A volta de quem nunca se foi…

A Máscara da Hipocrisia

Pensando em como recomeçar, depois de quatro anos, recordei que havia guardado todos os meus escritos do tempo antigo. Natural que fosse reler alguns e, ao fazer isso, me deparei com o primeiro post que fiz para o

Hypocrisis

Julguei que nada havia de mais pertinente para um recomeço do que o próprio começo. Afinal, temos a incrível capacidade, como espécie animal diferente das demais espécies, de não mudar com o tempo ou, na melhor das hipóteses, de mudar para pior.

E esse me parece ser o caso, comparando 2017 com 2010. Pioramos em tudo. A diferença é que já não me faço mais a pergunta, que fiz ao final do texto de 2010, sobre “Como e quando a nossa atual sociedade perdeu o rumo?”.

Eis, então, meu texto de “recomeço”.

Definir. Eu defino quando indico o verdadeiro sentido, a precisa significação de um termo. Comportamento. “Reação de um indivíduo, de um grupo ou de uma espécie ao complexo de fatores que compõem o seu meio ambiente” ou, “procedimento de alguém face a estímulos sociais ou a sentimentos e necessidades íntimos ou uma combinação de ambos”. Hipocrisia. “ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.”

Assim mesmo, definições. Definições de todos nós, os que defendemos ideias e ideiais enquanto falamos ao celular dirigindo nossos automóveis.

Vivemos a era do umbiguismo. A exacerbação do individualismo. E também vivemos a era do alterismo, que podemos definir – sim, eu disse, definir primeiro – como a exacerbação hipócrita do “olhar para o outro”. Gente que se diz preocupada com o meio ambiente, com o social, mas que na verdade não consegue ver nada além do próprio umbigo.

Duas forças empurrando a humanidade para um fim previsível. É disso que tratará o “Hypocrisis”: desse comportamento mais que comum, tido, na minha opinião, como “normal”. Por que razão as pessoas se comportam assim, se sabem que poderiam ter um comportamento diferente?

Como e quando a nossa atual sociedade perdeu o rumo? Se todo mundo ajuda, por que ainda temos tantos problemas sociais? Por que tanta criança nas ruas?

Só tenho uma resposta: a hipocrisia.

Alguém tem outra?

About the author

Luiz Afonso Alencastre Escosteguy

Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão Pública e servidor do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

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