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Estréia no OPS!: Cinema atemporal E-mail
Por Ana Al Izdihar   
01 de dezembro de 2008

Cinema atemporal: filmes analisados sem pré-conceitos pela perspecitva de uma crítica que não se vê tanto como tal, mas sim como uma cinéfila em primeiro lugar. Venha navegar comigo na companhia desses personagens, enredos, de Bordwell, de Jung. Participe!

2001: Uma Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick

Já vou avisando logo de cara que eu, por adorar cinema e por ser uma aquariana maluca e distraída, não vou me ater aqui a análises de filmes em ordem cronológica. Ou seja, me deu vontade de escrever sobre um filme dos anos 30, lá vou eu! É sobre uma estréia? Aqui estou. Portanto, Apertem os cintos e cada vez que entrar nessa nave selvagem será como entrar na máquina do tempo, paradoxalmente de natureza atemporal... Ainda está me acompanhando?

 

 

 

Não, não é O Guia do Mochileiro das Galáxias – adaptação cinematográfica, aliás, bem insossa... – fique tranqüila (o). Não estou aqui nem para ser ou fazer guia para ninguém, mas se considerar que poderemos saltar em qualquer ponto da galáxia cinemática, bem, ok. Também não espere que eu vá fazer uma verdadeira Guerra nas estrelas ou sobre estrelas, apesar de gostar delas. Talvez me prontifique em indicar uma rota diferente a fim de apanhar o Cálice sagrado com um humor montypythiano, porém sem perder as Asas do desejo em ser séria e contundente.

 

 

 

Era uma vez no meu passado em que me trancafiava nos finais de semana ensolarados para assistir filmes alemães obscuros nos anos 80, depois saía por aí arrotando que era cult. Hoje não faço isso comigo mais. Apesar de achar Herzog muito bom, digo que às vezes ele é muito chato, sem cerimônias. E mesmo me sentindo uma E.T. tenho a mesma coragem de dizer que amo Spielberg, assim como amo Kubrick.

 

 

 

Prometo que mostrarei Sonhos de Pulp fiction nas próximas noites (e dias) de verão, também os sonhos mais sofisticados e os obscuros – muitas vezes bem acompanhada pelo meu mestre Jung – porém somente poderei fazê-lo, fiquem sabendo de antemão, se a obra me tocar. Porque acho que é isso que a arte faz: ela te toca, você vive o sentimento que ela te causou primeiro e depois tenta passar isso pela sua consciência, traduzindo-a em pensamentos... Há tempos não julgo uma obra cinematográfica pelo seu país de origem, pela capa do dvd, ou por sua popularidade (ou falta dela). Mesmo sendo uma crítica formada na área não entro na onda Autor! Autor! para sair escrevendo por aí (e assinando embaixo) a infame frase “não vi e não gostei”.

 

 

 

Não esperem de mim, portanto, que eu aja feito uma Laranja Mecânica nem para aplaudir essa produção, nem para apedrejar aquela outra. Tentarei nada mais do que encontrar meus argumentos para expor minha sincera opinião. Ou Tudo ou Nada será mais um paradoxo aqui, para o âmago da filosofia Tim-Maianiana onde tudo é tudo e nada é nada.

 

 

 

Então, por hoje só introduzo essa Odisséia no espaço cinematográfico e por essa Janela secreta faço-a um tanto indiscreta, abrindo meu coração, minha loucura e minha selvageria. E quem sabe o que virá por aí...? Do inferno ou para Além da eternidade nos encontraremos nessa selva de pensamentos em um novo Vanilla sky. Abre los ojos!

Comentários
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Marcos Mattoso   |Registered |03-12-2008 23:02:57
Olá Ana,

Legal o seu artigo! Gosto de muitos dos filmes citados. E falando em "filmes alemães obscuros nos anos 80", veio-me a lembranca de uma vez ter assistido a um filme russo obscuro nos anos 80 com quase 3 horas de duracao ... e tempos depois, ao ler num jornal um resumo em duas linhas do enredo desse filme, descobri que nem aquelas duas linhas eu tinha conseguido entender da história :unsure: :( ... foi muito pra minha cabeca ;-)

[]s, Marcos.
Ana Al Izdihar   |04-12-2008 12:31:50
avatar Hahahaha :D . Eu te entendo Marcos. Será que o filme não era o "Solaris"?
Bem, eu me lembro do filme que me fez ter um insight a respeito da "roubada" que era ser tão radical: "O Cristal" de Herzog... :0 Mêu, o filme é uma &%#@ Sabe quando você sai do seu corpo e se vê naquela situação, vendo um filme ridículo? Daí eu disse chega! hahahah :P
Marcos Mattoso   |Registered |04-12-2008 16:51:40
Olá Ana,

Você chegou perto, nao era "Solaris" mas era também do Andrei Tarkovsky ... era o "Stalker" ... minha sensacao ao assistir era a de que devia haver ali uma mensagem muuuito profunda, mas que infelizmente se encontrava muuuito acima da minha reles capacidade de compreensao :s :0 :0 ... lembro de uma cena onde sem mais nem menos aparecia um pastor-alemao, e durava um tempao sem ninguém se mexer nem falar nada, as pessoas e o cachorro ... muito "cabeca" ... :huh: E no final do filme um menino fazia um copo se mover por telecinese ao som da Nona Sinfonia de Beethoven ... :0 :shock: pra mim foi muito :confused: .

Quanto ao Solaris, eu até que entendi razoavelmente ... mas eu tinha lido o livro, aí devia ficar mais fácil B)

"O Cristal" eu nao assisti (ainda bem, pelo que v. falou :) ), do Herzog lembro-me de "O Enigma de Kaspar Hauser", esse eu achei legal (apesar de nao chegar a ter entendido 100%)

[]s,
Marcos
guga alayon   |10-12-2008 11:28:44
avatar Lembro bem do trauma causado por um Resnais nos anos 70 (Ano passado em Marienbad)na minha cabeça de 12 anos.
Cinema é isto. Só consegui v~e-lo novamente neste século.
Gde espaço aqui!
Espero novidades...
bj
Ana Al Izdihar   |11-12-2008 09:48:20
avatar Marcos, não me lembro de ter assistido a "Stalker"... se o vi está guardado a sete chaves no meu inconsciente! ahahah...

Guga,
Obrigada pela participação!Logo teremos sim novidades. Aguarde.

Gilberto Agostinho   |16-12-2008 08:49:08
avatar Ana, Stalker e', na minha humilde opniao, a obra prima de Tarkovsky. Eu sempre tive dificulades em responder qual e' o meu favorito em alguma area, mas quando me perguntam sobre filmes imediatamente o Stalker me vem a cabeca.

Muito legal o seu artigo, fico aguardando pelos posts. Grande abraco e boa sorte com o novo blog!
olney   |Seu IP:189.83.43.xxx |21-12-2008 17:31:04
Marcos Mattoso   |Registered |22-12-2008 19:33:42
Ao "post" do Gilberto: sim, eu sabia que o "Stalker" foi muito aclamado pela crítica, talvez até por isso eu tenha ido assistir ... mas (infelizmente para mim) eu possivelmente nao dispunha de educacao suficiente para compreendê-lo ... daí a decepcao.

Agora, Tarantino é comigo mesmo, muito mais direto e fácil de entender :P

[]s, Marcos.
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