Realizei o sonho de conhecer o Maracanã. É um monumento. Lindo, gigantesco, colossal. Entendi perfeitamente porque o Maracanã é cercado de magia. É um monstro do futebol, ponto turístico do Brasil. E, certamente, superei as minhas expectativas. Em todos os sentidos.
A semana foi muito produtiva em termos futebolísticos. Jogos de campeonatos realmente interessantes, fizeram de terça-feira e principalmente da quarta-feira um néctar para deleite dos amantes do futebol.
Os principais campeonatos estaduais tiveram a primeira partida de suas finais neste fim-de-semana. Os presidentes das federações devem estar felizes por terem conseguido manter suas excrescências anuais em atividade por mais um ano. Cheios de cavalos paraguaios e com a reafirmação de que algumas instituições estão verdadeiramente decadentes, os campeonatos provocaram poucos escândalos, sendo apenas o que são: uma sempre renovada chatice.
"Cobertura para a cabeça, de material impermeável, que serve para resguardar o cabelo da água e que é utilizada no banho, na piscina, etc.". No bom futebolês, touca significa aquele time chato, que o clube do teu coração perde sempre ou quase sempre. É uma das piores coisas no futebol, mas rasgá-la pode ser muito prazeroso.
O que se faz em uma semana? Sete dias, geralmente, é um breve espaço de tempo em que dificilmente se concretizam projetos importantes na vida de uma pessoa ou instituição. Por exemplo, um indivíduo não consegue aprender um novo idioma em uma semana. Um relacionamento amoroso ou de amizade não se constrói em uma semana. Grandes contratos, fechamentos de negócios, costumam levar pelo menos trinta dias para serem devidamente analisados e posteriormente, concluídos. Mas para o Grêmio de Football Porto Alegrense, sete dias foi mais do que suficiente para determinar o final das atividades no primeiro semestre.
Miraculosamente corretas nossas arriscadas previsões para a Copa dos Campeões, realizadas na semana passada. Só falta agora o Fenerbahce confirmar o crime sobre o Chelsea. Já no futebol gaúcho, houve dois fracassos: um do Grêmio e outro pessoal, de Fernandão.
Esta quadra do ano é complicada para quem gosta de futebol. Os finais de semana são feitos pelos jogos fraquíssimos de nossos anacrônicos regionais e apenas as noites de Libertadores e as tardes impossíveis de terça e quarta-feira da Copa dos Campeões nos salvam. Dias 1º e 2 haverá uma terça e quarta-feiras malucas em que os oito classificados da Champions League fazem a primeira perna das quartas-de-final. Não adianta, o jeito é matar o trabalho ou a aula e voltar para casa às 16h45.
No jogo em que a Seleção Brasileira comemorava 50 anos do seu primeiro título mundial, uma estrela brilhou mais alto, a de Alexandre Pato. No jogo da estréia do avante, um golaço deu a vitória ao Brasil e o deixou na companhia de Pelé, Zico e Rivaldo, os únicos que também marcaram na primeira partida vestindo a amarelinha. Dunga pede calma, mas é impossível qualquer medida cautelosa nesse momento. Pato é fora de série. Muito fora de série.
Este é um texto de Luís Fernando Veríssimo publicado em 1999. Ele reflete a admiração por um jogador e pela atitude de um árbitro de futebol. É uma história sutil e delicada, onde o amor ao esporte está no texto e subtextos.
O Palmeiras derrotou o todo poderoso São Paulo no último final de semana. O placar foi emblemático: 4x1. Mas o que fez Luxemburgo para hipnotizar Muricy e vencer o clássico paulista?
Bira foi contratado pelo Inter em 1979. Foi o centroavante titular do time tricampeão brasileiro invicto no mesmo ano. Ontem, ele deu uma entrevista absolutamente maravilhosa na Rádio Guaíba. Cometo aqui o abuso de reproduzir um trecho dela de memória. É uma bela história.
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