All posts in "Para não esquecer"
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A vida como potência

By Flávia Cera / 11/01/2011

O Real é muito doloroso, por isso preferimos viver na fantasia. Preferir viver na fantasia, entretanto, não significa que o Real não nos tomará de assalto. Ele esta aí sempre pronto para te dar um “acorda!”.    Lidar com o Real é muito doloroso, mas é também uma experiência interessante. Quando ele se apresenta imperioso […]

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Por um ano novo

By Flávia Cera / 23/12/2010

Esse deve ser meu último texto em 2010. Estou com a qualificação da tese marcada e louca correndo atrás dos prazos. Mas ano que vem eu volto com a promessa, evidentemente, de ser uma pessoa mais organizada e não viver em cima do laço sempre.  Vendo uma seleção de imagens da década (encerra-se a década, […]

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Tempo(s)

By Flávia Cera / 01/12/2010

 “Tem coisas que o tempo cicatriza”, dizem as mães e os pais que querem acabar com o nosso sofrimento adolescente. Dia desses eu estava passeando com o meu cachorro na praça e presenciei uma discussão entre dois adolescentes. Era um casal de namorados que discutia como se não houvesse amanhã. Para eles o tempo era […]

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Pensar-sentir-dizer

By Flávia Cera / 15/11/2010

Todo mundo nessa vida já recorreu a algum livro ou a alguma música para tentar explicar, desdobrar, esmiuçar um sentimento. O amor, coitado, é o mais batido deles. Dos poeminhas infantis decepcionados com os abandonos ainda incompreensíveis (“o amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas”), aos versos melosos que juram amor […]

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Uma política da singularidade

By Flávia Cera / 02/11/2010

Torquato Neto disse que “a tropicália é a medida mais justa do possível”. Em grande medida Torquato estava certo. A tropicália, que se consagra como movimento com o controverso nome tropicalismo, renovou o cenário estético brasileiro nos anos 60 e 70. Mas, mais do que uma renovação estética, a tropicália, envolvida em um movimento que […]

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Em estado de emergência

By Flávia Cera / 12/10/2010

 Para não esquecer: o nome dessa coluna foi roubado de Clarice Lispector. Sempre que eu pego esse livro para ler e vejo aquele título, eu o leio para não esquecer. Menos porque seja uma ordem, e mais porque ali está um esboço do seu método: escrever é para não esquecer, é para prolongar o tempo […]