidade cult que essa mesma “mídia especializada” confere ao cantor hoje em dia). Também não pretende analisar as suaves e melancólicas linhas de violão do músico que afinava seu instrumento de acordo com a canção que tocaria. Seria inclusive uma covardia escrever uma “reportagem” sobre a vida e obra de autor nesses tempos de Wikipédia ( a página do cantor na enciclopédia virtual é uma das mais completas que já li – e melhor, em português! E agora, jornalistas musicais?). Esse é apenas um post simples sobre música e tristeza. È um post egoísta, sobre a importância dessa música triste para mim.

Nunca consegui entender como uma música triste pode deixar alguém mais triste. Para mim, sempre teve o efeito catártico, que considero básico. Ouvir Nick me consola. Saber de seus sentimentos mais íntimos e auto-destrutivos é como tomar uma pílula de felicidade. É estar acompanhado na mais profunda solidão. Não seria esse o ponto que, paradoxalmente, une os homens, a extrema solidão de cada um, o abismo intransponível entre eu e o outro?

Acabei de ler no Navalhe Infame um post sobre o livro On The Road, the Jack Kerouac, famosa obra da geração beat sobre uma aventura estradeira de dois amigos pelos EUA. Gostaria de, na maior cara de pau, citar esse trecho aqui ó: “O impulso de também querer lançar-me na estrada já era esperado e veio tão logo Sal resolveu se mandar para o Oeste. A empolgação de Dean contagia, torna-se incômoda, meio infantil, mas depois volta a cativar e a solidão inevitável nas vastas planícies, sob o sol ou céu estrelado, e o calor e o vento e a velocidade, é algo que te toca de alguma forma e chega a sugerir que não importa para onde as estradas te levem ou com quem percorremos todo o caminho: estamos sempre sozinhos.”

Estamos sempre sozinhos. Presos dentro do nosso arcabouço biológico, como gostava de dizer um professor de História da Arte que eu tive. Uma solidão que angústia por poder se manifestar em meio a uma conversa de camaradas, em uma viajem de ônibus lotado, em um show no Maracanã. Estamos sempre sozinhos. E a façanha que Nick, como muitos artistas melancólicos, mas melhor do que ninguém, consegue, é simples e bela: tornar nossa solidão menos só, pela simples identificação de que não estamos sozinhos nesse sentimento maluco. Estamos juntos na solidão.

Sei que postar um documentário de quarenta minutos em inglês em quatro partes é pedir para ninguém assistir. Foda-se, por essas e outras que abandonei o jornalismo tradicional e cai para o mundo dos blogs. Alguém, algum dia, há de assistir. Quanto ao resto dos preguiçosos, recomendo o primeiro vídeo. É uma notícia sobre a morte do ator australiano Heath Ledger, fã confesso de Nick Drake. A cereja do sundae é que a reportagem passa trechos do curta Black Eyed Dog, pequena homenagem do ator a seu ídolo. Heath, que certamente compartilhava dessa solidão intratável, escreveu, dirigiu, filmou e atuou nessa pequena pérola low-profile. Procurei que nem um condenado por esse vídeo na internet, porém o melhor que consegui foi essa reportagem. Mas já da pra dar um gostinho.

***

MEU BILHETE DE HOJE

Publicado em 11/04/2008, às 14:00, por gabriel


Por que raios há praticamente uma obrigatoriedade de se repudiar uma ex ou simplesmente fingir que ela não existe ou não existiu? Não que eu não sinta uma enorme tentação de concordar que ex- boa é ex morta em alguns momentos de desamor e cólera. Mas ainda assim é pouco provável que no interior de nós mesmos não haja que seja um vestígio, um rastro de um sentimento muito do bom em relação ao antigo ser amado. Por mais que muitas outras já tenham se inscrito na nossa vida sentimental e que estejamos muito bem realizados, sempre fica algo, algo que duvido que seja possível de se arrancar de todo. Certos nomes são como tatuagens. Não há nenhum crime em conservar sentimentos nobres, amistosos e alguma ternura em relação a nossas ex! Respeitemos o passado!!! Nossas reminiscências são muito caras, são prendas afetivas, jóias de afeição. O orgulho é um fantasma a exorcizarmos diariamente. “Alguma coisa escapa ao naufrágio das ilusões”. (Machado de Assis, no fecho de Iaiá Garcia)

A bela música de Pablo Neruda

Publicado em 09/04/2008, às 21:09, por Caio Cezar


Dispensa qualquer divagação, para assistir, ouvir e chorar.

Soneto 49, por Luciana Souza.

Me gusta quando callas, por Brasilian Girls

Vejamos

Publicado em 15/03/2008, às 20:14, por Caio Cezar


Veja bem, meu bem, não leia a

Veja bem, meu bem, não leia a

Veja bem, meu bem, não leia a

Veja bem, meu bem, não leia a


 

Veja arte é vida e não está na

Veja arte é vida e não está na

Veja arte é vida e não está na

Veja arte é vida e não está na

Quem lê que sinta, não Veja

Quem lê que sinta, não Veja

Quem lê que sinta, não Veja

Quem lê que sinta, não Veja

Sonetos Estranhos sobre Poética

Publicado em 13/03/2008, às 09:52, por Caio Cezar


1.

q

que é o poeta?

é aquele que faz poesia, oras!

e poesia, o que é?

poesia, bem… poesia é poesia!

q

é o que eu quiser que seja

pouco me importa a forma,

a norma… isso tudo é prisão do mais puro

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqCONCRETO

1

que me importa se o soneto não parece

tanto um soneto. que me importa?! eu digo: é

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaSONETO!]

então é soneto

se tem começo e tem fim, se não tem, enfim…

que me importa? se é boa ou ruim, se eu digo - é poesia

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqtudo posso na minha poética]
não quero mais saber do lirismo que não é

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqlibertação]

q

2.

q

tornei-me pégasus para voar alto, bem alto

tentei. mas fui um pégasus pangaré

senti-me ridículo, incapaz

d

preso a idéias tão próximas, tão rasas

tão ralo de imagens

e há tanta coisa para ser cantada, tanta coisa…

s

e então comecei a caminhar e observar. caminhar e observar,

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqcaminhar e observar]

- às vezes parava para fumar um cigarro -

na busca muitas coisas aprendi e nada me foi revelado

sim, sou jovem! mas temo que nada de realmente relevante um dia

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqvá ser revelado]

q

então abri o livro e, triste, constatei

que isso já foi cantado por outro poeta

o que me faz lembrar de outro que versou sobra a impossibilidade

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqq de se ter idéias]

filosóficas sobre as quais algum grego não tenha pensado antes,

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqou algo assim]

q

3.

q

poderia dizer que você pode começar a ler por aqui.

poderia dizer que você pode começar por onde você quiser,

(entretanto já seria uma mentira muito difícil de engolir)

mas os versos que seguem, é verdade, esses realmente não tem

qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqORDEM]

q

Eu faço assim, mas você pode fazer

assado.

Você pode fazer assado.

Você pode fazer!

qq

VOCÊ PODE!

vc pode fazer axim

só você pode

q

só eu posso, só você, só eu, só nós, só podemos, só, só mente

ISSO é POESIA (???)

Você quer poesia? Você quer? É SUA!

q

q

Indiscreto outono

Publicado em 06/03/2008, às 14:00, por gabriel


O Outono pede

as árvores se despem

numa notícia de amor

Mai Fujimoto

Publicado em 03/03/2008, às 02:27, por marcos


Hanabi

Mai Fujimoto tem um trabalho em velocidade branca. Sua arte transporta para um silêncio meditativo (nos termos de uma busca particular) entre filosofia e espiritualidade, incorporando as sutilezas do mundo. Transforma o tempo do nascer-morrer em objetos concretos-inconcretos delicados. Sua arte não provoca (não questiona) abrupta. Atenta, descomprime o espaço real, retira-o da necessidade de existir dentro de um tempo e altera as dimensões das pequenas e “delicadas belezas”, dando-lhes dimensão, força e fôlego. Traz e apresenta a atmosfera do que está para além do corpo, para além do físico. O sentido se revela atado ao sem significado. Tornando o invisível em vísivel, incorpora nuances de leveza e, como em pequenos gestos de agradecimento, encontra o delicado onde os olhos-acostumados não o percebem, transformando a ausência enquanto angústia em uma ausência plena (em um vazio que ao mesmo tempo é totalidade). Essa busca pelo não-concreto e pelo redimensionamento do mínimo é recoberta por uma  suavidade que transpira, brincando com as possibilidades de existir, transportando a crueza da matéria para uma suavidade preenchida por um corpo etéreo, expondo o silêncio enquanto possibilidade.  Os desenhos guardam ainda significados outros: a ausência que permeia o traço vai em direção a uma reflexão sobre qual a importância do que se vê: os traços nervosos e ao mesmo tempo delicados  revelam uma dor suportada, uma angústia (quase) resolvida. As dimensões do desenho obrigam o expectador a assumir uma cumplicidade com o objeto, supondo uma distância delicada entre o observador-corpo que vê e o corpo que está. O trabalho de Mai Fujimoto sensibiliza por ressignificar a idéia do lugar da ausência.

Alta Intimidade

Publicado em 28/02/2008, às 13:23, por Caio Cezar


O Achados e Perdidos de hoje traz para o querido leitor a indicação de um delicioso blog de literatura e confissoôes femininas. Samantha Abreu comanda o sítio com suas intimidades irônicas, melancólicas, por vezes aflitivas, os textos sempre acompanhados de fotos lindamente angustiantes. Samantha mistura poesia íntima de primeira qualidade com seus bem-humorados e ácidos relatos sobre as Mulheres sob descontrole, suas reflexões - artísticas ou não - e, vez ou outra, até nos brinda com videopoemas! Não perca tempo, vai logo lá dar uma olhada!

Haute Intimité

Aqui vai uma pequena amostra do talento da moça:

i

Mariabogdanova

 

Rodopio
em volta da tua vida.
Feito peão espalmado
por uma criança em alvoroço.

 

Estou rodando.

 

Rodando
….Rod………..ando
Ro….. dan…….do
….Rod………..ando
….Rodando,

 

cheia de todas as intenções,
vontade de te puxar pela mão
e te levar comigo
ao final desse buraco, negro.

 

Quem sabe assim,
você pararia
de me revirar
os sentidos.

 

Samantha Abreu

 

Foto: Maria Bogdanova

 

***

 

As Sombras - videopoema

Algumas razões para amaldiçoar o jornalismo

Publicado em 20/02/2008, às 15:16, por gabriel


Não há remédio. Jornalismo é o reino da superficialidade e do fingimento. Muitas vezes, é confundido com merchandising e entretenimento, o que me tira do sério. A linguagem e o vocabulário da mídia eletrônica é paupérrimo.
Se alguém que quiser seguir carreira no jornalismo vier pedir a opinião desse habitante das bibliotecas que vos escreve, direi: caia fora, enquanto é tempo. Se o interlocutor não der ouvidos a mim e resolver estudar Jornalismo, recomendarei então: seja humilde!
Além disso, sempre acreditei que os cursos de Jornalismo não deveriam perder tanto tempo ensinando técnicas, lead, pirâmide invertida e outras coisas que são introjetadas quando se cai no mercado. Lembro-me que, no meu terceiro ano na Cásper Líbero (hoje povoada de professores picaretas e oportunistas que topam qualquer negócio), um dito cujo veio nos ensinar técnicas de como fazer entrevista. É pra rir ou pra chorar?
As escolas deveriam priorizar o ensino teórico, para que o aluno saia de lá com canudo e com uma boa cultura geral, que o permita tocar de ouvido, chutar com as duas pernas. Deveriam encorajar a leitura dos clássicos da literatura universal, de – sei lá – Machado, Eça, Paulo Mendes Campos, Joel Silveira, os grandes pensadores do Brasil – Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro. Deveriam estimular que os graduandos conhecessem a Constituição e o Código Penal, talvez. Que lessem a coleção de Hélio Silva – monótona mas aconselhável para que não saiam por aí reproduzindo absurdos sobre História do Brasil. Deveriam ensinar Semiótica – sim, eu disse Semiótica, detestada por nove entre dez alunos de Jornalismo, porque não é lecionada de maneira decente, de maneira criativa (professores limítrofes, com cultura de orelha de livro, obrigam o estudante a enfrentar uns textos de Teoria da Comunicação que fazem qualquer um mergulhar num sono cataléptico…).
Nos meus quatro anos de graduação na Cásper, raramente faltava às aulas, no mais das vezes a serem digeridas com café e com coca-cola (cápsula de guraná vai a gosto…). Em compensação, vivia vagando pelos corredores, jogando conversa fora , cortejando algumas sinhás e fazendo uma miniatura de política estudantil…
Se um aspirante a jornalista ainda insistir em me pedir um conselho, diria: Se resolver pelo curso de Jornalismo, faça paralelamente outra Faculdade. Vá por mim…
Ou então, aconselharia, impetrando minha boa ação do dia: faça literatura!!!! Literatura é arte; jornalismo, não. Longe disso. Escritores escrevem para o amanhã, jornalistas, para o hoje. Escrever livros é uma forma de se eternizar. Mesmo que você publique um livrinho e apenas três pessoas lerem, fique certo que sua obra não será perecível, ela durará. Amanhã, quem sabe, quando você estiver debaixo de sete palmos de terra, seu bisneto, curioso, há de tirar aquele volume empoeirado, esquecido no canto da prateleira. Já a reportagem que o peão de redação se descabelou para fazer, amanhã, servirá de embrulho de peixe, se me permitem o clichezão…
Não ignoro que a faculdade de jornalismo seja atraente para o vestibulando hesitante quanto ao futuro da carreira, por não ser um curso burocrático. Não é técnico como, sei lá, Direito, Ciências Contábeis ou Odontologia. Tem disciplinas bem variadas. Mas também não ignoro que jornalistas em início de carreira - e até alguns com anos de janela - trabalham num regime semi-escravocrata, produzindo em série, levando um arremedo de vida, sem sequer refletir minimamente sobre o fazer jornalístico.
Notem que os jornalistas geralmente morrem de enfarte, tem famílias dilaceradas (vários casamentos, inclusive…) e não raro são alcoólatras.
A mesmice dos jornalões tem me cansado. O que me atrai ainda, em meio ao rame-rame das coberturas pouco imaginosas, são os colunistas. Os artigos acabam sendo o diferencial.
O epicentro do “jornalismo literário” no Brasil, Joel Silveira, sempre esculpiu suas luminosas reportagens sem dar a mínima para o “quem, onde, porque…”
As entrevistas do saudoso “Pasquim” eram publicadas praticamente sem edição. A conversa era transcrita da maneira como se deu, sem copidesque. Parecia um papo de botequim. E eram interessantíssimas, verdadeiras aulas.
Viva o “nariz de cera”!!!

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