Festival do Minuto
As coisas são mais importantes que as pessoas?

As coisas são mais importantes que as pessoas?

As coisas parecem ter se tornado mais importantes – e são tratadas melhor – do que as pessoas. Como seria um mundo em que esta ênfase fosse revertida?

Impromptu: Michael Jackson está morto: e daí ? (ii)
I like America and America likes me

I like America and America likes me

Beuys e Xuxa, quem diria, tem algo em comum...

Desafio por um Mundo mais Verde e Solidário

Desafio por um Mundo mais Verde e Solidário

Como envolver 180 mil pessoas em uma iniciativa de cunho ambiental, social, altruísta e solidário em 6 semanas: um experimento social

Vocês querem mesmo apoiar os novos escritores?

Vocês querem mesmo apoiar os novos escritores?

Sugestão para os patronos das artes.

Enquanto isso nos blogs...

Assine o OPS por e-mail:

Entregue por FeedBurner

Comunidade do OPS! no Orkut
Concurso A Mais Incrível Reforma
Os Três Patetas
Violência e Miséria E-mail
Por José Eustáquio Diniz Alves   
01 de dezembro de 2008

A violência não é monopólio da miséria, mas se nutre das condições de pobreza e da falta de cidadania em todos os seus aspectos.

A violência é uma miséria e a miséria é uma violência. Mas seria simplista dizer que a miséria social é a responsável exclusiva pelo aumento da violência na sociedade brasileira atual. A associação entre violência e miséria é reforçada pelo fato das cadeias estarem repletas de ladrões, malfeitores e homicídas pobres. Mas este é um outro problema, pois os ricos geralmente não vão para a cadeia no Brasil e, quando vão, ficam em celas especiais.
 
As pessoas de esquerda tentam argumentar que os que-nada-têm recorrem à violência porque são vítimas das injustiças do capitalismo. A verdadeira violência estaria nos salários miseráveis, no desemprego, no desamparo e nas desigualdades sociais. Nesta perspectiva, uma política de segurança pública só seria eficiente na medida em que resolvesse as mazelas decorrentes da má distribuição da renda e da exclusão social. Adicionalmente, eles denunciam as condições deploráveis das cadeias brasileiras e consideram que os presos, assim como todos os seres humanos, têm direitos inalienáveis.
 
As pessoas de direita tendem a jogar a culpa da violência, não na anomia social, mas na má formação do caráter do indivíduo e na natureza perversa do ser humano: “o homem é o lobo do homem”. Eles argumentam que se a pobreza fosse a causa da violência os lugares mais ricos seriam mais tranqüilos que os rincões pobres. Consequentemente, a direita advoga uma política de segurança baseada na eficaz repressão ao crime e na “tolerância zero”. Advogam, também, o compromisso público com o direito de propriedade e gostam de dizer, ainda, que a precedência dos direitos humanos é das vítimas e não dos bandidos.
 
Quem tem razão? Os primeiros? Os segundos? Os dois? Nenhum dos dois? Ou será que a lógica da esquerda está baseada na defesa dos interesses dos pobres e a lógica da direita é simplesmente uma justificativa para a manutenção dos privilégios dos ricos?
 
Ao meu ver, a questão é mais complexa. Existe, incontestavelmente, uma correlação entre desigualdades sociais e violência. Todavia, existem violências que ocorrem independentemente da questão de classe ou condição social: o marido que chega bêbado em casa e surra a esposa; a esposa que ofende verbalmente o marido; os pais que perdem a paciência com os filhos e os espancam; a pessoa que abusa sexualmente do parente mais frágil; o irmão que mete a mão em irmão; o amigo que trapaceia o amigo; o vizinho que, por motivos banais ou por demandas triviais, agride o vizinho; as gangues que depredam bens públicos; o religioso que não tolera o outro religioso; os motoristas que xingam outros motoristas; os homens, as mulheres, as crianças e os idosos que descarregam suas frustrações nos cachorros, nos gatos e outros animais.
 
A violência surge a partir da criação e recriação de relações de superioridade e inferioridade, relações de poder - quer seja entre indivíduos, classes, gêneros, etnias ou concepções políticas e religiosas - e da tentativa de utilizar métodos coercitivos (físicos ou verbais) para resolver problemas não consensuais. O inferior ou o errado é a diferença incapaz de se constituir em alteridade. A sua diferença é a medida do seu erro e da sua inferioridade. Por conseguinte, a violência decorre da intolerância e do egoísmo. É o resultado da tentativa de se levar vantagem (material ou simbólica) às custas e contra a vontade do próximo.
 

 

Comentários
Adicionar Pesquisar RSS
Geraldo Gomes  - A Violência no Planeta Terra     |Seu IP:189.120.161.xxx |12-12-2008 20:44:58
As opinões variam!Ao meu ver,a violência é uma indústria fabricada pelos seres humanos sem exceção que gera lucros e que proporciona felicidades.
Ex:Quantos tipos de violência existem no Brasil ou no planeta terra?Com que idade o ser humano pratica a sua primeira violência?Por que não homens ou mulheres talentosas ou genios na prática da não-violência?Sem a violência o que estaríamos fazendo?E etc.etc.etc.Qual é a maior das violências?A INDIFERENÇA!Nesse exato momento[hoje,agora]mulheres,
crianças,idosos,homens e etc.estão sendo vítimas fatais da FOME no Brasil e no planeta terra!Que homem ou mulher não é conivente com tal violência{A FOME]?Conheces o artigo xxv da declaração universal dos Direitos humanos?Tal artigo não é CUMPRIDO pelos que defendem os direitos humanos e aí?Que nome daremos a essa violência?Asseguro-te que a violência e as demais anormalidades[pobreza,miséria
e etc]tem solução entretanto é necessário renunciar e repudiar os "meios"que fazem com que o "espírito" da mesma alimente-se e floresça.
Muitas coisas boas para todos e boa noite!
Lorranne Gomes da Silva  - Saudações   |Seu IP:200.137.196.xxx |27-01-2009 12:43:33
A mídia vende dor, sangue...
Vende lágrimas, atos e palavras...
Somos violentados pelas violências que distintos motivos compõe.
Olhamos e ceu azul e vivemos na imensidão das horas.
Viva os assasinos do século XXI.
Escrever comentário
Nome:
Email:
 
Website:
Título:
UBBCode:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Please input the anti-spam code that you can read in the image.

3.20 Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
< Anterior   Próximo >
Advertisement
Advertisement

 

Escrever Por Escrever
Coolméia
Simplicíssimo