Festival do Minuto
Caminhar, branco e criança, na lua

Caminhar, branco e criança, na lua

Agora Michael pode realmente caminhar na lua, pode ser branco, poder ser Peter.

Acordar e fazer diferente

Acordar e fazer diferente

Sabe quanto você acorda com vontade de fazer a diferença no mundo? Muitas vezes sabemos o que queremos fazer, ou onde pretendemos chegar, mas não sabemos como fazê-lo e tampouco temos as ferramentas ou o auxílio necessário para promover a mudança.

O remédio inócuo

O remédio inócuo

A obra de alguns artistas propaga-se pelo mesmo motivo que o cogumelo do sol faz sucesso: ambos são inócuos.

Políticos demais, ou Para uma verdadeira reforma política

Políticos demais, ou Para uma verdadeira reforma política

Duas ideias simples, aparentemente naive, para um melhor porvir

A arte da propaganda

A arte da propaganda

Caros amigos, Escrever no Praguejando vem sendo um dos meus grandes prazeres. Eu fui realmente pego de surpresa com o convite do pessoal do OPS!, e eu confesso que estava muito inseguro no começo. Nunca tinha escrito nada, além de poeminhas bobos na adolescência. Mas o que...

Enquanto isso nos blogs...

  • diálogo poético-junino 4 Jul 2009 | 2:51 pm Modos de Fazer Mundos

    ai que espero que o junho acabe em julho. despero ai que essa fogueira em tulho. dessa festa, ai, restam-me os entulhos. ou pulo a fogueira. ou fogueira me pula.…

  • Tripalium [1] 4 Jul 2009 | 1:59 pm Agora com dazibao no meio

    [Tripalium (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão…

  • Eu, museu (2) 4 Jul 2009 | 1:42 pm Ipsis Litteris

    Ontem à tarde, após manhã cansativa em sala de aula, resolvi que algumas cervejas, no doce lar, mereciam minha atenção. No elevador, imaginando qual sensação que a combinação fermentada entre cevada, lúpulo…

  • Fome atinge 800 mil pessoas no Rio Grande do Sul 4 Jul 2009 | 1:06 pm Marco Weissheimer

     Cerca de 800 mil pessoas passam fome ou estão em situação de desnutrição no Rio Grande do Sul, segundo a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística…

  • Porque hoje é sábado, Claudia Lynx 3 Jul 2009 | 11:47 pm Milton Ribeiro

    No sábado passado, fui espinafrado pelo Eduardo Lunardelli. Ele reclamava do excesso de roupas. Já tinha preparada uma resposta cheia de peitos e bundas. Porém, de forma casual, deparei-me com…

  • Fala, Fogaça! 3 Jul 2009 | 7:42 pm Marco Weissheimer

     Omisso é um adjetivo mínimo para designar o desempenho do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Como já aconteceu outras vezes, Fogaça fugiu do debate sobre o horário-limite para…

  • O Robô Ed 3 Jul 2009 | 5:00 pm Blogui do Serbao

    Que Blog da Petrobras o quê! Se a oposição fosse um pouquinho mais organizada, encontraria no site da própria estatal um verdadeiro motivo de escândalo. Trata-se do Robô Ed!  O…

  • o atemorizante humor da crença 3 Jul 2009 | 6:47 am Modos de Fazer Mundos

    Há tempos, nem tanto tempo assim, publiquei uma crítica sobre um trabalho de Nachtergaele que julguei genial. Um excesso de genialidade que poderia demorar uma vida para aparecer, mas eis,…

  • Sobre Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman 2 Jul 2009 | 11:30 pm Milton Ribeiro

    Quando vi Gritos e Sussurros pela primeira vez, tinha quinze ou dezesseis anos. Nunca pude esquecer a atmosfera psicológica do filme, o monte de coisas absolutamente inéditas que ele me…

  • Reestréia na estréia 2 Jul 2009 | 5:56 pm Incautos do Ontem

    _____Admiro bastante o trabalho do André Dahmer. Atualmente, inclusive, uso uma personagem produzida por ele na maioria dos locais virtuais em que, teoricamente, tenho de enfiar minha cara (com a…

Assine o OPS por e-mail:

Entregue por FeedBurner

Comunidade do OPS! no Orkut
Concurso A Mais Incrível Reforma
Os Três Patetas
Línguas negro-africanas E-mail
Por Bruno Maroneze   
12 de novembro de 2008

Línguas do Egito, da Nigéria, da Tanzânia... A África é um continente com uma diversidade lingüística realmente impressionante. No matabicho de hoje, em comemoração ao mês da consciência negra, vamos entender um pouco dessa enorme riqueza lingüística e algumas características gramaticais das línguas dos povos trazidos ao Brasil como escravos.

Bom dia! O assunto do mês é o dia da consciência negra, celebrado no próximo dia 20 de novembro. Vamos então comemorar essa data com um matabicho especial a respeito das línguas faladas pelos inúmeros povos da chamada África negra.

A África é um continente realmente fascinante em termos de diversidade lingüística. Só na Nigéria, um país praticamente do tamanho do Estado do Mato Grosso, são faladas cerca de 250 línguas diferentes. Isso já seria fascinante mesmo se ignorarmos as línguas européias e crioulas que chegaram lá por ocasião da colonização européia. Mas se observarmos apenas as línguas faladas pelas populações nativas, notamos que elas podem ser classificadas em quatro grandes grupos:

Línguas afro-asiáticas: como o nome está dizendo, esta é uma família de línguas que tem membros tanto na África quanto na Ásia. O grupo mais famoso dessa família é o grupo semítico, que engloba o árabe e o hebraico.
"Mas essas línguas não são faladas por populações negras!" Bom, o hebraico de fato não, e o árabe originalmente também não. As línguas berberes, também afro-asiáticas, tampouco. Mas há algumas dessas línguas faladas predominantemente por populações negras (embora talvez elas tenham de fato se originado em povos não-negros). Destaca-se o haussá, do grupo chádico, uma das línguas mais faladas na África norte-ocidental, e o oromo, do grupo cuxítico, falada na Etiópia. É interessante lembrar que pertencem a essa família as línguas que receberam pela primeira vez em toda a História uma forma escrita: o egípcio e o acádico (ambas mortas atualmente, mas você já ouviu falar delas nas aulas de História).
Algumas características gramaticais: todas as línguas afro-asiáticas têm dois gêneros (masculino e feminino) e costumam ter flexão interna. Por exemplo, na conjugação verbal, em vez de desinências, como em português, muda-se o interior da palavra, como em somali: wudimta (ele morre), wedimata (ela morre), wadimate (você morre) etc.

Línguas nilo-saarianas: como o nome diz, são línguas faladas às margens do Nilo e no deserto do Saara. O problema é que esse grupo de línguas ainda é hipotético: não há comprovação de que todas essas línguas são de fato relacionadas e podem ser agrupadas conjuntamente. A principal língua nilo-saariana é o luo, falado no Quênia, a língua materna do falecido pai de Barack Obama. E você também já deve ter ouvido falar do povo masai, também do Quênia. A língua deles também pertence a essa família.
Algumas características gramaticais: como essa família ainda é uma hipótese, fica difícil encontrar uma característica comum a todas. Uma delas talvez seja o número: quase todas elas apresentam distinção singular-coletivo-plural.

Línguas coissã (ou khoi-san): formam um grupo relativamente pequeno de línguas faladas no sudoeste da África, em especial na Namíbia (e tem um grupo perdido também na Tanzânia, do outro lado). Elas ficaram famosas por uma característica fonológica peculiar que aparentemente só elas têm: os chamados "cliques", consoantes produzidas como se fossem estalos da língua contra os dentes ou o céu da boca (sabe quando você faz aquele som característico do "tsc-tsc"? Pois é, esse som é uma consoante nessas línguas). Uma comédia de 1980 intitulada "Os deuses devem estar loucos" aproveitou-se disso para fazer piadas.

Línguas níger-congolesas (ou niger-congo): deixei por último porque esta é a maior e mais importante família de línguas da África. As línguas niger-congo são faladas em praticamente toda a África sub-saariana. Com certeza a esmagadora maioria dos escravos trazidos para o Brasil eram falantes dessas línguas. Um subgrupo dessa família tornou-se quase que um sinônimo de língua da África: trata-se do grupo banto, com características bem específicas. As línguas niger-congo mais importantes são o bambará, falado no Mali; o wolof, falado no Senegal; o iorubá, falado na Nigéria (confira em outro matabicho); e várias outras. Entre as línguas banto, destacam-se o suaíli, falado em quase todo o sudeste da África, e o zulu, na África do Sul.
Algumas características gramaticais: a grande maioria das línguas niger-congo são tonais, ou seja, em vez de sílabas fortes ou fracas (como em português), elas têm sílabas agudas ou graves. Isso mesmo, são conceitos musicais. Uma sílaba pode ser mais aguda ou mais grave que outra. Agora, a característica gramatical que mais chama a atenção nesse grupo, em especial nas línguas banto, que conservam isso de forma bem marcante, é o sistema de classificação nominal. Basicamente, trata-se da mesma idéia que temos em português do gênero: as palavras são classificadas arbitrariamente em masculino e feminino (e isso não depende de sexo, porque "mesa" é feminino e "livro" é masculino, mesmo sendo seres assexuados). Porém, as línguas banto não se contentam com apenas dois gêneros: elas têm um bocado deles, algo como cinco, seis ou mesmo dez. O suaíli, por exemplo, tem nove: um para pessoas, um para plantas, um para frutas, um para objetos, um para animais, um para lugares... Mas como em português, a coisa não funciona tão bonitinho assim: pode haver um animal que tem o mesmo gênero que uma planta, por exemplo. Ah, e além disso, os gêneros são marcados geralmente por prefixos: em suaíli, o prefixo do gênero pessoa é m-, o do gênero fruta é ji-, o do gênero animal é n- e assim por diante.

Por hoje é só, e já tem coisas demais aí... Numa próxima eu falo de algumas dessas línguas com mais detalhes.

Comentários
Adicionar Pesquisar RSS
angelica andrade   |Seu IP:189.104.174.xxx |16-06-2009 14:47:25
parabens seu saite e um show ,fiquei impresionada quanto as informacoes nossa vc me ajudou muito parabens fic com deus e continue a fazer esses saites irados
Escrever comentário
Nome:
Email:
 
Website:
Título:
UBBCode:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Please input the anti-spam code that you can read in the image.

3.20 Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
< Anterior   Próximo >
Advertisement
Advertisement

 

Escrever Por Escrever
Coolméia
Simplicíssimo