Doce tão popular, nas festas de aniversário ou mesmo na colher que raspa o fundo da panela, o brigadeiro tem curiosa história quanto ao seu surgimento. Conta-se que nos anos 1940 o brigadeiro Eduardo Gomes, oficial da aeronáutica, decidiu se candidatar a presidência da república. Mas como as verbas eram escassas, era necessário garantir dinheiro para a campanha de onde quer que fosse. De acordo com os relatos da época, Gomes era um verdadeiro galã de cinema e, além disso, era solteiro, o que o tornava alvo da paparicação das moças casadoiras...
Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa o popular sanduíche Bauru não surgiu na charmosa cidade de mesmo nome localizada no interior paulista. O seu criador foi Casimiro Pinto Neto, cidadão bauruense, que elaborou a receita hoje conhecida nos quatro cantos do país [se bem que com alguns erros de formulação em algumas localidades]. Casimiro fazia faculdade na capital paulista, onde era chamado pelos amigos de Bauru, em clara referência as suas origens.
A semana passada estive no Rio de Janeiro, a trabalho, e tive a oportunidade de almoçar em Botafogo, num restaurante charmoso, de ambientação e nome históricos, o Carlota [em clara alusão a rainha do Brasil, personificada no filme de Carla Camurati pela fantástica Marieta Severo]. Os arredores não podiam ser mais aconchegantes, estávamos próximos ao Cristo Redentor e, além disso, o Carlota fica num mercado aberto, com bancas de flores, lojas de bebidas, balcões onde se podia comprar queijos e frios da melhor qualidade.
Que delícia! Só de pensar nessas duas guloseimas servidas no Mercado Municipal de São Paulo já dá água na boca para quem teve o privilégio de degustá-los. São dois acepipes obrigatórios para quem visita a capital gastronômica do país, apesar da aparente simplicidade dos mesmos. Na realidade, já viraram referência para quem conhece e gosta de culinária e visita Sampa.
Prato típico do litoral paulista, o Peixe com Banana é uma daquelas iguarias que não chama, a princípio a nossa atenção, mas se trata de um clássico caiçara que merece ser conhecido e que depois, certamente, será revisitado por quem teve o privilégio de uma primeira prova.
O cenário é uma isolada ilha do Oceano Pacífico. Nosso personagem principal é um soldado que resiste, solitariamente, na manutenção das terras conquistadas por seus camaradas. As batalhas que resultaram nas conquistas foram travadas nos primeiros anos da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. Já se passaram alguns anos do final do conflito e o valente recruta mantém seus deveres caprichosamente em dia sem saber que seu país saiu vitorioso nesses embates. Descoberto após alguns anos, vira manchete de jornais e é saudado como herói nos Estados Unidos. Como sobreviveu tanto tempo sozinho? A pilha de latas de feijão acumuladas ao lado de seu acampamento revelam sua fórmula...
Por que o chocolate derrete na boca? Você sabia que nem todo o álcool evapora quando se cozinha com vinho ou cerveja? Como se descafeína o café? Por que nada gruda em frigideiras antiaderentes? O que se pode fazer com óleo usado? Por que não se deve pôr metal no microondas? Como é feito o vinagre?
Quantas não são as questões relativas ao cotidiano da cozinha que podem nos auxiliar a entender melhor a ciência? As perguntas apresentadas no início desse artigo fazem parte de um conjunto muito maior de questões que compõem o livro O que Einstein disse a seu cozinheiro, do professor de química da Universidade de Pittsburgh, Robert L. Wolke.
Deliciosos e suculentos peixes. Os frutos do mar e as pescadas são as mais fortes reminiscências das refeições de minha infância. Morávamos no Litoral Norte de São Paulo, mais especificamente em São Sebastião, que lá pelos idos dos anos 1970 ainda não sofria com os congestionamentos e a presença tão acentuada de milhares de turistas a cada final de semana atrás de um abençoado lugar nas belas praias daquela localidade tão espetacular.
Em 1980 foi descoberto o Codex Romanoff ou, para simplificar, os "Cadernos de Cozinha" de Leonardo Da Vinci. Não há, evidentemente, comprovação total de que os registros anotados nesse documento tenham sido produzidos pelo gênio maior do Renascimento. Entretanto, existem vários indícios nos escritos que nos permitem supor que essa relíquia seja autêntica.
Não há como negar que toda a história de entrelaçamento étnico que ocasionou a formação do povo brasileiro e, conseqüentemente também dos paulistas e dos valeparaibanos, repercutiu enormemente na cozinha. As contribuições advieram a partir da relação estreita que possuíam, por exemplo, os índios com o milho, o cará, a mandioca, a batata-doce, os animais típicos de nossa fauna ou ainda os variados peixes encontrados em nossas bacias hidrográficas. Temperos e variedades de carnes, verduras e frutas vieram do além-mar, cruzando o Atlântico e fazendo presentes os sabores provenientes do continente africano e das ricas tradições ibéricas, especialmente a de nossos colonizadores portugueses.
Risotos sempre me levam de volta a infância e me conduzem para a misturança de ingredientes que avós e mães deliciosamente preparavam com alguns ingredientes que teimavam em sobrar depois das refeições. Ao arroz adicionavam-se o milho, a carne moída, o frango, a vagem, as ervilhas, lingüiças, tomates, queijos e tantos outros alimentos saborosos que, por si só já tinham o destino certo dos nossos estômagos famintos, mas que reunidos ao esplendor branco e fresco de um bem temperado arroz com cebolas e alho tornavam-se totalmente irresistíveis.
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