Depois de eu haver severamente criticado, por sua evidente má-fé e falta de seriedade científica, o vídeo intitulado "PSIQUIATRIA - INDÚSTRIA DE MORTE" (cf. YOUTUBE) recebi um e-mail com as perguntas que transcrevo e respondo abaixo.
Já que fatos recentes despertaram a atenção do público para a pedofilia e que um auto-declarado pedófilo, colocou em minha comunidade Orkut, sob o codinome de COIOTE, algumas questões sobre esse tema, decidi, mesmo antes de completar minha série de artigos sobre alta em Psicanálise, repassar a vocês o teor de minhas respostas às perguntas que me foram feitas, que são as seguintes:
Foucault, em seus discursos reflexivos sobre as diversas maneiras nas quais os homens elaboram, na sociedade ocidental, um saber sobre eles mesmos ao longo da história, analisou as várias ciências como entre outros “jogos de verdade”, ciências estas colocadas como técnicas específicas para os homens compreenderem aquilo que são(1).
Como uma exposição sobre o que seja a “mente” e o “mental” pode tornar-se extremamente complexa e sofisticada, arriscando afugentar o leitor leigo, optei por introduzir o assunto falando sobre o que é a Psicanálise, deixando que o aprofundamento do tópico ocorra a partir dos comentários que sejam eventualmente feitos a ele. Comecemos, pois:
Vou atrasar minha contribuição sobre o conceito de “mente”, algo que interessará certamente mais a profissionais do que a leigos, para fazer uma contribuição de maior utilidade pública. Ela diz respeito à tal “Síndrome do Pânico”.
A hipótese da existência de fatores inconscientes determinando o comportamento humano é, naturalmente, tão velha como a história. Na época de Freud, entretanto, dominava a postura de que esses fatores eram de natureza neurológica. O grande mérito de Freud foi sustentar a natureza psicológica desses fatores, fazendo uso, para isso, (1) de dados empíricos à disposição de qualquer um a de (2) um conceito específico de psicológico, emprestado de Franz Brentano. Se não, vejamos:
O comportamento humano é incrivelmente elaborado. Decidi ilustrar sua complexidade e descrever suas três forças determinantes por meio da análise da aparentemente simples ação de dizer “oi”. Desse modo, ficará claro as nuances que uma análise do comportamento completa deve considerar.
O corpo existencial, como vimos pensando em contribuições anteriores, bem pode ser entendido como uma presença de entremeio – algo que está “entre” a realidade pessoal e a realidade social – ou, mais adequadamente, entre duas subjetividades – a subjetividade própria e uma subjetividade outra.
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