Os resultados eleitorais podem mascarar o real sentido das urnas. Para tanto, segue neste artigo as possibilidades de uma leitura de caráter verdadeiro sobre as eleições da Bahia: quem venceu foram os carlistas que estão muitos com o atual governo eleito para sucumbir esta forma de agir/pensar na política e outros com a oposição também formada por carlistas. No final das contas sobra ,dentre outros, um partido que foi eleito para mudar com tudo isso: o PT. Que assiste o crescimento do PMDB com a composição majoritária de que segmento ideológico, advinha?
Ainda que em nossa grande imprensa existam uns poucos jornalistas que se dedicam ao ofício com a necessária isenção, a regra em nosso país tem sido outra. Boa parte dos profissionais age em defesa de interesses políticos ou mesmo outros que não os da verdade factual.
Quais as fronteiras do poder legislativo? quais os pontos de contato e atribuições normativas e empíricas da relação entre representantes e representados? Perguntas como essa serão encetadas neste artigo que busca questionar acima de achar respostas a priori.
Quase dois séculos depois do Grito do Ipiranga e quase doze décadas após a Proclamação da República, o Brasil continua enfrentando os desafios de construir-se como nação madura e justa, “mãe gentil” para todos os seus filhos. Em nossa vida política, por exemplo, ainda estamos muito longe de uma democracia autêntica, plena e participativa, sem a qual os sistemas econômico, social e cultural não se podem desenvolver satisfatoriamente para atender com eqüidade às necessidades da população.
Desde que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes tem colocado o Pretório Excelso nas manchetes dos jornais. Infelizmente, isto tem acontecido pelos motivos errados. Em poucos meses, várias as confusões com as digitais de Mendes. Na – até agora, ao menos – mais barulhenta delas, o ministro concedeu dois discutíveis habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas em velocidade meteórica, atropelando inclusive instâncias inferiores do Judiciário.
Quantas dobraduras um lençol suporta? Qual o tamanho do amanhã? E a distância entre a intenção e o feito? Qual a dimensão de loucura entre o pensamento e a voz? Como ditar essas distâncias que não são métricas? Existe uma ciência dos abismos do afeto?
Num momento histórico marcado pelo achatamento do público pelo privado, como podemos repensar a tradição republicana à luz de desafios próprios ao Brasil? A televisão está neste bojo: repensar a res publica na contemporaneidade. O desafio é enorme, contudo, trataremos do valor de tratar a televisão como um espaço que deve ser regido por uma lógica subordinada ao bem comum.
A máxima “juiz só fala nos autos”, definitivamente, assume mais e mais um ar démodé. Não bastasse o gosto pelos holofotes de alguns juízes, manifesto em declarações inconvenientes até mesmo sobre causas correntes, uma associação de magistrados arbitrariamente divulgou, com notória conotação negativa, listas de candidatos às eleições que respondem a processos ainda em andamento. Ora, ora. Como se a mera existência de processo contra alguém bastasse para a presunção de culpa!
Esfriados os ânimos a respeito do prende-e-solta do caso Daniel Dantas e tomando emprestada a linguagem de minha outra coluna aqui no OPS, constato: muitos os que perderam o foco e saíram mal na fotografia. Entretanto, ainda que aparentemente sem a menor intenção, Gilmar Mendes (tenebroso na foto) evidenciou as diferenças do funcionamento de nossa Justiça para cidadãos de diferentes estratos sociais.
O resultado econômico e social mundial não podia ser mais desastroso. Em 2006, mais de 15% da classe trabalhadora estão desempregadas; metade da população do Planeta passa fome; 100 mil pessoas morrem de fome por dia.
As contribuições deste texto visam assegurar o lugar de destaque na sociedade e na imprensa a um partido que incomoda, seja pelas virtudes ou pelos erros que abrem ala para as experiências da esquerda na seara institucional. Buscaremos expor as nuances constitutivas do partido e a importância fundamental de olharmos as eleições próximas como um momento de correção de rumos: o partido foi varrido pela moral em 2005 num escândalo de financiamento de deputados da base aliada, bem como de doação de um carro a um dirigente do alto escalão petista por parte de uma empresa prestadora de serviços da Petrobras, a GDK. Nos debrucemos sobre o PT, ainda é preciso.
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