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Esquece-se, esse senhor, que ainda vivemos em uma República. E um dos mais caros valores de uma res publica é justamente o dever de respeito pelos poderes legitimante constituídos pelo voto.

Com essa atitude insana desrespeita a todos nós. Sim, pois um homem que ocupa a presidência de um poder e comete barbaridades como essa, só pode ser um insano, ou, quiçá, já demente.

Torna-se indigno de ocupar o cargo que ocupa. Macula o Poder Judiciário, do qual é o guardião maior; macula a nação, pois demonstra não ter justiça em seu próprio coração, ao se deixar levar por questões quem sabe pessoais.

Desonra a categoria dos servidores públicos, da qual ele, embora pense que não, faz parte. E, como parte, sabe bem que não lhe é autorizado demonstrações de desafeto em público.

Não bastassem as sobejas notícias de possíveis desvios de comportamento público, agora atinge o ápice, ao solenemente desprezar a presidenta do Poder Executivo.

Mostrou-se mesquinho por talvez não ser ele a estar ali, ao lado do Papa, recepcionando as pessoas e autoridades. Talvez, movido pela egolatria – insuflada pela mídia -, tenha lhe passado pela cabeça que ali era o SEU lugar e não o de uma qualquer!

Esquece-se, esse senhor, que ainda vivemos em uma República em que o chefe do Poder Executivo é chefe de governo e do Estado e, portanto, com funções de representação do país perante o mundo, em quaisquer circunstâncias!

Não sou religioso, mas me sinto profundamente envergonhado diante da comunidade dos católicos, em especial da juventude católica do mundo inteiro que nos visita.

A eles pelo desculpas pelo ato cometido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. E peço, também, que não guardem essa imagem como sendo a imagem do povo brasileiro. 

Desculpa!